Carmo Vasconcelos 

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CarmoVasconcelos

NOME: Maria do Carmo F. de Vasconcellos Figueiredo
NOME LITERÁRIO: Carmo Vasconcelos
NATURALIDADE: Lisboa - Portugal

Carmo Vasconcelos desde s
empre cultivou a paixão pela leitura e pela escrita. É autora de um livro de poemas intitulado "GEOMETRIAS INTEMPORAIS", publicado em papel no ano 2000, e tem outros livros de poemas aguardando publicação, bem como romance, palestras, conferências e ensaios.
E-Books: “O VÉRTICE LUMINOSO DA PIRÂMIDE” (Romance, 2 Volumes), “ROMPENDO AMARRAS”, “MEMORANDO DE FOGO”, “DESPIDA DE SEGREDOS”, “LUAS E MARÉS” e “SONETOS ESCOLHIDOS I II e III (3 vol.)
Ver em: http://www.delnerobookstore.com/bibliotecas_virtuais/carmo_vasconcelos
Inéditos, muitos, alguns espalhados por jornais e revistas e inseridos em diversas Antologias. Pela sua participação em vários Jogos Florais teve o privilégio de ganhar numerosos prémios e menções honrosas.
É membro da Associação Portuguesa de Poetas (onde já integrou os Corpos Directivos) e do Cenáculo Literário Marquesa de Valverde, nos quais já colaborou como júri de concursos literários. Participante assídua dos encontros da Associação Fernando Pessoa, em Lisboa, aí foi distinguida com um trabalho de sua autoria, intitulado "A FASE MÍSTICA DE FERNANDO PESSOA".
Amante da Filosofia e da Psicologia, eterna buscadora, estudante de esoterismo e misticismo, é membro da Ordem Rosacruz-AMORC (Grande Loja do Brasil), onde teve a honra de ser nomeada “Mestre Auxiliar” e, mais tarde, indigitada para “Mestre” (cargo que não aceitou), do Capítulo AMORC de Lisboa, que ajudou a inaugurar em 1979.
Entre outras, proferiu uma palestra na Livraria-Galeria Verney, em Oeiras, (Portugal) que teve por tema "O HOMEM E O UNIVERSO" e na Net, uma conferência, seguida de debate, intitulada "REENCARNAÇÃO, CARMA E EVOLUÇÃO"


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A par da sua escrita tem-se dedicado à tradução e revisão literária de obras portuguesas e estrangeiras. É autora de vários Prefácios.

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Carmo Vasconcelos é Membro da Associação Portuguesa de Poetas – APP; Gerente e autora do Grupo Ecos da Poesia - GEP; Patrono da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores - AVSPE; Membro convidado da Academia Poçoense de Letras e Artes – APOLO; Autora na Varanda das Estrelícias, Portal Cen, Poetas Del Mundo; Recanto das Letras, Luso-Poemas, O Melhor da Web, UniRio, Blog de Daniel Cristal, Blog de Efigênia Coutinho, ArtCulturalBrasil (Reino da Poesia) e Imprensa Revista Zap.

É Directora Cultural da Revista EisFLUÊNCIAS
http://eisfluencias.wordpress.com

É integrante da Revista DESTAQUE, do Mural dos Escritores, como representante da Língua Portuguesa

É Directora de Eventos Literários da AVSPE
http://www.eti.avspe.br

 

 

 


8º ANIVERÁRIO DA VARANDA DAS ESTRELÍCIAS

***

Parabéns Joaquim Evónio pelo 8º Aniversário

da tua (nossa) Varanda das Estrelícias!

Para ti, priminho de coração, amigo incomparável,

A admiração e o afecto da Priminha 

Carminho

*** 

JOAQUIM EVÓNIO

Acróstico

J ardineiro insone é nesta Varanda,

O que planta floridas estrelícias,

A lquímicos versejos  em ciranda,

Q ue difunde pla diáspora, em delícias. 

U niversal agente da expansão,

 I ncentiva à cultura as várias gentes,

M isto de unidas vozes eloquentes!

 

E xortador, o mestre, à balaustrada,

V ivencia o pendor dado à poesia;

O ásis ele recria a cada alvorada,

N a tela feita letras de estesia!

I nsigne é o guerreiro que aqui lavra!

O líder da Varanda da Palavra!

***

Lisboa, 1 de Fevº/2012

Carmo Vasconcelos

 

 

 

 

 

 

 

Enviados em Fev/2012

 

 

 

 

 

 

MARIA DAS FLORES

Carmo Vasconcelos

 

 

 

Doloridas violetas traz nos olhos,

pelos dedos escorrem-lhe martírios, 

e, tal em novena, ardem-lhe quais círios, 

no peito amante, pálidos abrolhos. 

 

Por que, teimosa, inda cultiva flores;

paisagens coloridas de desejos

que sonha salpicadas de ígneos beijos?...

Se na hora da colheita, colhe dores!

 

Alimenta-as de amor e rubro sangue,

porém os caules, meros lambareiros,

saciados, deixam-na... sozinha e exangue.

 

Florista acorrentada à fantasia,

só tem a flor-saudade nos canteiros…

Mas o sonho ainda habita na Maria!

 

 

***

 

Maio/2009

 

 

***

 

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Guernica, Picasso, 1937 

 

 

 

 

HOJE COMO ONTEM...

(Poemas em tempo de guerra) 

Carmo Vasconcelos

 

 

 

Hoje os rios correm vermelhados de vergonha,

plúmbeos os céus, envergam traje de ímpar dor,

na atmosfera gaseifica-se o estertor,

poeira de sangue sem limite que se oponha.

 

É uma barbárie turbulenta que regressa,

a insanidade da feroz Roma de Nero,

 a arena ignóbil do bestial exemplo fero,

a demoníaca atrocidade, ira pregressa.

 

Qual a que à morte condenou natos varões,

pra aniquilar a voz do Cristo Redentor,

chegado ao Mundo pra pregar a paz e o amor,

mote enjeitado por Herodes e vilões.

 

 A mesma que, ímpia, conduziu à Inquisição,

injustamente, os desafectos, fés avessas,

e fez rolar na guilhotina mil cabeças,

sem vacilar um só momento em compaixão. 

 

Hoje, motivos e razões tão divergentes,

vestem de igual a guerra, em sangue mergulhada,

 e capitula a Paz, às mãos da malfadada

carnificina que dizima os inocentes.

 

Novo Dilúvio venha à Terra! E que extermine

os vis demónios que a ambição trazem aos pés,

e nos devolva o Mundo, tal o que Deus fez,

um Mundo Novo que a violência recrimine!

 

***

Lisboa/Portugal

Janº/2009

***

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ADEUS ANO VELHO! 

Carmo Vasconcelos

 

 

Desculpa se de ti não me despeço,

velho dois mil e onze – em largos actos,

com lenços de saudade, acenos gratos,

pois deixas negro rasto que nem meço!

 

Seja teu sucessor mais justo, eu peço,

que impeça do poder sujos contratos

aviltantes do povo, que em destratos

ensandece, de mil fomes possesso!

 

Traga o novo reinado, luz e pão,

alçada no seu ceptro, a mãe justiça,

ao jovem o trabalho, e a honra ao ancião!

 

Às crianças, saúde, educação,

respeito ao povo na sua dura liça,

Amor e Paz a cada coração!

 

***

Lisboa/Portugal

31/Dezº/2011

***

 

 

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Enviados em Jan/2012

 



Com um abraço especial ao meu priminho de coração, Joaquim Evónio,
a todos os Webmasters desta maravilhosa Varanda das Estrelícias
e a todos os autores e leitores,
agradeço mais um ano de feliz partilha e convívio e deixo os meus votos de

 

 

 

 

 

 


Adoração dos Pastores, by Lorenzo de Credi

 

 

LUZ DIVINA

Carmo Vasconcelos

 

Eram de angústia os tempos tenebrosos,

quando os senhores da heresia opressora,

reinavam neste mundo, poderosos,

 semeando a morte injusta, aterradora!

 

Mas contra a treva vil dos portentosos,

 emerge a Luz por dentre a palha loura,

e erguem-se aos céus os hinos jubilosos,

a venerar Jesus na manjedoura!

 

C’o Deus-Menino nascem sóis radiosos

e nova fé na ansiada Paz vindoura,

que há-de brotar dos ramos amorosos,

da Sua Palavra Santa, imorredoura!

 

Que o Seu Verbo Divino contra o mal

floresça, vivo em nós, cada Natal!

 

***

Lisboa/Portugal

Natal 2011

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Carmo Vasconcelos
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***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORAÇÃO À VIRGEM

Carmo Vasconcelos

 

 

 

 

Senhora, de alva tez com olhos d’água,

Suplicamos a vós, lavai da mágoa

Este mundo que sofre em provação…

Resguarda-nos em teu manto de amor,

Preserva de teus filhos toda a dor,

Ave Mãe! Te imploramos protecção!

 

 

 

Por todos nomes que usas te invocamos,

E aos teus sagrados pés nos arrojamos

Virgem Santa, Maria ou Conceição…

De Fátima, de Lourdes, ou do Mundo,

Escuta nossas preces, do mais fundo

Amargor que nos fere o coração!

 

 

 

E de nossos pecados nos perdoa,

Tira de nós a angústia que magoa,

Despe-nos de vingança e desamor…

Inunda-nos com vosso olhar de luz,

E intercede por nós junto a Jesus,

Pra que o Mundo renasça em Seu esplendor!

 

 

Carmo Vasconcelos

 

***

Lisboa/Portugal

Dezº/o8/2010

Dia de Imaculada Conceição

Padroeira de Portugal

***

 

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criação:denise moura

música:Ave Maria Shubert

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adão e Eva, by Miguel Ângelo

 

 

IMITAÇÃO DO AMOR

Carmo Vasconcelos

 

 

“Crescei e multiplicai-vos”

(Bíblia -  Gen. 1.28)

 

 

Por que endeusar suposto amor feito inconcreto,

quando distante, sem carícia, beijo ou mão,

não satisfaz o nosso amante coração?

Se na lonjura morre o amor por incompleto?...

 

Manter, assim, a imitação de um vero afecto,

ausente o pele-a-pele, erótica emoção,

é demitir-se da sensual lei da atracção

que nos conduz ao verdadeiro par dilecto.

    

É caminhar em vão na fosca irrealidade,

que a carne não se compadece em divindade

nem santifica a condição de seus apelos...

 

Requer a nossa humanidade, firmar elos

gratificantes de alma e corpo, em dualidade,

que a Lei de Deus desdiz o amor em castidade!

 

***

Lisboa/Portugal

30/11/2011

 

 

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Carmo Vasconcelos
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LADRÃO DE ALMAS

(Contra o plágio)
Carmo Vasconcelos

 


Se és mulher... podes, sem qualquer pudor, plagiar:
as minhas vestes, meus adornos, a pintura;
meu requebrar e jeitos próprios; a postura;

podes, até, sem medo, inteira me imitar!

 

 E se homem és... meu corpo podes decalcar;
as minhas mãos no teu, em cópias de fartura;
sem relutância te prometo, sem censura,

deixar teus dedos minhas linhas desenhar!

 

Do vão corpóreo vos concedo a mais-valia!
- Que pouco vale, como vós, que em cobardia,
ousam roubar do nobre poeta a inspiração...

 

 Mas o que brota da minh’alma vos recuso!
E sem piedade, ladrões de almas, vos acuso!
Que plagiador merece pena sem perdão!

 

***

Lisboa/Portugal
17/09/2007

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Enviados em Dez/2011

 

 

 

 

Feliz Aniversário, querido Poeta e Amigo HUMBERTO NETO!

 

***

  

SONETO PARA HUMBERTO

Carmo Vasconcelos

 

 

Soneto meu p’ra Humberto, que ousadia. . .

Ao nobre vate que o soneto gere

com a mestria perfeita que requer

a mais sublime forma de poesia!

 

Mas inda assim me atrevo neste dia,

sem mesmo o seu luzido dom deter,

só pra dizer-lhe do êxtase de o ler,

porque dos versos seus reflui magia.

 

Dele serei pra sempre uma aprendiza

que há-de louvar o mestre em reverência

à sua brilhante e magistral sapiência.

 

E eu lhe desejo neste Aniversário,

que em longa vida siga relicário

desse estro imenso que áureo se eterniza!

 

***

Lisboa/Portugal

11/11/2011

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SUPREMA SINFONIA

Carmo Vasconcelos

 

 

Do desentendimento, as almas várias,

cegas d’amor, não podem ser culpadas,

se desconhecem outras leis firmadas

além das meras emoções primárias.

 

Embora corpo a corpo, bem ligadas

àqueles que amam, falham noutras áreas,

quando professam ideias contrárias.

São, sob o corpo amante, almas magoadas.

 

Coisa pouca é o saciar da carne vã,

e, futilmente, aos egos agradar…

De muito mais carece a vida sã:

 

- Que vibrem alma e corpo em sintonia;

que cada amante saiba com seu par

compor, suprema, a eleita sinfonia!

 

***

Lisboa/Portugal

In E-Book “Sonetos Escolhidos I”

 

 

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Iris, by Raphael Olbinsky

 

 

SEM LUTOS

Carmo Vasconcelos

 

De vós, amados, quero ao vos deixar:

sentidos poemas, flores, melodias,

riso e lembranças de felizes dias,

e sem lutos a minh’alma há-de voar.

 

E já volátil, há-de então acenar-vos 

a fina poeira, da ida e vã matéria,

depois... montada numa gota etérea,

hei-de baixar na chuva a visitar-vos.

 

Porém, se alguns de vós eu vir chorosos,

pérola d’água, os olhos lavarei

aos que em saudade mostram olhar fosco.

 

E pra secar os olhos lacrimosos,

flamas ao sol brilhante roubarei...

Que amar-vos não será chorar convosco!

 

***

Lisboa/Portugal

In “Sonetos Escolhidos I"

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***

 

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METAMORFOSE

Carmo Vasconcelos

 

 

Quando do reino eterno, inatingível,

baixar esse fatídico decreto

que levará minh’ alma indestrutível

e meus chorosos vestirá de preto...

 

Terá meu corpo a terra por morada,

tornado pó por mágica alquimia

da terra-madre, a poderosa fada,

que o mudará em flor um certo dia.

 

E enquanto plos espaços luminosos,

perdida por lonjuras que nem meço,

minh’ alma roga a Deus por curta viagem...

 

Vão colorindo as vestes os chorosos,

que cedo esquecerão da minha imagem,

e eu vou chegando ao pouso que mereço.

 

***

Lisboa-Portugal/1996

In E-Book “Sonetos Escolhidos I”

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Enviados em Nov/2011

 

 

 

 

FLORES E CITRINOS

Carmo Vasconcelos

 

 

Uma aguarela anil de flores e citrinos

lembrou-me a vida ajardinada de azedumes...

É sábio o Cosmos... e a nós, meros peregrinos,

não nos é dado a Lei mudar nem seus costumes.

 

Por aqui vamos a provar fel e doçuras,

aproveitando da jornada os seus sabores

que, se num dia nos mostra apenas amarguras,

noutro, mergulha-nos num rio de mel e amores.

 

Porque se tudo sabe a doce o enjoo é fatal,

e se a amargura não voltasse em seu momento,  

jamais se tinha o contraponto desse sal,

a temperar nossa existência em crescimento.

 

Como negar o dedo sábio da alternância,

quando do caos surgem arroubos de alegria?...

Vede que igual a natureza, em inconstância,

sempre engravida a noite escura d’alvo dia.

 

Vede a maré alta que sepulta a baixa-mar,

o divinal calor que amansa o rude frio, 

a paz, depois de agre procela se acalmar,

e o mar que faz-se lago, após ondear bravio.

 

Louvemos essa miscelânea: riso e dor,

façamos nosso aprendizado co'a alternância,

divina Lei do Deus Supremo... que d’amor 

pla Humanidade, faz constante essa inconstância!

 

***

Lisboa/Portugal

Junho 2009

 

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SOLIDÃO

Fahed Daher.      ®

 

Há tanta solidão, tanto marasmo

nesta existência de tanto atrapalho...

Já  muitas vezes caminhando, pasmo,

sem ter certeza do melhor atalho.

 

Não me liberto no melhor orgasmo.

A sociedade fria é um ato falho

se do amanhã, que espero,  já não plasmo

a aplicação melhor no meu trabalho.

 

Pensar fugir da solidão buscando

a vida mais social, e procurando

a bebida, o humor, vivendo a esmo?...

 

Como fugir da solidão? Só quando

a gente vai aos poucos se encontrando

no encanto de encontrar-se a si mesmo

 

 

 

SOLIDÃO

Carmo Vasconcelos

 

Há tanta solidão, tamanho egoísmo,

neste caminho que se chama vida,

que apenas não se faz rota perdida

se lhe semearmos grãos d’amor e altruísmo.

 

Nem mesmo a anestesia do acto amoroso

liberta a minha mente desta ideia:

levar ao mundo o bem, como candeia

alimentada a verbo caloroso.

 

Como fugir da solidão na busca

do efémero prazer para a negar,

se ela é sombra que tudo o mais ofusca?

 

Só quando perscrutamos dentro em nós

vemos a luz capaz de a aniquilar:

- É nos doando… que não ficamos sós!

 

^^^^^^^^^^^^^^^^

 

24/Outº/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DIÁLOGOS...

Humberto Rodrigues Neto

 

 

Ah... como Deus foi bom, minha querida,

permitindo que eu contigo conversasse,

foi como se o teu rosto eu contemplasse

sorrindo amores sobre a  minha vida!

 

Jamais supus que frases tão formais

se tornassem pra mim tão importantes,

pois de amor pulsam as tuas consoantes,

e de paixão palpitam tuas vogais!

 

Doce amor, que és razão do meu quebranto,

de um  ideal longínquo que eu persigo,

que eu só vislumbro quando a sós, contigo,

te passo um riso, ou te repasso um pranto!

 

* * *

S.Paulo/Brasil

21/0UTº/2011

 

 

 

 

DIÁLOGOS...

Carmo Vasconcelos

 

 

Deus nunca esquece de juntar a quem

semelhantes ideais assaltam o imo,

razão que da tua voz eu me aproximo

e tu te achegas à minha também.

 

Num bailado de sonho embriagador,

nesse encontro vocal dança a gramática,

que nos faz esquecer da problemática,

quando por trás do riso existe a dor.

 

Sem interrogações ou reticências,

amo-te, livre de razões ou siso,

vivendo dessa ligação sem juízo,

morrendo, doce amor, nas tuas ausências!

 

***

Lisboa/Portugal

26/Outº/2011

 

***

 

 

 

 

 

 

 

 


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MUSA AMADA

Carmo Vasconcelos

 

 

Por que me tentas ora que estou cheia

do verde dia que a minha mente enrama

– tecedura da vida que me chama

aos elos da terrena e crucial teia?

 

Acerta o teu relógio, musa amada,

que de versos agora estou vazia,

não te marquei encontro, poesia,

espera-me logo à noite enluarada!

 

Preciso se me faz beijo de estrelas;

abraço do universo que me inspira;

astros a copular co'a minha lira!

 

Se extasiada me vires p'las  janelas,

vem então, musa amada, meiga e nua,

e ao teu toque d’amor me farei tua!

 

***

Lisboa/Portugal

16/Outº/2011

 

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Querida Adélia!
Com votos de Feliz Aniversário,
o meu abraço e beijos de carinho neste dia especial.
Carminho

 

SONETO PARA ADÉLIA
Carmo Vasconcelos

 

Só pode ter brotado em puro amor
quem tanto amor nos dá com alegria,
teus versos são do encanto a rara flor,
e, talentosa, na arte pões magia!


Que a vida ao decorrer de longos anos,
te traga lautas bênçãos e venturas,
não mais desilusões e desenganos,
apenas paz, amor, muitas ternuras!


Bendito o dia radioso em que emergiste
e para o mundo poético floriste,
alma linda e mimosa qual camélia!


Fazes das nossas vidas um jardim,
pões na amizade cheiros de alecrim,
rosa é teu coração, poetisa Adélia!


***

Lisboa/Portugal

3/Outº/2011

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Enviados em Out/2011

 

 

 

 

 

Do pagador de promessas (Imagem Google)

 

 

 

DO PAGADOR DE PROMESSAS…

Carmo Vasconcelos

 

Tu nada me prometeste…

E eu nada te prometi!

De lembrar-mo não esqueceste,

do binómio não esqueci.

 

Que tinhas pra prometer

se nada tens para dar?...

Rio que não pode correr

não se abalança pró mar!

 

Promessas fazes, jamais,

nas aventuras corridas,

mas ilusões magistrais

espalhas no ar – sugeridas.

 

Por que haveria de supor

que tal promessa existia?...

Se te conheço… És d’amor,

uma vasilha vazia.

 

E por que iria prometer-te

alguma coisa, também?...

Se pra além de não querer-te,

do passado lembro bem.

 

Não volta às curvas da rota

quem tem dois dedos de testa,

de contrário, vira idiota

na loucura manifesta.

 

Se nada me prometeste

e eu nada te prometi…

Tu sem mim, nada perdeste

e eu sem ti, nada perdi!

 

E levas a cruz às costas,

no resgate que carece

quem induz falsas apostas

e a sorte tem que merece!

 

Encerra-se a peça em glória,

sem ninguém a pedir meças

aos actores desta estória

“do pagador de promessas”!

 

***

Lisboa/Portugal

Março/14/2011

 

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Salvador Dali

  

 

MINHA RAIZ

Carmo Vasconcelos

 

 

Árvore de que descendo, donde provém tua raiz?

De que chão, de que raça, de que distante país…?

 

Eu te interrogo... porque nesta vida

só reconheço nos teus verdes braços,

meus pais, meus avós e seus cansaços.

Nas tuas folhas, como herança recebida,

reconheço os rebentos meus irmãos,

flores abertas fecundadas entre abraços,

dando frutos espalhados pelo espaços.

E em tua copa frondosa vejo o coração

de uma família enlaçada dando as mãos

aos seus rebentos... que outros rebentos darão.

 

Mas... teus ramos velhos (a gema, a criação)

donde vieram, quem foram, onde estão?

Quem te plantou pela vez primeira?

Sábio ou mendigo? Rei ou peregrino?

E quem adubou tua madre feiticeira?

Diz-me quem foi… e a cor do seu destino!

Se eu, de ti, árvore, só conheço a rama,

deixa-me cavar fundo em tua cama,

descortinar o berço de teus ocultos ancestrais;

suas eras, seus credos, seus destinos fatais!

 

Árvore de que descendo, donde provém tua raiz?

De que chão, de que raça, de que distante país…?

 

***

Lisboa-Portugal

 

1º. Prémio de Poesia Livre

Jogos Florais da Ordem Rosacruz-AMORC/1996

 

 

 

 

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MEU PRIMEIRO AMOR

Carmo Vasconcelos

 

 

Ah!  Meu primeiro amor, quanta cegueira,

tornou, depois de ti, meu rumo incerto…

Outros banais amores,  só canseira  

trouxeram ao meu peito a descoberto.

 

Fugazes devaneios, inconsistentes,

fogos-fátuos, inábeis pra aquecer

minhas veias, ora gélidas, dormentes,

ausente o teu calor que as fez ferver.

 

Neles sempre busquei tua ideal imagem,

sequestrada no tempo pla voragem

que me arrastou por ventos de ilusão…

 

Guarda este meu poema onde estiveres

pra que lembres, amor, sempre que o leres,

que cativo é de ti meu coração!

 

***

Lisboa/Portugal

04/08/2011

 

***

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Enviados em Set/2011

 

 

EVASÃO
Carmo Vasconcelos
 
 

 

 

No silêncio e na paz da natureza,

de toda a sensação eu me desligo,

extasiando-me apenas na beleza

deste divino mundo onde me abrigo. 

 

 

Mergulhada no verde onde me deito,

sou pedra, folha morta abandonada, 

e d’alma em evasão eu me deleito,

por ser no todo imenso um quase nada. 

 

 

E é neste bem-estar doce em quietude,

que, saudosa, relembro a mansuetude
do sacrossanto lar primevo e antigo… 

 

 

Basto-me do ar que sorvo e está comigo,

e qual erva que símplice brotou,

nada mais quero ou peço…  Apenas sou! 

 

 

 

***

 

 

Lisboa/Portugal30/Julho/2011

 

 

 

 

 ***

 

 

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JÁ FUI…
Carmo Vasconcelos


Já fui… Não serei mais a complacente!
Rompi co’a tese alvar do faz-de-conta,
Cansei de aparentar a lassa tonta
Pra dar sono de paz a falsa gente.

Na negativa firme, inabalável,
Sem engolir dilemas, reticências,
Darei meu não pra incómodas cedências,
Meu claro sim, somente ao desejável!

Ficar… Não ficarei a contra-gosto!
E calma no repúdio darei fora
A quem traga ao meu ser pranto e desgosto!

D’ alma leve, sem peso que a atormente,
Serei, por fim, inteira desde agora!
Já fui… Não serei mais a complacente!

 

 

***

 

Lisboa-Portugal-2004

In E-Book "Sonetos Escolhidos I" 

***

 

 

 

FOGO-PRESO

Carmo Vasconcelos

 

 

 

 Tenho um poema atado na garganta,

Como uma espinha aguda atravessada,

Cingido ao fogo-preso que o não canta,

Hirta a língua, pla verve não largada. 

 

 

E a mágoa que bebi, por não ser pouca,

Pela afronta, de fel envenenada,

Traz ressaca de gelo à minha boca,

Pela amarga revolta não gritada. 

 

 

Porém, se ao rubro a mágoa se agiganta,

Deitada ao gelo, breve é desmanchada,

E porque lisa… a pena já não espanta. 

 

 

E liquefeito o mote, então sustido,

Corre a mágoa na verve deslaçada, 

Esvai-se a espinha, e o poema é engolido! 

 

 

***

 

 

Lisboa/Portugal

 

Setº/13/2010

 

 

***

 

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  FIDELIDADE

Carmo Vasconcelos

 

 

 Amigo, hoje é teu dia, e corro pra ver-te,

visto asas, e a distância não me impede

de, lesta, voar pra ti, pra que se aperte

nossa amizade, sem que trama a enrede.

 

 

 Ainda que dormente na aparência,

ela semelhe ter perdido o enleio

(por muito dividida na vivência)

descrê do véu que a nubla de permeio. 

 

Que eu galgo montes, vales, mesmo oceanos,

pra que sintas ao peito o forte abraço

deste nó que não lasseia ao vir dos anos… 

 

Que seja maré viva e consentida

por corda firme, atada em forte laço,

enquanto for em nós, pulsante, a vida!

 

 

 ***

 

 Lisboa/Portugal20/Julho/2011

 

 

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Enviados em Ago/2011

 


ALTERNÂNCIAS

Carmo Vasconcelos

 

Vens pra mim, ora em prantos ora em riso,

E eu choro ou rio, vibrante de emoção;

Arbusto sou prostrado plo granizo,

Ou girassol em vénia ao astro-verão.

 

Se vens montado em vagas alterosas,

Contigo, então, mergulho até funduras;

Se emerges em espumas bonançosas,

Entrelaço-te em ondas de ternuras.

 

E quando as asas se alçam no teu peito,

Espero o teu regresso em beatitude,

Que amor não desnorteia pela altitude…

 

Sei que virás, voo raso, até meu leito!

E é nesse roçar de asas que declamam

Os versos imortais, todos que se amam!

 

***

 

Março/06/2009

In E-Book “Sonetos escolhidos II”

 

***

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ROSAS E ESPINHOS!
Carmo Vasconcelos

 

 

 

Vejam a rosa que floresce nos caminhos,

Sujeita à chuva, ventania e males quejandos,

Treme e vacila, aos abanões, f’rida aos espinhos,

Sangra e esmorece, mas renasce a tempos brandos.

 

E assim as rosas, menos frágeis do que exibem,

(Tal qual eu mesma, ao suportar picos de dor)

Jamais se abatem, e do brilho não se inibem,

E das picadas, brota vivo o seu esplendor!

 

É forte a cor do sangue herdado das raízes!

Flores mimosas, delicadas na aparência,

Nobres e altivas, sempre vencem duras crises!

 

Choram seus prantos orvalhados quando a lua

O sol lhes rouba… E se recolhem na dormência,

Mas... mal desponta um novo sol, a festa é sua!

 

 

***

 

Lisboa/Portugal

Maio/25/2011

 

 

***

  

 

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O TEU SORRISO

Amilton Maciel Monteiro

 

 

Que alegria me dá o teu sorriso!

Ele me traz à vida um novo gosto!

E eu sinto que me leva a um paraíso,

Onde fico feliz e bem disposto!

 

Para te ver sorrir, eu realizo,

Ou tento, então, o que me for proposto...

Faço até mesmo rimas de improviso,

Contanto que se alegre esse teu rosto!

 

Mas teu sorriso, amor, inconfundível

Não posso traduzi-lo em pobres versos!

Pois já tentei fazer... Saiu horrível!

 

Quando sorris, é luz e simpatia

Jorrando mil encantos abstersos,

Que eu nunca saberei cantar um dia!

 

***

Amilton Maciel Monteiro

21.06.11

 

 

 

 

 

O TEU OLHAR

Carmo Vasconcelos

 

 

Comparável à força de um sorriso

Só a luz de um olhar que nos trespassa,

E com seu fulgor a alma nos devassa

Como um farol de abrigo assaz preciso.

 

Para que pouse em mim teu meigo olhar,

De tudo faço… até finjo a mendiga,

Pra que, iludida, a sorte não desdiga

A dádiva de nele me abrigar.

 

E aos pés dessa pousada que idealizo,

Em ternos versos, eu prostro-me e rezo

P'la esmola desse olhar cálido e aceso.

 

Só quando aberta a franja dos teus cílios,

Olhos nos meus, se fazem os concílios,

E irrompe de meus lábios o sorriso!

 

***

Carmo Vasconcelos 

22.06.11

 

 

 

 

 

 

 

 

A BELEZA DO POEMA

Carmo Vasconcelos


Poema é masculino e, tal qual Homem,
dispensa enfeite fútil, atavio...
Se basta de nobreza, como um rio,
para que... como eterno amante o tomem.
 
Poema não requer traje de gala,
pode até ter andrajo de pedinte...
Vem-lhe do cerne a luz que dá requinte
e natural encanto ao que ele fala.
 
Humilde, sem vaidade, vê-se ao espelho
no reflectivo olhar de quem o lê,
e é dele que recebe o seu conselho.
 
Se há brilho nesse olhar, ele então crê
que ao mundo vale a pena se mostrar,
seja qual for a veste que envergar!
 
***
Lisboa/Portugal
In E-Book "Sonetos Escolhidos I"
 


 

 

 

Enviados em Jul/2011

 

 

 

A VIAGEM
Carmo Vasconcelos

Emigro para ti...
Barca antiga de cansaços
levada ao sabor das marés…

Praia ou ilha… Não importa!
Não quero bússola nem mapas,
sigo apenas uma luz
que inundou o meu convés;
uma estrela
que do alto me murmura:

Vem!...
Não pretendas ouvir o indizível
nem saber a duração da jornada!
Deixa-te embalar pelo canto das sereias;
sacia-te dos frutos que emergem ao acaso;
bebe das águas turvas de mistério...

Vem!...
Não temas tempestades!
Embriaga-te das noites de bonança
perfumadas de incógnitas…
Esquece meridianos e coordenadas
e corta ventos e marés
com teus braços feitos remos
e teus beijos feitos velas!

Vem!...
Talvez a praia
não seja mais do que miragem,
talvez a ilha
seja um cais de insensatez,
talvez te percas, naufragues até...
Mas vem!... Vem!...
Ainda que o desígnio seja apenas a viagem!

Carmo Vasconcelos
Publicado no Recanto das Letras em 07/09/2009
Código do texto: T1796558

 

 

 

 

 

ESTRELA-GUIA
(Aos meus filhos)
Carmo Vasconcelos

 

Quando um dia, filhos meus, eu vos deixar,

Não chorem por meu corpo já cansado,

Que já não pode ter-vos ao cuidado,

Se é tempo de partir e descansar.

 

Revejam-me no céu, já estrela-guia,

Que do alto vos protege e por vós zela,

Seguindo vossos passos, sentinela,

A adoçar-vos a mágoa que angustia.

 

Espalhem minhas cinzas pelo mar,

Que sempre vossos pés virei beijar,

Em ondas segredantes de carinho.

 

E em seus murmúrios, hão-de ouvir, baixinho,

Vindo da profundeza dos corais,

Que zelo e amor de mãe são imortais!

Carmo Vasconcelos

***

Lisboa/Portugal

24/Janº/2011

***

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criação:denise moura

 

 

 

 

 

Semáforo do Amor
Carmo Vasconcelos
.

Na rota ambígua do amor,
És pisca-pisca, vaivém,
Semáforo tricolor,
Que ora impele ora detém.

Foco verde iluminado,
Dás passagem, campo aberto,
És caminho autorizado
Ao rumar do sonho certo.

De súbito, empalideces,
Amarelado, te impões,
E marcha lenta ofereces
A iludidos corações.

E breve, o vermelho hasteias,
E a fila deixas parada,
Ensimesmada nas teias
Dessa mente emaranhada.

Nessas sedutoras lides,
Semáforo em mutações,
Na vida não te decides,
Camaleão de emoções!

***
Lisboa/Portugal
Maio/2011
***

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* * *

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Tube moça-Adilia Arts Tubes

Tube casal-Adilia Arts Tubes

Tutorial -Maria Joseé

 

 



 

 

 

 

 

 

Obrigada a Deus por me deixar chegar até aqui.

Obrigada, a vós, queridos amigos,

por estarem comigo nesta jornada terrena.  

 

 

Amo vocêssssssssss!  

Carminho

 

 

 

  

 

   

POR VONTADE DE DEUS. . .

(No meu Aniversário 2011)
Carmo Vasconcelos
  

 

 

 

 Meu ciclo avança na lonjura que carece.
É o tempo certo de ajustar contradições,
Sacudir mágoas, enterrar fúteis paixões,
Abrir janelas na minh’alma que envelhece.  

 

Dar novo espaço à prateleira das memórias,

O livro antigo descartar, sem um lamento,

Que o presente é meu "livro d’ horas", valimento,

A ler com olhos gratos,  quer falhas quer glórias! 

 

É lauta a dádiva, vontade do Bom Deus,

A permitir-me, ainda, saldar pecados meus,

Muitos, decerto. . . Pois me dá longeva idade. 

 

Hei-de deixar num brinco a minh’alma sagrada,

Se não de todo cristalina. . .  aprimorada,

Pra que a seu tempo goze a Paz da Eternidade!

 

 

 

 ***

 

 

Maio/27/2011

Lisboa/Portugal

 

 

 

***

 

 

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Enviados em Jun/2011

 

 

MÃE
Carmo Vasconcelos

Tal Rainha Santa que das rosas fez o pão,
Tu tornas, mãe, nesse teu ventre, o amor em filhos!
Nessa alquimia, os vais juntando, quais cadilhos,
À nívea franja do teu grande coração!

Não sendo tu Rainha ou Santa, és abençoada,
Por milagrosamente o teu corpo gerar
O poema excelso, transcendente e milenar,
Parido em sangue e dor na carne lacerada!

Dores atrozes que, extasiada, desmereces 
Ao no regaço ter o frágil ser que aqueces
Ao calor ímpar desse instante divinal!

E desligado o ténue fio umbilical,
Só rompe a morte esse amarrado amor materno,
Posto que atado foi no céu plo Pai Eterno!***

Lisboa/PortugalIn E-Book “Sonetos Escolhidos III"***http://carmovasconcelosf.spaces.live.comhttp://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

Carmo Vasconcelos
Patronesse
Diretora de Eventos Literários

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O POETA, A LUA, E O SONHO
Carmo Vasconcelos

Há como estranho e mago sortilégio
Nesse azulado-argênteo que nos banha;
Na iridescente esfera que emaranha
Em nós as tentações dum amor régio.
Tal uma inundação rara e alquímica
Nosso convés tomasse rente ao íntimo,
Torna ao redor de nós tudo em pó ínfimo,
Pra somente exaltar a lunar mímica!
Ela é que dissemina essa ilusão,
Na sombra projectada contra o chão,
Dos sonhos que em quimeras alto esvoaçam!
Mas, quando oclusa a lua feiticeira,
O poeta sonhador logo se abeira
Dos ígneos raios de sol que já o enlaçam!

***Lisboa/Portugal16/Março/2009In E-Book “ Sonetos Escolhidos III ”

***

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Enviados em Maio/2011

 

 

Símbolo Zen - Yin e Yang

METADE DE MIM
Carmo Vasconcelos

 

A metade de mim é o que hoje vivo:
A pálida laranja, suco gasto,
Não mais a sobremesa do repasto
Nem o prévio e gostoso aperitivo.

A minha outra metade é o que inda espero:
O convexo perfeito e sem desnível
No côncavo que sou, apetecível;
O Yang no meu Yin, com mútuo esmero.

Sob a casca que enruga ao tempo austero,
Sou polpa que arrefece ao estio que escapa,
E só minha esperança, não farrapa,
Aquece os gomos doces que lidero.

A metade de mim é o que hoje vivo,
E minha outra metade é o que inda espero!

***

Lisboa/Portugal

24/Fevº/2011

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Carmo Vasconcelos
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Enviados em Abr/2011

 

 

Se a natureza grita...

Carmo Vasconcelos

 

É sábia a Natureza em seu poder,

Que sempre há-de acudir a rude lance,

Inda que algum de nós tal não alcance,

Duvidoso do seu divo saber.

 

Se à fúria da Invernia oferece a gruta

Que em alto mar espera acolhedora,

Já no queimar do estio dá estrada afora,

A árvore cuja sombra se desfruta.

 

Todos os seres são seus protegidos,

Se o perfeito equilíbrio não lhe ofendem

Co'a ambição em seus actos desmedidos...

 

Que é brava a Natureza quando grita,

Revoltada plos males que lhe acendem;

E pla afronta ao planeta, ruge, aflita!

 

***

 

Lisboa/Portugal

Dez/28/2011

***

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Primavera, de Botticelli, 1478

 

A VOZ DA PRIMAVERA
Carmo Vasconcelos

 

Já vão partindo as noites invernosas,
Os dias tristes de humores enevoados,
Degelam as correntes, caudalosas,
Furam a terra os brotos encubados.


Regressam andorinhas migratórias,
Os céus revestem mantos de esplendor,
Ao Pai Celeste sobem oratórias,
Das aves em seus cantos de louvor!


É a nova Primavera a despontar,
Que, sem palavras, vem pra nos dizer,
Da natureza, o eterno renovar,
Que da aparente morte há renascer!


Ouça-se dela a fala da razão!
- Que a morte é só… da vida uma estação!


***


Lisboa/Portugal

21/Março/2011


***


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NO DIA DO PAI EM PORTUGAL
(19 DE MARÇO 2011)

SER PAI

Carmo Vasconcelos


Ser pai é ser a ponta da raiz,
A que perfura a terra e a engravida,
Levando o sémen ao útero aprendiz
Que da mera semente gera a vida!


É obra que só vinga, partilhada,
Em casto amor-natura, soberano,
Pois é mister que a terra seja amada
Para que dela brote o fruto humano!


Pai é força motriz, causa e efeito
Da energia que impulsiona, geradora,
O milagre divino da existência...


Pra conceder à Mãe a excelência
De na pura matriz procriadora
Gerar o fruto-amor, o filho eleito!


***


Lisboa/Portugal

19/Março/2010


***


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O MEU PAÍS

Carmo Vasconcelos

 

Amo estas margens onde o mar se deita

E onde espargi de mel a tenra infância,

Terra cujo perfume me deleita,

E a cor aos olhos meus é cintilância.

 

Quero alçar-me às colinas da memória,

Aos castelos de sonho que a bordejam,

Ser pedra testemunha de ida glória,

Sal eterno das ondas que a cortejam.

 

Para ver cada flor do seu jardim

Renascer num futuro promissor,

De seiva colorida ao tom do amor;

 

E cada coração ter do jasmim

A alva cor da igualdade fraternal,

A levantar do chão meu Portugal!

 

***

 

Lisboa/Portugal

Janº/ 03/ 2011

 

***

 

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Se a natureza grita...

Carmo Vasconcelos

 

É sábia a Natureza em seu poder,

Que sempre há-de acudir a rude lance,

Inda que algum de nós tal não alcance,

Duvidoso do seu divo saber.

 

Se à fúria da Invernia oferece a gruta

Que em alto mar espera acolhedora,

Já no queimar do estio dá estrada afora,

A árvore cuja sombra se desfruta.

 

Todos os seres são seus protegidos,

Se o perfeito equilíbrio não lhe ofendem

Co'a ambição em seus actos desmedidos...

 

Que é brava a Natureza quando grita,

Revoltada plos males que lhe acendem;

E pla afronta ao planeta, ruge, aflita!

 

***

 

Lisboa/Portugal

Dez/28/2011

***

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metamorfosis - Salvador Dali

A METAMORFOSE

Carmo Vasconcelos

 

Desde criança ouvi o vaticínio

Que em dois mil seria o morticínio

De todos nós, na Terra em extinção...

Mas, talvez, pla mudança dos vectores

Que do planeta são os regedores,

A Esfera continua em rotação.

 

Indubitavelmente, os seus valores

São hoje testemunhos dos horrores,

Perpetrados plos génios da ambição...

Que do espiritual alvo distanciados,

Fazem dos bens venais deuses amados,

A que ajoelham em louca obsessão.

 

Se auto-destruindo em lutas e chacinas,

Revestem-se de crenças peregrinas,

Em nome de um suposto Deus Maior...

Olvidando que irmãos somos do Cristo,

Que morrendo por nós se fez benquisto,

Filho do mesmo Deus, de insigne Amor!

 

Mas a metamorfose que requer

Novel tempo do "Ser" e não do "Ter",

Deixou de ser um mito imaginário...

Uma nova Era não é mais opção,

Imposta já se fez! E em transição,

Caminhamos pra Luz da Era de Aquário!

***

Lisboa/Portugal

3/Fevº/2011

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AO DIA DA MULHER

(EM 3ª feira DE CARNAVAL)

carmo Vasconcelos

 

 

Adeus ao carnaval já dei, faz tempo,

Despedida que a vida aligeirou,

Ora o recordo como um ante-tempo

Deste... que, mais bonito, me alcançou.

 

Ler um jornal, ou livro, que prazer!

Olhar no céu, sem pressa, o sol se pôr,

Sentir a liberdade de escolher

Da vida, o que ela oferta com amor!

 

Uma flor, uma rima, uma canção,

o beijo que nos SAi do coração,

Doce, sereno e meigo, ao bem-querer, 

 

Assim, ESTILIZADA, esta escultura,

Hoje, mais que botão, fruta madura,

Num outro carnaval, A ser Mulher!

 

***

Lisboa/Portugal

Março/08/2011

 

 

 

 

 


TEMPO DE QUARESMA!

Carmo Vasconcelos

 

Das Cinzas salta o tempo prá Quaresma,
Rumo à glória da Páscoa promissora,
A elevar-nos, Divina por si mesma,
Aos cumes da Verdade redentora.

Êxtase do Cristo em ressurreição!
Alvorada que já se faz sentir,
Fazendo repensar todo o pagão,
Seus desmandos ateus, que urge remir!

E a renascida flama de Jesus,
Virá trazer-lhes uma nova luz,
Seus ímpios corações há-de tocar…

Pois todo o ser humano é um altar
Onde a fé, se ora em cinzas, não reluz…
Aos eflúvios da Páscoa, há-de se atear!

 

***

Lisboa/Portugal

Março/13/2011

***

Carmo Vasconcelos

Patronesse

 

 

 

 

Enviados em Mar/2011

 


Imagem Google

 

 

MÃOS ENAMORADAS
Carmo Vasconcelos


Enlaçavam-se as mãos em alvoradas,
Ébrias manhãs de sol, noites aluadas,
Mas os astros fundiram-se, apagaram,
E as mãos, soltas, perdidas, se apartaram.

Seus corações, porém, sobreviveram
À escuridão que cegos os fizeram,
E em meio do desvario dessa cegueira,
Cada um se arrastou por nova esteira.

Agora, rente aos cardos do caminho,
Ambos os corações choram baixinho,
A sangrar no árduo piso dos escolhos…

Mas um dia, limpo o chão, secos os olhos,
Há-de emergir das provas que venceram,
O reencontro das mãos que se perderam!

***

Lisboa/Portugal

14/Fev/2011

***

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Renoir - Luncheon of the boating party

 

 

HOJE
Carmo Vasconcelos

Por hoje decidi ficar comigo,
A mente nua, isenta de sensores,
Tal um amplo celeiro, ausente o trigo,
Ou coração liberto, sem temores.

Por hoje só pretendo a liberdade,
Dispersa a luz total do pensamento,
Ao ponto de expulsar qualquer saudade
E sombra de paixão ou desalento.

Por hoje vou dar rédea solta à estúrdia,
Unir-me à multidão alucinada,
Misturar minha voz co’as da balbúrdia!

Beber, amar, cegando a culpa e o juiz.
Da fascinante noite, irmã, e aluada,
Ser astro sem memória… Ser feliz!

 

***

 

Lisboa/Portugal
18/08/2010
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(Em honroso dueto com o ilustre Poeta Odir Milanez da Cunha)

 

 

 

TROVAS DA NOITE

Carmo Vasconcelos


A cabeça rodopia,
Os pés deslizam no chão,
Alça voo meu coração,
E dançamos na estesia!

Só tu mais eu lá no cimo,
O mundo desvaneceu,
Sozinhos somos no céu
Dos teus beijos que vindimo!

Sabe-me a néctar e a mosto
Essa tua boca molhada,
Sou tua fruta desejada,
E tu o vinho que mais gosto!

E quando as luzes se apagam,
Já fechadas as janelas,
No escuro vemos estrelas,
E nossos corpos se afagam!

Dás-me teu trevo do amor,
Rei das flores mais bonitas,
E o meu desejo me excitas,
Cantando um fado menor!

E mais um copo bebemos,
De corpos suados em rima,
Mãos abaixo, mãos acima,
Nessa dança nos perdemos!

Fecha o bar o taberneiro,
Só nós e as pedras da rua,
Em versos miamos à lua,
Como gatos em Janeiro!

E só quando o Sol curioso
Chega a espreitar nosso enlevo,
Vamos desfolhar o trevo
No nosso ninho amoroso!

Depois, aconchegadinhos,
Nosso desejo extenuado,
Virados pró mesmo lado,
Dormimos feitos anjinhos!

 


Lisboa/Portugal
Janeiro/2008
http://carmovasconcelosf.spaces.live.com
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7º ANIVERÁRIO DA VARANDA DAS ESTRELÍCIAS

***

Parabéns Joaquim Evónio pelo 7º Aniversário
da tua (nossa) Varanda das Estrelícias!
Para ti, priminho de coração, amigo incomparável,
o meu modesto presente.
Com a admiração e o afecto da
Carminho

 

 

JOAQUIM EVÓNIO

Acróstico

 

J ardineiro insone é nesta Varanda,
O que planta floridas estrelícias,
A lquímicos versejos em ciranda,
Q ue difunde pla diáspora, em delícias.
U niversal agente da expansão,
I ncentiva à cultura as várias gentes,
M isto de unidas vozes eloquentes!

E xortador, o mestre, à balaustrada,
V ivencia o pendor dado à poesia;
O ásis ele recria a cada alvorada,
N a tela feita letras de estesia!
I nsigne é o guerreiro que aqui lavra!
O líder da Varanda da Palavra!

 

***

Lisboa, 1 de Fevº/2011

Carmo Vasconcelos

http://www.joaquimevonio.com/espaco/carmo_vasconcelos/carmovasconcelos.htm

 


 

 

Enviados em Fev/2011

 

Guernica, Picasso, 1937

 

-Poemas em tempo de guerra-

 

HOJE COMO ONTEM...

Carmo Vasconcelos

 

Hoje os rios correm vermelhados de vergonha,
Plúmbeos os céus, envergam traje de ímpar dor,
Na atmosfera gaseifica-se o estertor,
Poeira de sangue sem limite que se oponha.

É uma barbárie turbulenta que regressa,
A insanidade da feroz Roma de Nero,
A arena ignóbil do bestial exemplo fero,
A demoníaca loucura, vã, pregressa.

Qual a que à morte condenou natos varões,
Pra aniquilar a voz do Cristo Redentor,
Chegado ao Mundo pra pregar a paz e o amor,
Mote enjeitado por Herodes e vilões.


A mesma que, ímpia, conduziu à Inquisição,
Injustamente, os desafectos, fés avessas,
E fez rolar na guilhotina essas cabeças,
Sem vacilar um só momento em compaixão.

Hoje, motivos e razões bem divergentes,
Vestem a Guerra igual, no sangue mergulhada,
E capitula a Paz, às mãos da malfadada
Carnificina que dizima os inocentes.

Novo Dilúvio venha à Terra! E que extermine
Os vis demónios que a ambição trazem aos pés,
E nos devolva o Mundo, tal o que Deus fez,
Um Mundo Novo que a violência recrimine!

***

Lisboa/Portugal

07/Janº/2009

***

 

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 

A CORRIDA
Carmo Vasconcelos

 

A vida o tempo nos leva,
E o tempo nos leva a vida,
Que vivemos de corrida
Por entre alvorada e treva.

Do ontem que mal passou,
Vem já o hoje na peugada,
E o presente é já montada
Do futuro que chegou.

Horas, dias, são de menos,
Meses, anos, não são nada…
Porque a dimensão da estrada
Faz deles muito pequenos.

Tão pequenos quanto nós,
Que dum grão de pó nascemos,
E que para o pó corremos
Nesta corrida veloz!

 

Lisboa/Portugal

1/Janº/2008

 
 
 

 

Créditos:

Tag Paralelas de Zilnê Godoy

Tubes: Yoka-DrawnArt / Misty by Angel

Arte Final Sueli

 

 

 


 

 

Enviados em Jan/2011

 

UMA PROMESSA DE ANO NOVO
Carmo Vasconcelos

 

Neste ano que ora nasce em fiéis celebrações,
Farei meu sacro juramento de secar
Prantos do velho ano, frustradas ilusões,
E uma promessa de jamais em vão me dar!

Aos tantos de alma dolorida me darei,
Tal os enfermos e sozinhos... neste amor
Que, por solene, avaramente resguardei
Para um ideal que merecesse o meu pendor!

Nesse escolhido rumo irá minha ânsia certa
Por um melhor mundo, pacífico e fraterno,
Pra quem da vida só ganhou penas de inferno!

- Trazer à luz o Verbo Santo que desperta
Pra fatuidade de qualquer acto profano,
Será meu lema na jornada do Novo Ano!

 

***
Lisboa/Portugal


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Salvador Dali

 

 

 

Reconstruindo Pontes

Carmo Vasconcelos

 

 

Derrubem-se as paredes orgulhosas,

Erigidas na raiva dos repentes,

Triturem-se os tijolos insolentes

E as pedras de arremesso, belicosas!


E desfeitos os muros corrompidos,

Reconstruam-se pontes migratórias

Que resgatem afectos e memórias,

Em águas rancorosas imergidos!



Retome-se a palavra naufragada,

Recolham-se os abraços afundados,

Desafoguem-se os réus, por nós julgados…

- E a travessia da paz faz-se alcançada!


Que a morte espreita e surge inesperada,

E o que sabemos dela é quase nada!



***

 

Lisboa/Portugal

Dez/16/2010

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

***

Acompanhem a letra da midi

(É linda)

Neil Diamond

Dear Father We dream - Lyrics:  
Dear Father
We dream, we dream
We dream
While we may

Who are we to need
We need we need
While we wait
While we wait

[Spoken:]
Dear Father
We dream, we dream
We dream
While we may, while we may

Who are we to need
We need, we need
While we wait
While we wait

 

 

 


 

(IN) DIREITOS HUMANOS

Carmo Vasconcelos

 

***

 

Quanta esperança esse justo enunciado

Já trouxe ao Homem mais desfavorecido...

Num maná de direitos prometido,

Depois de longas eras aviltado.

 

Um halo novo iluminou as mentes!

Quantas almas rejubilaram de euforia!

Corações se inflamaram de utopia!

Que homens ainda os há ,puros e crentes!

 

Porém, a vilania dos dementes,

De poder e ambição gananciosos,

Faz-se cega aos direitos proclamados...

 

Sobra calçada prós desalojados,

Recheada é a bolsa dos pecaminosos,

E grassa a fome sobre os inocentes!

 

***

 

 

Lisboa/Portugal

Dezº/10/2008

***

InE-Book "Sonetos Escolhidos II"

***

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORAÇÃO À VIRGEM
Carmo Vasconcelos


Senhora, de alva tez com olhos d’água,
Suplicamos a vós, lavai da mágoa
Este mundo que sofre em provação…
Resguarda-nos em teu manto de amor,
Preserva de teus filhos toda a dor,
Ave Mãe! Te imploramos protecção!


Por todos nomes que usas te invocamos,
E aos teus sagrados pés nos arrojamos
Virgem Santa, Maria ou Conceição…
De Fátima, de Lourdes, ou do Mundo,
Escuta nossas preces, do mais fundo
Amargor que nos fere o coração!


E de nossos pecados nos perdoa,
Tira de nós a angústia que magoa,
Despe-nos de vingança e desamor…
Inunda-nos com vosso olhar de luz,
E intercede por nós junto a Jesus,
Pra que o Mundo renasça em Seu esplendor!


Carmo Vasconcelos

***

Lisboa/Portugal
Dezº/o8/2010
Dia de Imaculada Conceição
Padroeira de Portugal

***

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criação:denise moura
música:Ave Maria Shubert

 

 

 

 

 

 

BURACO NEGRO
Carmo Vasconcelos

 

Essa nublada imprecisão do teu sentir,
Acumulada seca de águas que não caem,
Provoca em mim as densas névoas que me traem,
Num descompasso de avançar e regredir…

 

Ausente o abraço só vislumbro o breu profundo
Do assustador buraco negro do desejo,
Que sem piedade suga as fomes do que almejo,
E delas faz poeiras sepultas lá no fundo.

 

Dessa fundura imensa eu clamo à salvação,
Quando jogo alto sementeiras de palavras,
Amor em grãos, para adubar estéreis lavras,
E ajardinar teu ressequido coração.

 

E em prece a Deus, suplico em pranto e de mãos postas, 
O reflorir desse teu solo sem respostas!

 

***

05/08/2010
Carmo Vasconcelos
http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

Enviados em Dez/2010

 


 

 

ARQUIVO

Carmo Vasconcelos

 

 

Tanta letra posta ao canto,

Tantos motes, tantos fados…

São agora encarcerados

No arquivo morto de espanto.

 

Tantas palavras escritas,

Tantas horas de emoção,

Vivem hoje em reclusão

Tal como amantes proscritas.

 

Tanto enlevo acalentado,

Tanto enlace em poesia,

Odes de fogo e euforia,

Verbo agora amordaçado.

 

Tanta noite sem cansaço,

 Tanto mimo, tanto beijo,

Hoje são findo cortejo

Interditado no passo.

 

Tanta memória no vão…

Tantos megas, tantos gigas,

Lembram castradas espigas

Nunca chegadas a pão.

 

Tanta semente lançada,

Tanto regadio de encanto…

E desse lavrado tanto,

 Deu campo arado de nada.

 

Tanta sílaba gritada,

Tanta mágoa no dilema,

 Destruíram o poema,

Virou trova amargurada.

 

Mas ao rodar esse arquivo

E a laje que o sepultou,

Uma lágrima tombou

Ao ver que o cerne está vivo.

 

***

Lisboa/Portugal

11/Setº/2010

***

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MEMORANDO DE FOGO
Carmo Vasconcelos

Sobre a película gasta e difusa
deste filme, saturado
das legendas absurdas da existência,
gravo, dia -a -dia,
com dedos acesos de sangue,
um memorando de fogo:

“Que de mim nunca se apaguem...
a ousadia de comediar o drama,
a coragem de manipular carências,
a audácia de exorcizar memórias,
a volúpia de reexperimentar o amor,
a sedução de reinventar poemas!”

 

***

Lisboa/Portugal

In E-Book "Memorando de Fogo"

***

 

 

 

 

 

Salvador Dali

 

 

AMOR

Carmo Vasconcelos

 

 

Que o amor é chama breve, diz quem não

Sentiu queimar na pele esse calor,

Que mesmo quando esfria, recende a dor

Da viva cicatriz no coração.

 

E é mais forte esse amor que resvalou

Por vagas insuspeitas, alterosas,

Do que aquele que em ondas amorosas

Sereno, ao nosso lado navegou.

 

É chama que distante não se afaga,

Mas brilha iridescente e não se apaga

Mantendo aceso o nosso sentimento...

 

Brilho que anula a luz do entendimento,

E porque inatingível se agudiza,

FAZ-SE PERENE EM NÓS - E SE ETERNIZA!

 

***

Lisboa/Portugal

14/Novº/2010

***

(Em honroso dueto com o nobre Poeta J.R. Cônsoli)

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FADO, GUITARRA E SEVERA

(Sextilhas)

Carmo Vasconcelos

 

 

Com licor de feitiço me embriagaste,

Em poemas de ínvio fado me enrolaste,

Fui guitarra e Severa apaixonada…

Por ti, tangi as notas mais plangentes,

Saí do tom em delírios deprimentes,

Rompi as cordas da alma lacerada.

 

Porque bebi do néctar da loucura,

Adorar-te foi trova de aventura,

Nesse fado de engano e de ilusão…

E agora esta guitarra plange rouca,

Do tanto que te quis em vida pouca,

Do pouco que lhe quis teu coração.

 

E a noite enferma só lhe traz murmúrios

Do que antes foram címbalos de augúrios

promissores; saltérios de magia...

E a Severa, tristonha, embrulha o xale,

Já não há fado amado que ela embale,

E a guitarra sucumbe em nostalgia.

 

 

 

 

Lisboa/Portugal

6/Setº/2010

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SINAIS

Carmo Vasconcelos

 

Alcança-me uma voz sumida e rouca,

Eco semi-difuso de cavernas,

Qual choro d’águas presas em cisternas,

Ou dores que engasgadas guarda a boca.

 

Por que me chega ainda, em sussurrantes

Gemidos que atravessam meus canais,

Por linhas invisíveis, abissais,

Teimosas em lembrar velhos amantes?

 

Amantes que se foram... Não são mais,

Mas deixaram ligados os sinais

De um cósmico e profundo entendimento.

 

E basta um sutil eco de lamento,

Para que eu me aperceba em notas tais,

De um velado, mas íntimo tormento!

***

Lisboa/Portugal

Agosto/06/2010

***

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESENCANTO

CARMO VASCONCELOS

Talvez fora melhor eu jurar votos,
No hábito esquecer tão funesto amor,
E envolta na brancura do Senhor,
Amar somente a Deus e seus devotos.

Os versos inflamados que inventei
Em noites de ilusões embevecidas,
São hoje folhas mortas, ressequidas,
Ao chão da Primavera que sonhei.

E como eles agora se esfumaram...
Depois que em chamas céus atravessaram,
Pra diluírem o gelo das tuas dores.

Para quê, esse fogo dissipaste,
Ao vento da traição que lhe lançaste,
Se hoje amornas em pálidos amores?

***

Lisboa/Portugal
6/11/2010
http://carmovasconcelos.spaces.live.com

(Honroso dueto com o soneto DESENCANTO, do excelso Poeta Tito Olívio)

 

 

 

 

Enviados em Nov/2010

 

 

 

ENCONTRO

Carmo Vasconcelos

 

Hoje,

num impulso de tédio e desamor,

ancorei numa praia há muito esquecida.

Apenas para sentir

o frescor de uma onda acariciante,

a beleza de uma rosa montada na espuma,

o sabor de um beijo morrendo na areia.

 

Foi então 

que entre rosas e beijos à deriva,

ondas volúveis e futilidades emergentes,

meus olhos se abriram à magia do momento…     

Era o mar a trazer-te até mim,

único, claro e inteiro,

como insólito presente dos deuses.

 

Busquei-te, sem saber…

Pressenti-te, meu amor!

***

Lisboa/Portugal

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 


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bébé proveta, foto in www. franciscanosmapi.org.br

 

“O que assusta é a crescente mecanização da vida”
Dr. Frei António Moser (Teólogo)

 

 

 

 

A ESPÉCIE ELEITA

Carmo Vasconcelos

 

 

Do nosso Deus, Pai Criador, a obra mais perfeita

Divinamente emerge à luz, arquitectada

Na matriz pura, pró milagre designada,

De dar ao mundo o ser humano, a espécie eleita!

 

- É sangue e carne! - Diz a ciência, assaz teimosa.

- Pura matéria, transformada e natural,

 Como é gerado outro qualquer ser animal,

Bastando a cópula instintiva e deleitosa!

 

- E já nem disso precisamos, na verdade!

 (Clamam os sábios, afeiçoados às razões…)

Pois temos novas e eficazes invenções 

Que geram vida, dispensando a divindade! 

 

- O fabricar humanos não tem já segredo.

Basta a matéria-prima; os genes na proveta,

E o mais que os místicos proferem é uma treta!

- Retirem vosso Deus do nosso arguto enredo!

 

E eu só pergunto, vendo as teses que a esses cegam,

  Pondo a questão, ingenuamente, aos doutos sábios:

- Mas quem lhes dá a mente e a voz pronta em seus lábios,

E lhes insufla a divina alma que carregam?...  

 

***

Lisboa/Portugal

12/ Setº/2010

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Enviados em Out/2010

 


ACEITAÇÃO

Carmo Vasconcelos


Nova estação de perda está se aproximando,
Neste caudal de dor que enfrento pela vida,
Vendo, desta árvore, ramadas se finando,
E eu já sem lágrimas na fonte ressequida…


Já foram tantas estações por mim passadas,
De luto e dor, a marginar minhas areias,
Que hoje navego amolecida nas levadas,
Enrodilhada na algidez das duras teias.


Mas me exercito no labor do desapego,
Ao receber, de mente calma, essas marés,
Premonitoras do meu próximo desterro.


Que inda é difícil de aceitar a transição,
Jamais o nego… Mas proclamo, pelo invés,
Que o doce bálsamo provém da aceitação!

***

Lisboa/Portugal

Setº/14/2010

***
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Enviados em Set/2010

 




The Archer, by Khalil Gibran


A COERENTE INCOERÊNCIA DOS POETAS

Por Carmo Vasconcelos

 

 

O poeta tem dias de apego e outros de libertação. A fascinante essência do poeta é mesmo essa dicotomia.

A pluralidade de desejos, a inconstância de ser e estar, a inquietude perene, a ânsia latente,

na incansável busca da união com o TODO,

porque menos do que isso é a insatisfação do poeta.

 

O poeta ora abre as asas ao sol, ora se ensopa de chuva; ora sorve o ar que respira, ora sufoca em recolhimento.

Por vezes, é fuga. Veste-se de distância e monta na garupa do vento!

Tanto se deseja solto como uma gaivota, como se deseja aprisionado, refém rendido ao amor!

Ora é azul, asas rasgando o Infinito, ora se imola no fogo; veste-se de rubro e deixa vibrar a carne em labaredas de paixão!

Hoje, ele é diamante, duro e impenetrável; amanhã, será cristal permeável a todos os sentimentos!

Tão depressa o poeta é mesa farta, enfeitada de rosas a desabrochar em orgasmos multicor,

onde, completo, se entrega,

saciando-se de ardentes beijos e degustando as doces iguarias do Amor,

como logo, ele se compraz em mísero retiro, e na angústia da fome, deixa crescer o seu desejo até que ele todo o invada,

até que rebente como um balão, libertando estrelas em chuva de paixão!

 

E é desta amálgama informe de sentimentos da sua alma inquieta e multifacetada,

que o poeta, numa alquimia efervescente, depura, destila e molda os seus versos.

 

Ora espírito ora carne, por vezes, ambos, mas sempre respirando o sublime halo da poesia.

Só assim, o poeta consegue conviver, coerentemente, com a sua incoerente e utópica essência.

 

***

 

Lisboa/Portugal

CarmoVasconcelos

(In Revista eisFluências nº 1, 15 Outº/2009)

 

 

eusfluencias@gmail.com

ninita.casa@netcabo.pt

 

 

 

 

 

 

CarmoVasconcelos

(In Revista eisFluências nº 1, 15 Outº/2009)

eusfluencias@gmail.com

ninita.casa@netcabo.pt

 

 

 

 

 


DESTAS MÃOS DESERTAS
Carmo Vasconcelos


Destas mãos desertas
transpiram cansaços
de noites despertas
por rotas incertas
vazias de abraços.

Destas mãos sozinhas,
as linhas cruzadas
gemem ladainhas,
quais cantarinhas
de asas quebradas.

São linhas e linhas
na pele gravadas...
Veredas velhinhas,
ruas estreitinhas,
cruzes acartadas.

Tua mão aguarela
nas minhas pintou
mais uma ruela,
mais uma viela,
que o tempo fechou.

E quando moinhas
saudosas me acodem
dessa mão nas minhas...
Minhas mãos sozinhas
logo para ti fogem.

Carpindo lamentos,
paixões deslaçadas,
desse e doutros tempos…
Sepultam momentos
nas linhas traçadas!

***
Carmo Vasconcelos
In E-Book “Despida de Segredos”
***
http://carmovasconcelos.spaces.live.com


Carmo Vasconcelos
Publicado no Recanto das Letras em 05/09/2009
Código do texto: T1794619

________

Créditos

Poesia
Carmo Vasconcelos

imagens

01m jpg free
01 tube
Sorensen

Música

Dulce Pontes
Tudo isso é fado




 

 

 


MEUS DILEMAS

Carmo Vasconcelos

 

 

Vinganças recalcadas, raivas tortas,

Desfeitas ilusões, irados ais,

Faço desses mesquinhos os jograis

Dum amansado coro em horas mortas..

 

Devolvo assim ao mundo meus dilemas,

Limados os impulsos da emoção,

Pra que nunca me renda à escravidão

Dum ego turbulento e seus esquemas.

 

E a pena é meu encosto, meu bordão,

Escora dessa voz inda imperfeita

Que rouba dos mortais a salvação…

 

E em verso… a dura pedra moldo em gemas,

E afronto o aleivoso ego co’a desfeita

De rever-se humildado em meus poemas.

 

***

Lisboa/Portugal

Julho/2o1o

 

***

(Feito expressamente para o evento “DILEMAS” – AVSPE)

 

 

http://www.avspe.eti.br/eventos/dilema/ApresentacaoSelo.htm

 

 

 

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
Raimundo Correia in "As pombas"

 
As Pombas
Carmo Vasconcelos

 

Era lauto o trigal da tentação

Para as pombas famintas de ternura,

E o meigo semeador dessa fartura,

Deixava as pombas vir comer-lhe à mão.

 

Mas, tristemente, havia joio entre o trigo,

E as sementes comidas na ganância,

Enganavam as pombas, e a sustância

Concentrava-a o dador no próprio umbigo.

 

Algumas mais ladinas, ante o perigo,

Intuíam que o trigal era miragem

E partiam ruflando asas pela aragem,

Pressentindo do engano o vil castigo.

 

Mas uma, mais ingénua e dedicada,

Aninhou-se na mão do tratador,

Vendo nos falsos grãos prendas de amor,

E iludida, tombou envenenada!

 

***

Lisboa/Portugal

Agosto/07/2010

 

 

 

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 

Enviados em Ago/2010