Agenda
10 Mar -  21:30 - Leiria - Debate: "Cidadania, Liberdade e A República" com Helder Costa e Tino Flores



O Nariz - Teatro de Grupo convida:

Recreio do Artistas

Orfeão Velho de Leiria

Quarta - 10 Março - 21h30


Debate "Cidadania, Liberdade e A República" com a presença:

Helder Costa - Dramaturgo, Encenador e Director da Barraca
Tino Flores - músico

No ano em que se comemora o centésimo aniversário da República, O Nariz - Teatro de Grupo, enquanto pessoa colectiva e republicana, promove um debate público sobre Cidadania, Liberdade e a República, com a presença de Helder Costa, dramaturgo, encenador e director da Barraca e o músico Tino Flores, entre outros, para promover e referenciar a coisa pública enquanto garante da liberdade.
Para que os direitos fundamentais do cidadão - adquiridos com tão importante viragem estrutural - é necessário não esquecer e manter viva a República.

Lançamento do Livro "Conversas com gente famosa" de Helder Costa


CONVERSAS COM GENTE FAMOSA
      

O acesso à leitura e ao conhecimento é o caminho que permite que o pensamento se aperfeiçoe para poder rechaçar manipulações e alienações, é a via para que se criem homens livres.

Sabemos como este caminho é difícil e irregular; conhecemos manobras censórias de ditaduras, imposições de paradigmas e de "gostos" por parte de "maîtres à penser", e também a facilidade com que o intelectual livre se deixa reduzir a mera mercadoria - que, como qualquer mercadoria - se sujeita às leis do capitalismo: oferta, procura, moda, lixo.

Além destes obstáculos, digamos "naturais", outros existem e perseguem a humanidade através dos séculos: falo da divulgação do saber e da massificação do conhecimento.

Adquirida a noção que Cultura é mais que Erudição, porque engloba - além da produção artística, filosófica, científica - tudo o que define a vida de um povo, na sua criatividade, no seu trabalho, na sua alegria, na sua dor, verifica - se que os agentes culturais têm dificuldades em chegar a esse "povo" que dizem querer cultivar e "elevar".

O problema parece - me simples, e enquadra - se classicamente na eterna confusão entre ser popular e não populista, e ser culto e não elitista.

É evidente que quando se pensa que a "cultura" deve ser solene, cerimoniosa, nunca lúdica nem objecto de prazer e divertimento, se está a laborar num erro crasso e, mais grave, se deixam as portas abertas para as manipulações mais boçais, de que são exemplo os "Big Brother" e outros tele - lixo.

No caso específico destas "Conversas com gente famosa", em jeito de entrevistas ou mesas redondas, o objectivo foi conseguir que gente do nosso passado comum chegasse aos dias de hoje, permitindo paralelismos críticos e demonstrando que as acções têm sempre motivações ideológicas, contrariamente às permanentes campanhas de desideologização e de "lúcido pragmatismo" com que
políticas contemporâneas e seus fiéis servidores "opinion makers" nos tentam iludir.
 

 

Helder Costa