Amália Lopes

Amo as palavras, amo o ser humano, sou defensora dos desprotegidos. Trabalho, vivo, sorrio para quem por mim passa, sou alma de poeta, sou familiar dum grande poeta Bernardo de Passos, legou-me a grandeza das palavras,  o aconchegar das emoções,  o semear caridade, a divina poesia. Ser-lhe-ei infinitamente grata.
Sou pão e luar para quem pede esmola, sou sol para quem tem frio e chora.
Sou o livro que leio, sou lágrimas, sou liberdade e sou poeta.
Sou a rosa que colhi e, murchou entre os meus dedos.
Tenho várias colectaneas, escrevo em jornais da capital onde moro, Lisboa.
Sou amante de ballet, cinema, teatro, literatura espiritual, e, amo os gatos.
A vida é uma procura, e o sol, uma hilariante companhia.

 

 

 

UMA RESTEA DE SOL



Ontem já foi Natal !!!!!!!

Enfeitei a mesa com copos  brancos e brilhantes 

como a estrela que,

olhando para mim me dizia, há gente que tem frio, há gente que não come 

e bebe amarguras na noite.


Ofereci-lhe os talheres, um guardanapo vermelho, dizem que no Natal a cor é o vermelho, eu acho o Natal com cara de frio e fome, existem mesas perfumadas e abastadas, mas, para ele não.

Encontrei-o, no frio da noite, na solidão duma ponte que lhe servia de companhia e um olhar de saudade percorria cada canto do seu olhar. Um olhar de frio, os olhos azulados, mas sempre com aquela restea de sol que como eu, ele sabia,  iria encontrar. 


Eu sonhei que havia liláses enfeitando

Os jantares dos pirilanpos...


As estrelas beijavam os seus olhos, olhos de gente, que quer ser gente.

Os mesmos olhos que se encheram de carinho e as minhas mãos foram pequenas para os receber, amei-o tanto naquela noite!!

Havia gente apressada, passando entre duas pontes, a sua, e a deles, a fome e a fartura, pediu-me pasteis, eu dei-lhe ternura, e o meu sorriso.

Conversámos tanto, encostados na sombra das estrelas, eu segurava-lhe as mãos numa vontade de o abraçar, mas a lua espreitava e segurava os seus lindos olhos azulados, são azuis os teus olhos, da côr do céu. Sabes, dizias tu, ontem, foi Natal, que Natal ? o Natal das sopas, a sopa dum dia, duma moite fria, e as outras noites que eu vivi, não sei, senti tanto frio, e bebi tanta fome, nem sabia que era Natal. Chorei, uma lágrima teimou em olhar para dentro de mim e contou-me, ele, já chorou como tu, ele, já amou na solidão, ele quer algo que lhe é negado. 

Uma lágrima contou-me tanto sofrimento, fiz um lago onde me deitei, e chorei, chorei...


Queres a lua? Não, quero um olhar

Queres um poema? eu escrevo-te um poema, não

O poema não tem o cheiro dos 

teus pasteis.

Anda, vamos plantar um cravo no cimo da ponte,  não,

quero a tua mão.



Sabes, eu nasci no colinho de alguem que eu amava tanto e que esta noite eu queria encontrar. Eu sei, subimos de mãos dadas, ele tremia, e eu ofereci-lhe o meu casaco, tens frio ? Queres que seja tua amiga? Queres que te conte uma história para adormeceres? Não, eu só quero olhar para dentro das estrelas. Eu sei que vou encontrar lá uma pétala que chamei de Mãe, ela é a minha Mãe, leva-me lá, e, vamos encontrar a pétala perfumada de Mãe, As Mães são tão lindas, eu sei, disse-lhe com o lago das lágrimas que me percorriam a face. Eu sei!!


São pétalas que a abelha bebe de mansinho

Nos olhos do fim da noite.


Vamos vestirmo-nos de luar? Disse-lhe eu, vamos dançar com as vestes do faz de conta.


 Olhou-me com a ternura dum pirilampo , não posso, o meu tempo anda 

perdido nem sei onde,  eu tenho que espalhar cravos brancos nas janelas da vida.

Eu sei que a côr muda quando queremos, mas gosto mais do 


branco, é como eu, que não apanho sol, na ponte onde choro as minhas lágrimas de abandono, não há sol, fica cinzento o dia todo.


Queria tanto sentir o sol na minha pele esbranquiçada.

Anda, sou tua amiga, levo-te ao calor do sol, levo-te nas águas brilhantes 

que são tuas e minhas, ninguem nos pode tirar, chega tambem para nós. 

Vamos, eu sou tua amiga.


Na amizade há sempre sol e luar

E nas estrelas está escrito a minha poesia

A poesia que reparto com ele.



Repartir a beleza dum manto de rosas, num deserto de solidão e vestir a pele  com a seda das pétalas da desordem, dum coração faminto, num abandono ao luar. 

Tu já olhaste o luar? perguntei-lhe de mansinho, para não o ferir com o brilho do amanhecer. Dormia, no explendor duma companhia especial. A amizade.


O luar é um deserto de sonho

Cobre de chuva miudinha os olhos de quem ama.


Contei-lhe da minha poesia, contei-lhe da chuva que nessa noite ele não sentiu, e a minha amizade ele bebeu no deserto da sua pele, ressequida de solidão. 

Acordou com os olhos mais azuis e radiantes, os olhos dum filho, dum ser humano, de gente. Finalmente ele teve uma noite, um dia, um amigo, uma cama, um luar.

Repartiu comigo um olhar, um sorriso, um gesto cheio de ternura, a ternura que lhe era negada, o sol que jamais será cinzento, a chuva que não lhe trará mais frio, o abandono que jamais dormirá com ele.


Ele cantou e chamou as estrelas para o seu colinho, e encontrou o brilho dum ser humano com direitos, com palavras nas pontas dos dedos, com as palavras escritas nos seus olhos da côr do céu. ELE, vive, ele brilha na beiradinha duma lua que para sempre será a sua restea de sol...


As camélias desfolhadas são uma brisa ao sol-pôr

e dançam até ao começo dum novo dia.

As nuvens dum vermelho rubro

Oferecem o azul e branco

Da pele

Dele.

E amanhecem todas as noites, num começo de vida

Entre dois passos

Entre o coração e a alma de quem sabe a revolta

Da fome

Das lágrimas

Do abandono

E no olhar duma estrela perdida.


Mas há sempre outro sol

E uma vida

Para quem lhe é negado 

O tempo de ventura 

E

Na madrugada onde toquei com os meus dedos

o corpo nu dos sonhos...


O chão é um caminho onde tropeço e me levanto, onde a noite se torna viva e recomeço a luta, dentro dum abismo solto onde habita a maldade e 

Onde a verdade é vedada e maltratada para quem quer viver e amar.

O amor é água viva, é um tempo visivel, é a solidão na voz do coração.

O amor, sou eu, és tu, e ele que renasceu para, e, do amor.

O amor é um véu enfeitado de mil cores, dentro duma rosa fechada, e quando as pétalas cairem vamos apanhar uma a uma e fazer uma coroa duma felicidade renascida...


Amália LOPES





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teu mundo inundado em mim

espalho pétalas na nudez

do meu corpo

teus olhos são naufrágios 

olhando mais em mim...

amália LOPES

 

 


 

Enviados em Dez/2010

 

 

 

QUERO O TEU BEIJO ANTES DA NOITE
Amália LOPES

 

Chuvas de emoção regadas com beijos
toco-te na cor dos abraços
no teu ninho quero ser sol e paz
sol de paz incendeia o silencio
entre arbustos e juras de amor.

É perto do coração que recordo
viver em ti .
A cada minuto renasço um pouco
respirando o teu olhar sereno, calmo, com as
mãos na minha pele, num ritual de tempestades
e na suavidade das tuas mãos ofereces-me o luar.

Aprendo palavras poderosas
quando te olho fixamente, sei que vens
sinto o prazer adivinhado em mim.
Sonho sempre com a tua mão silenciosa e quente
num paladar de pele, como cerejas
na minha boca

 

Vestes o aroma da lua
e deixas as letras escorregarem
em incensos de saudade.
A tua viagem é uma saudade, e faz sentido na tua alma.

Amanhã, quero semear flores com pétalas cobrindo
a tua passagem em brumas de espera.
E no jardim do teu coração, espalho cânticos
de eternidade e de luz…

Amanhã, meu amor, amanhã…gostaria tanto…tanto…
que o teu beijo chegasse antes da noite……………….


Amália LOPES

 


 

Enviados em Nov/2010

 


E…O TEMPO NÃO VOLTA


Sinto o tempo curto para

as emoções.

os minutos são para quem quer ser feliz

os segundos são palavras

ao ouvido

ao coração

profundamente na 

alma.


Quero um sorriso grande 

do tamanho do teu

beijo

demoradamente.

Quero a tua mão

no carinho das estrelas

dançando na pele derretendo

emoções.


Quero dançar, num

vestido colado

num baton vermelho

rodopiando contigo

sentindo o teu beijo na esquina

dum tango, e na valsa do sonho.


Quero, rumores dos regatos

teu corpo em chamas

de mistério e verdade.


Quero a grandeza dos dias

num instante de pérolas, e a memória 

de frutos silvestres. 

Quero ressuscitar palavras de amor

carinhos escondidos

soltar violinos sonhadores.

Encontrar-te iluminado na mesa das estrelas

e olhar-te como ontem,

na emoção dum mundo...


Amália LOPES

Junho 6  2010

 



 

Enviados em Jun/2010

 



ELOGIO A TI, POESIA


A poesia é um mundo de sonhos, é fantasia, olhares, sentimentos

espalhados, adocicados, verdades ou talvez desabafos.

Na esquina da vida a poesia enche-nos de nostalgia, alegria e pégadas de 

paixão.

A poesia é arte, amor, sabedoria, encanto, linhas incertas ou talvez certas, é uma harpa tocando no salão das fantasias.


A poesia é comunicação, é sol em lua cheia, é partilha de ti e de mim, uma partilha de olhares, sabores e amores. Quando te vi, pensei que eras a minha poesia, tu foste, serás e és, mas não maltrates as palavras que com elas eu escrevo-te a minha poesia.


É força que penetra os sentidos, é alma que saboreia a paz, é o contacto com o mundo irreal, já que o real está muito alem da poesia, a poesia é sabor de pele, é uma trajectoria com a força dum carinho, com a boca que beija, o abraço sonhado de longe. 


Poesia, flores que se cheiram e amam, folha branca e aurora pardacenta, pétalas que enfeitam um olhar quando o beijo se sente e afaga na onda duma paixão.

Oh poesia faminta e doce que sentes o despertar de cada coração amado

que ouves lamentos e murmurios, que cheiras cada lágrima deslizando no meu rosto mansamente adormecido pelo cansaço de tanto te querer.


Poesia é o delirio das borboletas numa dança viva de cores e encontros num vai e vem de cheiros na flora da noite e nos ventos à beira das estradas com flores  plantadas em sonhos de pomares.


Poesia é o pincel da minha tela onde pinto riscos e arabescos dum horizonte onde te espero sentada à hora da noite nascer. E no final da tarde te esperar com palavras duma poesia que ainda não te escrevi, sinto as palavras que bailam na minha pele que espera mais um apelo de ti, para abraçar o mundo, um mundo azul e cheio de sementes de carinho e numa musica que nasce dentro da alma que te quer tanto.


Poesia tem gosto de manhã de sol, tem gosto de trinar de andorinhas nas asas a quietude dum voo altaneiro e de paz. Um voo infinito duma musica celestial e Com o azul transparente dos teus abraços.

A poesia é uma tarde de vento duma aurora a nascer dentro do teu peito onde amanheço entre carinhos e paisagens de paixão.


Poesia, são as travessuras de fazer presente à vida, é o leve toque dum beijo que ontem me deste ao sair contigo de mãos abraçadas nas esquinas da minha vida.

A poesia é dos sonhadores, do silencio que nos pousa nos olhos e nos abre

a porta dum silencio num sonho que nunca quero despertar.

Contigo poesia, danço a valsa, o cha-cha, e rodopio num tango de Buenos Aires, a sonhar com os olhos nos teus beijos, no salão onde contigo senti os teus braços de amante.


Poesia, oh palavras que nascem em silencio no meio da noite, no escuro do sono, no arfar da alma.

Poesia que me levas no mais fantástico cruzeiro dum amor divino nas ondas dum oceano de paixão.


Poesia, tu és a madrugada do meu sonho...


Amália LOPES

agosto 2009


 

 

Enviados em Mar/2010

 



QUERIA AMAR UM POETA

 

Vestida de luar te espero meu Poeta!!

Tambem de paixão me vesti para te amar, Poeta!!

 

Vem !!!!

Abraça o romantismo duma pétala abrindo, e beija-me

nos cotornos do meu olhar.

Quero-te num caminho atapetado de mil desejos

E numa ilha de damascos,

Pintar aguarelas desta paixão.

 

Vem !!!

Quero ouvir de ti gemidos de eternamente

E nos olhares da tua fantasia

Embriagares-me, em  chamas de desejo.

No cetim dos lençóis dançar a valsa da vida

E

Pintar um espaço branco em arabescos dourados

 na noite

onde te beijo, depois de te amar.

Ah! Meu Poeta Amante como posso esperar

Mais um outono para te amar, se os meus

olhos

Se perdem nas margens da minha cálida nudez, como?

Não quero segredos nem solidão, não quero escutar o vazio

das paredes, não quero o medo no perfume duma rosa.

Ai, saberás o que é o amor, um gesto, uma caricia,

Uma luz que cintila nas fronteiras do tempo.

 

Vem!!!

Lentamente...caminha no silêncio desta noite, onde a ternura

Se vestiu de madrugada, dentro de mim...

 

Amália Lopes

março 2008

 

 

Enviados em Jan/2010

 

 

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DEZ ANOS DE SAUDADE
retratados neste fado muito especial
para o dia de hoje... ouça-o aqui:
http://www.euclidescavaco.com/Fados_E_Musicas/Amalia/index.htm

 
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
 

Venha tomar comigo um cálice de poesia...
Entre por aqui na minha sala de visitas:
www.ecosdapoesia.com

 

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PAPOILAS
 
Naquele tempo as papoilas faziam-me companhia

e o vento embalava-me
à tardinha entre o sol pôr.
E, as papoilas cresciam.
A luz quieta cansava-me os olhos e dentro de mim os sonhos dançavam
o bailado da vida,
da ilusão, do encantamento.
As árvores solitárias iluminavam a quietude dos caminhos.
Era a esperança de viver, era a esperança e a ternura
dum
pôr-do-sol.
E, o caminho era curto.
Sobre a minha pele um universo de fantasia,
os olhos cheios dum silencio transparente e unico.
Lentamente,
o sonho desfazia-se na beleza do meu corpo enlaçado pela dança
duma aventura ainda por viver.
Lá, deixei tudo, na hora da partida, choro, lágrimas que nunca secaram,
pensei ser livre e existir, mas foi um sonho confuso no limiar da felicidade.
A viagem foi longa, com pétalas atapetando o meu caminho e
espinhos na madrugada em que se desfez a ilusão.
Palavras, solidão, um bailado de tudo e nada.
Máscaras, ilusão, ah!
Tanta ilusão em rios que descargam egoismo, e a falsidade do ser humano.
Escrevo na relva da tarde, onde por vezes me encontro
e me delicio com o aroma doutra felicidade.
Na tarde branca eu sou feliz e vivo contigo dentro da alma.
Inconformismo? Talvez! Doutros amores, senão o teu,
que floresce a cada sorriso que brota duma fonte de emoções
que faz companhia a tantas ilusões
e dias perdidos na janela dum viver absolutamente urgente.
É urgente o amor num por-do-sol,
duma paisagem de aromas e olhares deste sonho brando e terno.
Têm dias as palavras,
e hoje elas estão cobertas de fantasias, sonhos,
 é fácil transportar os sonhos, vivê-los é algo complexo,
decifravel com reflexos de mistérios que poderiamos não ocultar,
 mas a força de que se vestem,
tomam formas e cores incontroláveis neste universo escuro,
e que por vezes são, talvez, uma restea de sol.
Não sei porque utilizo palavras para me sentir isolada,
é um direito e uma forma de ocultar o ruido e a maldade dum silencio,

que o mundo nos impôe.
 
Amália LOPES
 
lisboa, junho2008

 



DESCALÇA ESTÁ A DEUSA

Tem dias a poesia

Tem horas a emoção

Têm minutos as emoções os

Segundos da nudez.

A vida é um rumor no poema

os olhos vendem ilusões

os pés descalços

da deusa nua

escrevem fascínio

no meu livro de festejos.

O tempo das andorinhas e o encontro

entre gaivotas entrelaçadas

são soberanas num võo

altaneiro e elegante.

Na sombra dissolvida não respiram mais

os teus sussuros

que marcam as linhas do destino.

Foram festejados os lençois de cetim

os momentos de beijos

a manhã aconchegante na noite

onde deslumbrada te amei...

 

Amália LOPES

maio 28/2009



ESTRELAS

 

Cintilam no céu, olham-me com carinho

Comparo-as a ti

meu doce desejo

quando olhas para mim.

Quando voltas estrela de luar

Quando voltas beijo de mar

Quando voltas tu, para mim?

Que estranho amor é este

profundo e caudaloso como um rio

um amor que espero e nada me oferece

que amor é este?

É uma loucura transparente

que sinto e sei

não me pertence, mas

amo-te assim mesmo

neste desvario silencioso.

Cintila na boca o fervor dum beijo

a chama ardente quando te vejo

são as loucuras de quem te quer tanto

são a ternura dum sonho de amor...

Amália LOPES

agosto 2009



ESCONDIDA DO TEMPO

 

De ternura me visto, de solidão os meus olhos choram.

Deito-me na pedra do rio que corre

sinto o teu cheiro misturado na água cristalina

e. visto-me de amante para te esperar.

Revolto os trapos e tapo a minha nudez

que o luar beija noite após noite.

De nada serve a nudez a pele cheirando a rosas brancas

se os teus olhos se escondem do tempo,

do nosso tempo.

Na gaveta escondo saudade, e as tuas mãos

de poeta

que ontem me afagaram a face.

Guardo tambem

os beijos de amantes.

Oh saudade e desvario, oh nudez coberta de mil pétalas

oh cansaço de viver amando-te sempre

e tão só.

Assim me escondo do tempo e, tambem

de ti, saudade...

Amália LOPES



MULHER///DEUSA

Vestida em raios de luar

Sentimentos que seguras ao vento

Protegida por ti mesma, em ondas de carinho

Olhas o mar espalhando saudade

Em cada grão de areia.

////

Tuas veias são rios de poesia

Habitas na terra mas o teu mundo

É o sol...

És coroada de pérolas

Teu corpo é um manto de estrelas

Cheirando a pétalas de carinho.

////

MULHER,

teu sonho é o amor

tuas mãos a felicidade

és o amor que procuras

és um sorriso de candura