Erotíssima’mente
A palavra quando visceralmente é bordada, lapidada, cultivada... Faz-se
resplandecedora celebração, de amante na avidez da paixão. Paixão regida pela sincronicidade intrínseca e fértil de uma relação singular.
O que seria da poeta sem a palavra, da palavra sem a poeta? Neste caso essencialmente, é inimaginável CLEVANEPESSOADEPALAVRAS/PALAVRASPESSOASDECLEVANE, terna/eterna comunhão que transcende os limites do gozo e do gosto, insaciáveis em uma afinidade latente, onde é explicita a afabilidade magnética que em desejosos instantes múltiplos d’versos se afloram
erotíssima’mente.
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Depois
Amo a filigrana de tua paciência, em que encaracolas os fios desse ouro.
A espera tem mais mais pétalas que todas as flores da primavera,
mas tudo que cai ao chão, não há de se perder:quando chegarem as chuvas,
o húmus fertilizará a terra de nós dois.
Clevane Pessoa
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Projeto Borboleta (:)
Registro da formação estática,
casulo ou ninfa,
registro das asas em movimento,
cores muitas, formas várias,
símbolo de fidelidade no Oriente
de efêmero, no Ocidente.
A paciência da espera num halo de encantamento.
A pupa. Silêncio de meditação.
A forma alada;
secar as asas, fortalecê-las,
para voar, voar, quais balerinos
incansáveis.
o frêmito da vida.
Os ovos. A fragilidade e a fortaleza.
Falena, mariposa, borboleta,
cada qual no seu tempo de ser:
crisantempo: uma papilionácea
pousada no crisântemo, à distância,
merece um desenho, um poema,
um suspiro de admiração...
Clevane Pessoa de Araújo Lopes

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+ Mário bendito, bem dito...Benedetti
Nossa dor, a dor uruguaia
e a de todos que amam a extrema beleza absoluta,
reflete as estrelas de teus versos,
e eles se derramam na taça da noite,
a noite de tua ausência, e a iluminam.
Mas sabes que os Poetas não morrerão,
não enquanto lermos seus versos
e os lembramos.Então, sempre será vivo
e luminoso, Mário!
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, in memoriam
*********
+Mário Benedetti
Nuestro dolor,la dolor uruguaya
y de todosnostros , cuyos corazóns gustan l' extrema belleza absoluta,
refleja las estrellas de tus viersos,
y ellos ellos si invierten en el cubilete de la noche,
la noche de tuya ausencia, y l' iluminan.
Pero sabes que los Poetas no se morirán,
no mientras leeremos suyo viesos y los recordaremos.
¡Entonces, siempre serás vivo y luminoso, Mário!
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
*********
+Mário Benedetti
Notre douleur,est la même douleur uruguayenne
et ce ils dont aiment l'extrême beauté absolue,
reflète les étoiles de tes vers,
et ils ils si renversent dans le gobelet de la nuit,
la nuit de la mort, et l'illuminent.
Mais tu sais que les Poètes ne mourront pas,
non tant que nous lirons leurs vers et nous les rappelons.
Alors, toujours tu seras vivant et lumineux, Mário !
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, in memoriam
Brasil, Belo Horizonte, MG
PAX et LUX
_______________+17/05
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Simbiose
Revoltada pelas agruras, quero seguir, liberta,
sem peias ou lembranças que me prendam...
Passa alguém correndo, quase diáfana,
translúcida e enfraquecida...
Agarro pelos cabelos verdes, a Esperança que foge.
Não quero ferí-la, pois está muito machucada,
e procuro ter movimentos firmes, mas delicados.
E por isso, seguro-a pelos ombros e a abraço.
Ela, a fujona, para de se debater.
Levanta a cabeça e olha-me insensata.
Vejo que é ainda quase criança
e que esses olhos abertos e únidos que olho,
são os meus próprios olhos de outrora,
quase esquecidas na esteira do tempo
e das ilusões perdidas.
Solto-a, quero-a livre, que se vá embora.
Mas ela se agarra a mim
e vejo que nossa simbiose está fadada a ser eterna,
se assim não fosse,eu não viveria mais
nem um dia ,ao desalento de tudo que fui obrigada
a estilhaças, ou a amassar e a jogar fora,
ou perder obrigada por pseudo-protetores,
de minha integridade feminina,
e ainda por fracos, ciumentos cruéis e/ou canalhas...
Mas, abraçada à fragilidade dessa Esperança
antiga e hodierna,
sigo, novamente, fortalecida, ainda uma vez mais...
E tudo recomeça a partir do meu imaginário fértil...
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Minas Gerais, Brasil-Belo Horizonte,
11/05/2009
Para o amigo Joaquim Evónio e leitores da Varanda das Estrelícias...
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Virgem das Rochas - Luis Carlos Rufo
Virgem das Rochas
Quando as formas da virgem das rochas
recebem as lâminas de luz do sol, gemem as escarpas
porque também um dia, na infância do mundo, foram lisas e meninas.
As mãos do tempo, que as acariciaram,
transformaram-se em garras e as rasgaram,
Mas o sempre jovem artista tocou-lhe
os fragmentos, as farpas, os blocos
com paciência e criatividade, renovando e rejuvenescendo
a ação das águas e dos ventos
-e os transformou em jovem arte...
Dessa forma, nasceu essa virgem das rochas
do lento movimento,
das espumas brancas e das róseas auroras,
e do pôr-de-sol,
do canto das aves marinhas ,
firme e corajosa, por atavismo,
mas feita algo novo, pelas mãos do artista
que usou cores e deixou que o azul do céu
dominasse o seu talhe esbelto e sensual.
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, para Luiz Carlos Rufo
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OUTRA VEZ!
A garra agarra a chance.
Desespero de não cair
-e se cair, morrer.
Força a força para a ponta da mão,
onde os dedos são pétalas
distorcidas e roxas.
A queda começara quando o amor
descobriu que era apenas um disfarce.
Que sob seu nome exigências e cobranças
faziam desmaiar as esperanças de paz a dois.
Quando o prazer das delícias diluiu-se
nas mesmices.
Quando o tempo de descobrir,
cedeu a técnicas ridículas.
Quando a obrigação sufocou o prazer
dos primeiros tempos a dois.
A mentira cresceu e derramou-se qual uma gosma
sobre o corpo de suas almas, antes translúcidas e resilientes.
A lucides se foi.
O ciúme a encobrir o desafeto,
provocou contendas
e até o tálamo
tornou-se campo de batalha.
A criatura, desesperada, tenta salvar...O que ? A quem?
Já nem sabe!Mas as forças rapidamente
a abandonam.
Os dedos se abrem a desenhar no ar a última flor daquela história.
E a queda é fenomenal, apenas seu grito ,de perplexidade , embora,
resta nos ares a correr anos luz de desespero.
Percebe agora que não cultivara -e o amor
necessita de semeadura, rega, sol e adubo.
Que sem confiança, os grãos não medram
para a seara futura.
Esqueceram , percebe, que não reservaram alguns
para sercirem de sementes
na terra do desejo...
Que a Paz é necessidade absoluta
e os que se amam necessitam de mãos dadas
e coração aberto, generoso.
Que é preciso generosidade para construir a dois.
Que o Perdão existe e nada disso antes soubera...
Então, porque é humana, a criatura
ferida, enfraquecida, arrasta-se pelas escarpas
e lança-se ao mar.O sal é curativo,
embora ardam-lhe as feridas.
Então, a esperança de ser feliz de per si e pelo Outro,
imediatamente, reinstala-se...
E qual o formidável mar em seu movimento eternal,
tudo recomeça ,as forças retornam, mesmo sem saber
quem será a nova pessoa escolhida para o exercício da amorosidade
ou se aprendeu a lição dos tempos vividos há pouco.
Tudo recomeça...
© Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte, MG, Brasil
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Foto:Karina Campos
(poeta e contista, flores, no Balneário Rio de Pedras, Acuruí-MG-Azaléia)
Dos Poetas e sua Poesia
(Aos Poetas amigos)
Um escrínio de ouro,
caixa de Pandora em que restou esperança,
tonel das Danaiades, inesgotável,
Mamas maternas de farto leite,
manancial a escorrer do alto, pelas rochas
a refletir o sol e a lua,
mar de plancton e peixes das palavras móveis,
vulcão que guarda no imo
todo o calor das rochas ígneas,
toda a promessa de explosão
que um dia fecundará o entorno...
Pana-paná com incontáveis metáforas ou rimas
-ou pote vazio delas, das borboletas apenas imaginadas...
Plêiade de estrelas a bordar a noite,
Bando de aves a espalhar as penas
e a trinar em notas de cristal...
Colméia onde o trabalho das abelhas incansáveis,
há de gerar um mel salutar e curativo,
terra ao redor da árvore que guarda o sono das cigarras
-as que morrem de tanto cantar
e ainda deixam para trás as asas translúcidas...
Assim , a Poesia, fonte de inesgotáveis
pensamentos originais que banham de ouro
todas as frases que parecem plenas de loucura,
mas são mais que lúcidas,
a tornar único cada poema que se escreva,
por mais recorrente e conhecido
o tema explorado.
Se alguém é poeta, jamais escreverá um poema
igual a nenhum outro já escrito ou dito.
Esse mistério, somente o self explica,
na sua tarefa de ter o próprio estilo
e ser singularmente belo...
14 de março, dia da Poesia
Clevane Pessoa
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MINIPOEMAS
Nuvens (I)
barbas brancas
em rosto azul...
Nuvens (II)
capulhos alvos
para o olhar olhar...
Nuvens (III)
Dedos fofos
Cócegas no céu...
Nuvens (IV)
crianças brincam
em camas elásticas
acima de redes invisíveis...
Nuvens (V)
carneiros mutantes
encantos constantes...
Nuvens (VI)
cabelos: cãs, cachos
da velha avó Terra
soprados para cima...
Nuvens (VII)
Por um tubo de bambu gigante
Deus as sopra...
Nuvens (VIII)
fiapos a fugir
do Senhor vento...
Nuvens (IX)
algodão branco
mandado em segredo
por anjos negros
nas antigas plantações....
Nuvens (X)
formam formas
informes...
(Duplix da série "Nuvens" publicados na I Antologia do CEN-Portugal/Brasil)
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ARMADILHAS DO TEMPO
Gestos condicionados por repetição
frutos do Amor cotidiano que em nós vivia
e que fora por sua vez, filho da Paixão
antiga, incandescente que nos consumia...
- Antes, um era do outro, objeto de desejo-
saciado, no entanto, na volúpia e no estilo
queimou-se, como a Fênix, no seu próprio ensejo
renascendo de si, num jeito mais tranqüilo...
Não cuidamos porém de reinventar os gestos,
usar palavras novas, surpresas, carícias,
esquecendo-nos de plantar outras sementes
para usufruir de reflorações, não dos restos
das espécies há tempos semeadas, primícias
necessárias antes, mas hoje tão dormentes...
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
01032000
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Amigos,
Meu poema "Minha casa Sobre a Rocha", muito mero, acaba de alcançar 300 leituras depois de postado na seção "Textos", do Recanto das Letras.
Foi republicado em março de 2008. Apenas um derrame de versos e de fé, vindos de meu coração.
Curiosa, fui conferir. Chego á conclusão de que a Humanidade anda sequiosa de paz, de espiritualidade e hamonia que retroalimenta a alma....
Compartilho com vocês. Se puderem , repassem ou hospedem , para que atinjamos mais pessoas que desejem P*A*Z!
Abrs.
Clevane Pessoa de Araújo Lopes.
Clique no link abaixo para ler o texto:
http://www.clevanepessoa.net/visualizar.php?idt=894293
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Dançar é escrever com o corpo
no espaço estendido à frente,
alongar-se,encolher-se,
rodopiar,
inclinar-se.
jogar-se em absoluta confiança
no Outro que a(m)para,
depois de centenas de ensaios…
Dançar é tocar música
com gestos,com os pés,
absolutamente sem voz,
na arrasadora maioria das vezes.
Dançar é interpretar com meneios
e oscilações impressionantes
ao nosso olhar supreso,
pois temos os pés no chão,
as nuances da mensagem,do enredo,
da palavra em das formas desenhadas
no espaço…
O corpo é o instrumento dos dançarinos:
suas mãos-libélulas,
suas mãos- borboletas,
suas mãos-colibris
escrevem versos no ar…
Clevane Pessoa
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Milagrama
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Um cogumelo de fumaça imensurável
resulta da bomba
insulta a pomba da Paz,
que enegrecidas penas,
revoa a fremir de dor,
gorgulhante...
e as penas se desprendem.
Quais as peles das pessoas.
Os olhos se enevoam,
mil tipos de cãncer
desorganizam as células
ou as célula,desorganizadas
provocam mil tipos de Câncer?
Fogo na garganta,voz trancada,
vozes em sussurros,
vozes aos gritos...
E o Cosmos, perplexo,
porque o resto da humanidade perplexa
vira o rosto,
não faz o gesto,
a sentir-se impotente...
Mas o povo japonês se refaz de si,se reconstrói
e "da solidão de Hiroshima",
que tanto impactuou o jornalista atento,
o trovador solidário e observador,brotaram as flores do potencial humano,
testadas à exaustão.
E nasceram novas Horoshimas e Nagasakis,
mesmo que os criminosos
que pensam serem donos do Poder
(NÃO o são,"Não o são")
continuem impunes,
o que importa,nesses sessenta anos,
é que as duas Phoenix se ergueram das próprias cinzas!
Clevane Pessoa de Araújo Lopes (da série Paz em Qualquer Campo)
Belo Horizonte,escrito em 05/08/06,pois em 06/08,lembramos os sessenta anos desse horror, pois para que haja PAZ, infelizmente é preciso lembrar os horrores das guerras...
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Um mistério Anual
Compositores se inspiram, concorrem , criam enredos
que encherão o olhar e os espíritos de todos,
ao longo da Avenida.
Artistas pacientes e humildes,
criam as belas alegorias.
A velha guarda se renova, rememora os tempos de outrora
e não deixam que os anos já passados
roubem sua animação!
A comissão de frente aprende e apresenta
belas coreografias...
A velha guarda se emociona porque criançada,
os púberes, os adolescentes,aprendem passos,
desfilam, dão de si o melhor :
a beleza da tenra idade a serviço de sua escola.
Cores, animais, flores, luzes, plumas, brilhos, fantasias.
A ala das baianas traça círculos em movimento,
quando giram suas amplas saias...
Mestres-sala e porta-bandeiras mostram a harmonia
e a afinação que todos os pares conjugais,
deviam experimentar um dia.
A madrinha da bateria,
um monumento vivo, traduz a beleza física.
Cada ala conta um pouco da história pretendida.
O cantor puxa o samba e este é desenhado no asfalto
por muitos pés ensaiados.
A pompa, o luxo,a criatividade,
vestem muitas vezes , pessoas bem pobres,
mas de infinita riqueza cultural.
Isso, amigos, é o brasileiro carnaval,
uma festa popular,
com um imenso mistério a decifrar:
Pergunto-me, de onde vem, todos os anos,
essa máxima energia?
De que forma se consegue esquecer, nessa festa,
violências, miséria, balas perdidas, tristezas, desemprego?
Mas um Anjo vestido de glitter
desceu e veio ao meu ouvido soprar:
é justamente, para o povo esquecer as agruras, afinal,
que existe o Carnaval! É o milagre da alegria!
Clevane pessoa de Araújo Lopes
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Pessoas "a céu aberto"
Pessoas "a céu aberto"
não têm para onde voltar
no fim do dia:
apenas estendem papelões
e se deitam a tiritar, a suar, chorar
ou para dormir com fome.
Suprema humilhação, essa
a de não ter um lar...
Mas em vez de comoverem os demais
que possuem meios de ter higiene,
conforto, alimento, abrigo, lazer,
costumam provocar ações criminosas, covardes,
que ferem os mais simples direitos humanos... A barbárie coexiste
com a hipocrisia da civilidade
imposta, que não nasce do coração...
Com a crueldade insensata
dos que se sentem incomodados
porque sua cidade
está infestada
de homens-baratas,
vivendo em bueiros, sarjetas,
calçadas imundas...
Com os homens-pardais,
adaptados a sobreviver de lixo
e de restos...
Com os homens-ratos
a transmitir doenças e vícios...
Mas não fazem nada para minimizar
a miséria dessa nova espécie de pessoas...
Pessoas? Bichos que os outros homens caçam para exterminar a vergonha
de serem absolutamente fracos
-fracos demais para tecerem
a menor das relações de ajuda,
até para sorrir ou olhar
para mãos trêmulas, olhos-olheiras,
sujas orelhas e bocas desdentadas,
rotos trapos...
Bem sob o deslumbramento do céu
magnificamente azul,
os míseros são massacrados
para responder à sanha
dos assassinos
e ao non-sense dos alucinados,
dos racistas,
dos inconseqüentes,
dos insensatos e dos cruéis...
E ninguém parece
querer fazer nadanadanada...
(Para todos aqueles que também sentem...)
Belo Horizonte, MG, Brasil
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