|
Mensagem de Victor Jerónimo (Ecos da Poesia)
Ex.ma
Comissão Organizadora Como fundador do Grupo Ecos da Poesia, venho desejar a todos vós que este evento seja pleno de amizade e companheirismo para o bem das letras e das artes, em manifestação plena ao reencontro das letras dos nossos dois povos, Portugal e Brasil. É na humildade que nascem os grandes nomes das letras e assim o foi com Miguel Torga, filho de gente humilde, nascido numa terra bem longe da capital e que teve que partir em demanda do Brasil e lutar por um sonho, mas que no seu regresso, com o seu querer e força de vontade, nos trouxe todas as belas obras que todos vós de certeza aqui comentásteis e estudásteis. Quero deixar-vos apenas um pequeno comentário e dois poemas para vossa meditação. Os Gregos ouviam de aedos e rapsodos cantos épicos e líricos, na sua linda voz melodiosa, e isto muito antes de haver escrita. As feras eram amansadas por Orfeu, com acordes da voz e da lira. São tantos os géneros da literatura sem escrita vindos na maior parte de gente primitiva, mas com um celestial e harmonioso dom, que esta nos cativa e enobrece as nossas almas. Sentir a génese e o mistério da criação artística do poeta que o é por dom é sentir o mistério da dor ou alegria, é sentir a ordem da natureza em belo ritmo, é sermos parte dele com o que sentimos dentro de nós.
Tal
qual me sucede a mim
Somos
nós
Bem-hajam por me haverdes dado este momento
Victor
Jeronimo |