Maria Luiza Bonini

Maria Luiza Bonini
nascida em São Paulo - Capital
Brasil
formação: - humanista
 
Minha relação com a arte pode ser confundida com o meu nascimento.
Talvez por uma influência genético/cultural, de meus ancestrais fiorentinos... (Itália)
Sou paulistana, descendente de italianos, por parte de pai, oriundos Di Lucca, na Toscana, vizinha de Firenze, berço das artes.
Muito precocemente, precisamente aos cinco anos de idade, já iniciava meus estudos de piano, o que me levou a desenvolver uma grande sensibilidade para com a relação  à música, durante toda a minha vida.
 Em momentos que a superação de algum problema
se fazia premente, sempre recorri a alguma forma de arte.
. Foi, justamente, em um desses períodos que comecei a pintar.
Meus óleos sobre tela me levavam a outra dimensão.
Quando me deparei com mais uma pedra no caminho, mergulhei na poesia, nos contos e nas crônicas.
O que era para ser mais um escape se avolumou de tal maneira, que não consegui parar.
Amo a poesia;  adoro escrever, pois foi a maneira que encontrei para ser feliz

 

 

A ENTREGA
Maria Luiza Bonini



Quando a um poema, minh' alma entrego, por inteiro
Sinto o sabor de um mergulhar, sem os meus medos
Como suaves ondas a acariciar indiferentes rochedos 
À espera de que sejam, de minha ternura, mensageiras

 

 

Quando a um poema, minh' alma entrego, por inteiro
Sinto-me penetrar em um infinito que é só meu
Onde me torno, deliciosamente alada, em apogeu
Como o alegre libertar de um pássaro em cativeiro

 

 

Quando a um poema, minh' alma entrego, por inteiro
Sinto-me a mais afortunada de todas as criaturas
A desfrutar, de todas as benesses, a mais pura   

 

 

Quando a um poema, minh' alma entrego, por inteiro
Recebo as vibrações d' uma rara extasia, tão gratificante
Que a ele me consagro, com a fieldade una, de mulher amante

 

 

São Paulo/Brasil
Fevereiro  2012

 

    

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Registrado no Recando das Letras em 26.01.2012
Código do texto: T3470068

 

 

 

 

 

Enviados em Jan/2012

 

QUANDO ESTÁS JUNTO A MIM

Maria Luiza Bonini

Quando estás junto a mim
Nessa troca de amor sincero
É tudo o que da vida espero
Com  teus inebriantes assins ...

Por estares junto a mim
Meus dias se tornam magia
Tudo se transforma em poesia
E a vida,  exala a jasmins

Nesse doce estar junto a mim
Existe um elo inquebrantável e forte
Que desafia, valente, à própria sorte

E é com esse estar junto a mim 
Que vivemos por amor, posto ser a nossa sina
Até o derradeiro encerrar de todas as cortinas ... 

São Paulo/Brasil

Janeiro/2012

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Enviados em Jan/2012

 

 E, O NATAL, AINDA PERSISTE ...

Maria Luiza Bonini


É de uma dor inevitável e triste
Por tantas  ausências que nos são sentidas
Das pessoas que passaram por nossas vidas
E o Natal,  que ainda persiste ...

É  injusta e cruel a mensagem deturpada
Que de amor e paz, união e simples perdão
Na propalada fraternidade, entre os irmãos
Encontra-se a indiferença, só ... e mais nada

É  revoltante observar os desperdícios
Das ceias fartas a saciar os cegos olhos
Quando a fome impera sobre os entulhos
Sem que se aperceba o tamanho do suplício

É incompreensível,  essa troca de perecíveis
Quando tudo o que mais vale não está à venda
Por disponível nos corações bons, é valiosa prenda
Tão perene e pura, quanto incorrompível...

E, a mensagem divina,  por todos,  esquecida
Que, de tão simples, perdeu-se no tempo
Faz-me sofrer,  pois dela, ainda me lembro
Do Menino Deus, a curar nossas feridas

E, o Natal, ainda persiste ... 


São Paulo/Brasil
dezembro/2011

 

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Enviados em Dez/2011

 

 

 

A DÚVIDA DO POETA

Maria Luiza Bonini

 

Disse o fazedor de sonetos,  prepotente

Quão para sonetar é importante

Saber calcular  e usar a mente

Numa matemática constante

 

Tal qual um arquiteto em sua prancha

Desenhar com sólidos alicerces

Sem lágrimas que caiam  em manchas

Para aquele que o lê não desinterprete

 

Homem de pureza rude e alma de criança

Tocado por bos sentimentos e esperança

O poeta,  cabisbaixo  reflete com ar de desdita

 

_ Que farei da inspiração, quando me toma?

 _ Ditar normas a ela,  seria a forma?

_ Ou,  emudecer o que  nos dita,  tal carmelita?

 

******

 

São Paulo/Brasil

novembro/2011

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Enviados em Nov/2011

 

 

 

AH, QUEM DERA !
Maria Luiza Bonini

 

Ah, quem dera !
Que o desabrochar das lindas flores
Alentasse, do homem, as suas dores
Ao chegar da primavera


Ah, quem dera !
Que o seu aroma purificasse a Terra
Trazendo a paz e o fim das guerras
Ao chegar da primavera


Ah, quem dera !
Que o belo chilrear dos pássaros
Viessem estreitar, dos povos, os laços
Ao chegar da primavera


Ah, quem dera !
Que as borboletas retornassem aos jardins
A nos dizer que seu extermínio chegou ao fim
Ao chegar da primavera


Ah, quem dera !
Que os dias claros se perpetuassem
Para que toda escuridão, se dissipasse
E sempre fosse primavera ...

 

 

São Paulo/Brasil

15.10.2011 

 

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Fundo Musical:- Largo (La Primavera Concerto The Four Seasons) - Vivaldi

 

Tube Mulher: by MTM (Brigitte)
Misted Flores: Narah
Wav: Adriana Calcanhotto - Devolva-me
Arte e Criação: JoiceGuimarães

 

 

 

 

DITOSOS 
Maria Luiza Bonini


Ditoso és por viver em meus pensamentos
Que, de tão belos, são mais que lindos sonhos
A se revelarem em meu semblante risonho

Ditosa sou, por ter-te guardado em mim
Fazendo-me sentir premiada pela vida
Por ser, de ti, a mulher amada, escolhida

Amar é o mote de todos os motes
Que nos faz driblar com vida, a indesejada morte

São Paulo/Brasil
Outubro/2011
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 


__,_._,___

 

Enviados em Out/2011

 

MEUS VERSOS SECRETOS
Maria Luiza Bonini
 
 
Sufocante dizer do não dizer
Transformar em versos tudo o que sinto
Na ânsia louca de conservar a vida
Em meus versos secretos, eu não minto
 
 
Sufocante amar de muito amar
Sem saber o que fazer deste sentimento
Que me invade a alma, sem cessar
Tortura e prazer, num só momento
 
 
Sufocante romper sem não querer
No uso de uma razão irracional
Que afronta o amor, até morrer
 
 
Sufocante viver, sem não viver
Enfrentando uma ausência, tão presente
Sentindo o amor silente, esmorecer...
 
 
São Paulo/Brasil
 
 

 

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AQUELE PAI
Maria Luiza Bonini


Aquele Pai, nos disse, certo dia
Em meio à Sua agonia, vencendo a morte
Deixando a todos, sem rumo e sem norte
Que aos céus, junto ao Seu Pai, retornaria


Aquele Pai, que a todos surpreendia
Com a manifestação de seu ilimitado amor
Indiferente a toda a violência e a toda a dor
Balbuciava palavras ternas, em Sua sabedoria


Aquele Pai, foi de todos o mais completo
Despojando-se de honrarias e de glórias
Passou a ser o mais perfeito de toda a história


Aquele Pai, que não tem filhos prediletos
Permanece vivo, em nós e em nossas memórias
A dizer_ só pelo amor_ se conquista as vitórias


São Paulo/Brasil

Agosto, 2011

 


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Publicado no Recanto das Letras
em 10.08.2011 - Código do texto: T3151484

 

 

Mist by
Bibiche

 


 

 
 
 
 
 
COMO  A ORQUÍDEA, A MÚSICA, TEU AMOR E MAIS NADA ...
Maria Luiza Bonini
 
 
 
É intenso e raro, esse fervoroso amor que de ti recebo
Fazendo- me sentir o doce sabor de teu amor-carinho
A me afagar, assim, tão leve e de mansinho
Como se eu fora a flor e tu, a folha de um arvoredo

 
Assim, vivemos nossos dias, sem angústias e sem  medos
Na esperança de que os nossos sonhos e devaneios
Sejam alimentados com a ternura de nossos puros beijos
Trocados em silêncio,  no secreto despertar de nossos desejos


É  essa a mensagem que hoje  me chega à porta
Trazida pela flor mais linda,   já desabrochada
A me dizer do quanto por ti, sou mulher amada


É de suprema alegria que meu coração transborda
No fervor do meu amor, confesso-te por ele inoculada
Como a orquídea, a música, teu amor e mais nada...



São Paulo / Brasil

23.Agosto.2011
 
 
 
 
 
 
 
Registrado no Recanto das Letras
em 31.08.2011 - Código:- T3193826
 
 

 
 
 

 
 
 
Art/ e formatação
Dama Misteriosa
Imagem enviada
por grupo de trocas.
 
 

 

Enviados em Set/2011

 

 LOUVAÇÃO
 Maria Luiza Bonini 



Envolta na rara fragrância,  tão suave,  que é só tua
Para alegrar minha tarde,  tua música, veio a mim
Naquele cantar que embala nosso amor e seus assins ... 
Dizia nas entrelinhas, do  carinho e da imensa  ternura

Era um dia comum, com um tanto de pré-saudades
Que tua ausência, em mim,  latente, já doía...
 Sem o doce chilrear dos pássaros, que não  ouvia 
Permanecia no silêncio soturno das eternidades

Como uma chama divina a me envolver
Com a maciez das penas de uma ave
A emoção me tomou, assim ... suave ...

Inerte, minuto a minuto, naquele momento, a sorver
Como gotas de nectár, transmutadas no mais puro licor
Embevecida e grata à vida_ aos céus_ bendisse o teu amor 

SÃO PAULO/BRASIL
Tarde de 11.03.2011 

 

 

 

 

Mist by
Mystress

 

 

 

 
 
 
  POR AMOR

Maria Luiza Bonini


Tornaste em mim, da vida, o mais doce alimento
A sustentar, sereno, os meus essenciais motivos
Pelos teus leais e amáveis gestos ternos, afetivos
Na devoção constante do mais puro  sentimento


Aqueceste minh' alma que vivia exposta ao vento 
Vulnerável ao sabor d'um daninho frio, destrutivo
A me sufocar, insistente, tal demente obsessivo
Aumentando minha saudade, em triste desalento

 
Acalmaste meus dias, com as palavras assertivas
Que a mim disseste, quando me sentia ao relento
Atenuando minhas angústias, dores e tormentos
Ao injetar-me doses de amor, como único sedativo

 
 Reavivaste as cores de minhas cinzentas manhãs 
 Que surgiam como a sóbria cela de um convento
 Ao trazer-me as mais lindas flores, em teu alento
 E o verdadeiro amor, com o tom rubro, das romãs

 

 Entregaste tudo o que de mais valioso, em ti, existe
 N' uma  doação que me transporta ao firmamento
Pisando em níveas nuvens e, aos céus, agradecendo
Por ser de amor e, por amor, que meu viver persiste

São Paulo, Brasil

03, Agosto, 2011
 

     

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Registrado no Recanto das Letras
em 3 de agosto de 2011
Código do texto:T3138075 

 

   

Art/Formatação:
Dama Misteriosa
Imagem:
Enviada Por Grupo De Trocas.
 


 
 
 

CONTEMPLANDO O LUAR
Maria Luiza Bonini


 Esse luar, tão lindo, que hoje contemplo
 Impulsiona-me a indagar ao universo
 Usando todas as rimas de meus versos
 Se é de Deus a anunciar o novo tempo

Se, por essa luz irradiante,  que a noite ilumina
Que o amor virá a nos tocar e se fazer presente
Dessa forma que hipnotiza, por tão envolvente
Diante do esplendor da cena que  se descortina

Se é a todos os viventes, que em graça contamina
Faça clarear no planeta de Gaia , todas as mentes
Para que a harmonia e a paz se inocule, abrangente

Que a natureza agredida, por inescrúpulos, não definhe
Pela preservação da vida, torne o mundo consciente 
E, tua chegada, dure aos nossos olhos, eternamente...



São Paulo/Brasil

Julho, 2011

 

 

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 NÃO ME DESPERTES
Maria Luiza Bonini

 
Não me despertes deste profundo sono
Lá habitam meus mais ternos sonhos
Onde realizamos todo o nosso impossível
E o amor, protegido, torna-se imbatível

Não me despertes antes do amanhecer
Pois é a madrugada que  faz acontecer
 A mais terna doação do melhor de mim
Na entrega irracional d'um amor sem fim

Não me despertes, se jamais eu acordar
Deixa-me serena a dormir o sono eterno
Tendo comigo o sentimento mais sincero

Não me despertes ao me aconchegar
Só me despertes, caso tenha algum dia
Saudade do canto de amor de minha poesia
 
São Paulo/Brasil
27, Julho, 2011
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                                                           Publicado no Recanto das Letras em 27/07/2011
                                                                           
Código do texto: T3121381

   

 
 
 
 

 

Enviados em Ago/2011

 

 
 
 
 
NESTAS PEQUENAS COISAS DE NÓS DOIS ...
Maria Luiza Bonini


 
Nestas pequenas coisas de nós dois...
Encontramos a tão esperada felicidade
Que nos une neste terno amor-verdade
Sem pensarmos no antes ou no depois


Nestas pequenas coisas de nós dois...
Estão expressos os mais raros carinhos
Tal como uma flor, sem seus espinhos
Duma suavidade leve de um azul lilás

Nestas pequenas coisas de nós dois ...
Existe uma poesia jamais antes versejada
Que me faz sentir a emoção de ser amada

 
Nestas pequenas coisas de nós dois ...
Entre segredos, silêncios e nossos medos
Existe o mais sublime de todos os enredos

São Paulo/Brasil
22 de Julho de 2011
 
 
 
 
 
  
 
 
 
Registrado no Recanto das Letras em 22/07/2011
Código do texto: T3110705 


 
 
 
 
Tutorial de Apophisis Kordas
Por adaptado Lunina
tube mulher Claudia Viza
arte Sapeka
 
 

 

 
 
AMIGO
Maria Luiza Bonini


Amigo, ouça-me sempre, mesmo quando tudo silencia
Nos longos e sóbrios dias e nas noites mal dormidas
Nas alegrias ou vicissitudes inevitáveis desta vida
Nos meus lamentos,  prosa ou em minha poesia

Amigo, esteja presente, quando a solidão se faz presente
Nas tristes manhãs em que não antevejo algum rumo
Ou nas madrugadas frias e solitárias em que não durmo
Pela agonia de viver na vã espera do que se faz ausente

Amigo, acalenta-me em minhas inevitáveis desditas
No desconforto da dor que insiste em causar ferimentos 
Como intrusa agulha ferina a habitar meus pensamentos

Amigo, debruça-te em mim e chora a dor que em ti habita
Faça com que eu seja o teu mais terno e doce alimento
Para juntos, caminharmos pela vida, neste uno sacramento


São Paulo/Brasil

20.julho.2011 
 
 
 

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Publicado no Recanto das Letras em 19/07/2011
Código do texto: T3105762
 

 



LEVA-ME CONTIGO
Maria Luiza Bonini
 
 
Leva-me contigo por teus caminhos
Onde o sol se põe no horizonte
Dando lugar para a lua radiante
Convidando-nos a trocar doces carinhos

Leva-me contigo em teu aconchego
De um terno e suave abraço frenesi
Num confundir de mim em ti,  
Assim... sem culpas e sem medos

Leva-me contigo ao teu ninho
Onde o destino nos leva de mansinho
Para nos aquecermos de todos os invernos

Leva-me contigo até o nosso abrigo
Onde reside o real paraíso prometido
Quando esse tu-comigo, se fará eterno


São Paulo/Brasil
06/julho/2011


Publicado no Recanto das Letras em 06/07/2011
Código do texto: T3079307

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Art/Formatação:Dama MisteriosaImagem:Créditos:
By Mone


 
 
 

Enviados em Jul/2011

 

ODE AO MEU NAMORADO, MEU AMOR
Maria Luiza Bonini

 

És o perfume de aroma mais suave
No sereno refrigério do ar que eu respiro
Provocando em mim, emoções e arrepios
Tal música e canto, em perfeita harmonia

 

És da ternura, o sentir mais puro
Nos teus carinhos grafados em meu peito
Tornando o nosso amor mais do que perfeito
Transportando-me alem dos nefastos muros

 

És a liberdade do amor, em devoção
Quando voamos juntos pelos céus do infinito
Onde inexiste a ruidosa turbulência dos conflitos

 

És de minha vida o sol e a razão
Nas estrelas, já ha muito, estava escrito
Que és meu amor, pelos céus, já definido

 

São Paulo/Brasil
10.06.2011

 

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É DA ALMA QUE NASCE TODA A POESIA

Maria Luiza Bonini

 

É da alma que nasce toda a poesia

Que sofre, alegra, chora e encanta

Traduzindo as emoções que irradia

Pelos sonoros versos que nos canta

 

É da poesia, a mais bela e pura arte

Que exala um raro aroma que inebria

Portando consigo o nobre estandarte

De humanizar um mundo, em agonia

 

É dessa nobre arte que nos valemos

Para bradar os mais puros sentimentos

Despertando a esperança e ternos alentos


 

É de mãos dadas e em fraterna trindade

Que se unem a alma, a arte e a poesia

A bailar em nossas vidas, em plena sintonia

 

****


 
 

 

 

 

Enviados em Jun/2011

 

 

À MÃE DE TODAS AS MÃES

Maria Luiza Bonini
 
 
A ti,  meu louvor, minha súplica e  minha prece
Neste dia, em que a todas as mães é dedicado
Para que, em ti, venham a encontrar alicerces
Na divina missão que em teu amor foi inspirado

A ti, meu louvor, minha súplica e minha prece
Mãe de todas as mães, da pureza sem pecado
Que, sob teu divino manto, recebam a benesse
Filhas mães e seus inocentes filhos abandonados


A ti, meu louvor, minha súplica e minha prece
Às insensíveis mães que rejeitam o dever sagrado
De acolherem em seu seio o filho por elas indesejado


A ti, meu louvor, minha súplica e minha prece
Às mães que se dedicam ao dever uno e supremo
Na experiência do amor-mór, incondicionalmente eterno

 

Publicado no Recanto das Letras em 06/05/2011
Código do texto: T2952115

 

 


 




NOSTALGIAS OUTONAIS
Maria Luiza Bonini

Em meus dias outonais
Observo da vida o que não percebia
Nas pequenas coisas, como numa magia
Que me conduzem a bucólicos florais

Em meus dias outonais
Sinto o vento a me trazer ternas lembranças
Revivendo os tempos bons que fui criança
E a triste certeza de que não voltam mais

Em meus dias outonais
Sou tomada por momentos de agonia
Quando chega a incurável dor da nostalgia
Revelo meus sentimentos, em tristes madrigais
 
 
Em meus dias outonais
O amor, inesperado, bate à minha porta
Com a leve irreverência de um nada importa
 Trazendo um raro sabor que não senti, jamais
 
 
Em meus dias outonais
Revivo no despertar de cada manhã
Uma felicidade com o aroma de maçãs
Sentindo o frescor das primaveras imortais 
 
 
 
 
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São Paulo/Brasil
abril/2011
 
 
 
 


 
 
 
 
Tube by
Anna.br

 

 

 

 
 
 
SAUDADE DE MIM
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Mergulhada em meus sentimentos
Em uma desnorteada  procura
Senti-me perdida, por momentos
Tentando encontrar respostas na loucura
 
Das insistências vãs e dos lamentos
Que provocam esse sabor de agrura
Miscigenada de angústia e tormentos
Numa sede mortal de beber da água pura
 
 Indefinidos pensamentos surgiam
Em minha mente já tão inquietada
Pelo inegável prognóstico do nada
 
A gerar uma desesperança e a negação
Na inércia agonizante da espera do fim
 Encontrei uma enorme saudade de mim ...
 
 
*****
 
São Paulo/Brasil
 
abril/2011  
 
 
 
  
 
 
 
www.marialuizabonini.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enviados em Maio/2011

 

 
 

 FINJAS TRISTEZA, POETA!
Maria Luiza Bonini

Ao fingires a dor que, deveras, sentes
Estás revigorando a força do poeta
Se saudares a alegria, por de certo, mentes
No intento de dissimular a dor secreta

Ao fingires a dor que, deveras, sentes
À inspiração que está em ti, despertas
Alimentando o amar que há em ti, latente
Para que a tristeza e a dor fiquem alertas

Ao fingires a dor que, deveras, sentes
Abortas de dentro de ti toda a tristeza
Passas a alimentar da alegria toda beleza

Ao fingires a dor que, deveras, sentes
Asperges ao mundo um cantar tocante e uno
Eleva-nos a devaneios por misteriosos rumos
 
 
 
****
 
 
 
São Paulo/Brasil
abril/2011
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota da autora:- Inspirada nos versos de Fernando Pessoa
"O poeta é um fingidor"
 
 
****
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segunda pessoa do singular do Presente Subjuntivo do verbo fingir:- Que tu finjas, poeta!
Segunda pessoa do singular do Presente Subjuntivo do verbo fingir:- Que tu finjas, poeta!
 

Art/Formatação:
Dama Misteriosa
Tube:
By Katussia
Mask:
 By  Narah.

 

 

 

 
 
 ASSIM É O NOSSO AMOR
Maria Luiza Bonini


São como algodões, o chão por onde piso
Quando juntos caminhamos de mãos dadas
À busca do secreto lugar de nosso paraíso
Onde me fazes sentir o sabor de ser amada

É como um manto de seda a me envolver
Quando a minha pele, tocas, suavemente 
A vida, dentro em mim, passa a renascer
Emergindo na magia das sensações latentes

Passam a ser azuis e belos, os nossos dias 
Quando juntos chegamos,  ao amanhecer
 Recebendo o raiar do sol, em seu resplandecer

Quando, enfim, acordamos nossos sonhos
Temos a esperança a alimentar nosso viver
O sol há de se ir e, novamente, irá anoitecer...

01.03.2011

São Paulo/Brasil   



 
 
 
 
 
Publicado no Recanto das Letras em 11/03/2011
Código do texto: T2841839
 
 
 
 
 
 
 
Art/Formatação:
Dama Misteriosa
Tube:
Enviado por grupo de trocas.
 
 

 

 


MEMÓRIAS DE UM TEATRO
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Era um templo sem dono ...

Condenado à pena cruel do abandono

Aquela sala vazia, tal sepulcro, lá jazia

Aos morcegos e daninhos, fez-se moradia 

N' um solene e tétrico ambiente, transformada

Tal anciã, por seus ingratos filhos, desprezada

Restou-lhe a companhia dos fantasmas do passado 

Do tenor que, a opera,  à soprano, com paixão, cantava

Ao belo cisne a encantar com o ballet de suas asas

Como expectador de si mesmo, triste e estagnado

Por detrás da grande máscara, a ele consagrada

Posta-se,  tímido, a esconder seu pranto

Tendo como pó, seu derradeiro manto

Assiste a sucumbir, em um só ato

Ao encerrarem _ 
para sempre _ as cortinas do teatro



São Paulo/Brasil

março/2011
 
 
*****
 
 
 
 
 
 
 
Fundo Musical:- Maria Callas - Mercie dilette amiche 
 
Publicado no Recanto das Letras em 19/03/2011
Código do texto: T2857164
 
 

 
 
 
 

Art/Formatação
Dama Misteriosa
Imagem:
Tubed By Maryse


 
 
 
 

 

 
 
 
DAQUELA PORTA
Maria Luiza Bonini


Daquela porta vislumbrei teu mundo
Era tão distante que tocava o horizonte
Postei-me serena e com olhar profundo
Passei a entender além dos montes

Daquela porta senti uma suave brisa
 Tocava meu rosto em suave carícia
Tentava me dizer do amor, tal profetisa
Sem pudor e com um toque de malícia

Daquela porta surgiu o inesperado
Aquele amor, por mim tão desejado
Postou-se à minha frente tal presente divino

Daquela porta ouvi uma voz suave
A me dizer como o chilrear de uma ave
Acolha-me em ti,  sou teu amor menino

São Paulo/Brasil

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Art/Formatação:
Dama Misteriosa.
Tube:
By Denise Worisch.
 

 

Enviados em Abr/2011

 

 
 
AS CEREJEIRAS DO JAPÃO
 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
É chegada a primavera,  tão esperada
Quando as paisagens brancas e frias
Dando lugar às belas flores, se ocultaria 
Para se vestir em alegres  tons rosados
 
 
As famílias, unidas e em plena harmonia
Sairiam para  festejar o deslumbramento
Das cerejeiras em flor e seu encantamento
A saudar os homens, com sua rara poesia
 
 
Em um mar de flores que a todos convida
A mergulhar por seus cam inhos de sakura
Envolvendo com seu raro viço e aroma puro
 
 
N'um inesperado grito da natureza, em ira
Por um mar de lama, ceifadas as cerejeiras
Perplexo, sofre e chóra, hoje, o mundo inteiro
 
****
 
São Paulo/Brasil
Março, 2011 
 

*****Nota da autora:- Sakura - A cerejeira japonesa - Em março, o inverno se vai com o branco da neve e o frio. A primavera   chega, enfeita e dá cor à paisagem do Japão com muitas flores. Dentre elas, a sakura, das cerejeiras típicas do arquipélago.  

 


 
 

 

 

 

 

 

 
SAUDADE
Maria Luiza Bonini
 
 
Saudade, palavra nossa
Esteja ela hospedada em um coração
Na poesia ou na canção
Usurpá-la, que jamais alguém possa!

Inexiste em outro vocabulário
É privilégio de quem está em sintonia
Busca inglória em outros dicionários
É palavra orgulho de toda a Lusofonia

 
Está registrada em nosso sentimento
Em nossos apelos e em nossos segredos
Lembrança de bons e maus momentos

Palavra que não se traduz
Ela é única e soberana
Saudade...tem aquele gostinho de alcaçuz

***

 07.07.2008

        

 


 LOUVAÇÃO
 Maria Luiza Bonini 


Envolta na rara fragrância,  tão suave,  que é só tua
Para alegrar minha tarde,  tua música, veio a mim
Naquele cantar que embala nosso amor e teus assins ... 
Dizia nas entrelinhas, do  carinho e da imensa  ternura

Era um dia comum, com um tanto de pré-saudades
Que tua ausência, em mim,  latente, já doía...
 Sem o doce chilrear dos pássaros, que não  ouvia 
Permanecia no silêncio soturno das eternidades

Como uma chama divina a me envolver
Com a maciez das penas de uma ave
A emoção me tomou, assim ... suave ...

Inerte, minuto a minuto, naquele momento, a sorver
Como gotas de nectár, transmutadas em puro amor
Embevecida e grata à vida_ a ti_  bendisse meu louvor


SÃO PAULO/BRASIL
Tarde de 11.03.2011  

 

 


   

 

Mist by
Mystress

 


 

 
 
 
 GRITOS NÃO OUVIDOS
 
Maria Luiza Bonini
 
 
São os gritos não ouvidos
Da urbe tão pobre e tão sofrida
A se confundir com tênues gemidos
Dos mais fracos, marginalizados pela vida
 
 
São os gritos não ouvidos
Que me tornam cúmplice, nessa caminhada
Onde escrevo em meus versos doloridos
Da tristeza dos irmãos a viver sem nada
 
 
São pelos gritos não ouvidos
Que brado ao mundo pela paz tão desejada
Onde a ganância, impoluta, fez morada
 
 
São pelos gritos não ouvidos
Que sofro e continuo a nutrir a esperança
D'um certo dia, vir a ressurgir toda bonança
 
 
*****
 
 
 
São Paulo/Brasil 
 
abril/2011
 
 
 
 
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SUA MAJESTADE, O MESTRE SALA
 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Enfim, é chegada a esperada hora
De mostrar ao mundo, com rara beleza
Espantar com alegria, toda a tristeza
Tudo de ruim, por momentos, ir-se embora
 
 
Naquele gingado de bamba
Num rítmo que a todos encanta
Com brilhos e cores, sob régia manta
Abre alas, o mestre sala do samba
 
 
Saúda e reverencia, ao toque do tambor 
À sua porta bandeira, em gestos de amor
Tal triunfante testemunha do bem sobre o mal
 
 
A multidão eclode em regozijo
Como se estivesse a viver no paraíso
Na suprema magia de nosso carnaval
 
*****
Março 2011
São Paulo/Brasil
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Enviados em Mar/2011
 


 
 
 
 
IRRELEVÂNCIAS ...

Maria Luiza Bonini

Irrelevante é o formato e o tom da face 
Quando o verdadeiro amor vem e nos toma
Levando-nos a ver a vida,  de tal forma
Que a felicidade prescinde de nuances

É irrelevante , das mãos, o seu formato
Quando  acariciam, com a doce ternura
D' um suave toque,  serenamente puro
Unindo duas almas, ao mais leve contato

Irrelevantes, são as rugas de teu rosto
Quando se entrelaçam, junto às minhas
Norteando a felicidade e seus caminhos

Irrelevante é saber de teu corpo, já  cansado
Quando nossas almas vibram, voando ao etéreo
Sublimando-nos num inexplicável êxtase, por eterno
 
São Paulo/Brasil, 14.02.2011
 
 




 

 
 

BENDITA ÉS - (ODE À INSPIRAÇÃO)
Maria Luiza Bonini


Bendita és tu, que me rodeias
Instigando minh'alma a dizer em versos
Por palavras, por vezes, tão dispersas
Do amor que percorre em minha veias


Bendita és tu que, assim, me despes
Das inibições e de todo preconceito
Mergulhando no cerne do meu peito
Despojando-me de todas minhas vestes


Bendita és tu que me alimentas
Com o ditar de teu cantar, em harmonia
Na conversão de sentimentos em poesia


Bendita és tu que me acompanhas
Nas frias madrugadas, a enxugar meu pranto
Surgindo com a fieldade una, do teu acalanto

São Paulo/ Brasil, 09.02.2011
 
 
 
 
 
 
 
 



 




 
 
 
 
 
 
 
O ACENAR DO ADEUS, A QUEM SE AMA
Maria Luiza Bonini

 
 
O acenar do adeus, a quem se ama
É como matar um feto vivo
Saltitante, no ventre, como chama
À espera dolorosa, do cruel castigo 
Grita e chora e,  tênue, clama 
Implorando à vida, por um lenitivo
Que o salve de tão pérfida trama

 
O acenar do adeus, a quem se ama
É um sufocar, covarde, até à morte
N' um violento e inconsequente ato insano
Lançando, sem destino, à própria sorte
O sentimento raro que, cândido, emana
Perdido e agonizante, sem rumo e sem norte
Tal pecador jogado ao limbo, por profano


O acenar do adeus, a quem se ama
É um cruel extermínio, suicida
Pela desdita, que se torna soberana
Ao destruir toda a razão de uma vida
Por inclementes e embaraçadas tramas
Com o amargor das tristes despedidas
Tal derradeira cena, d'um tocante drama

 
SP. 01.02.2011


***
 
 
 
 
 

 
 
 
Art/formatação:
Dama Misteriosa
Tube:
Enviado Por Grupo De Trocas.
 

 

 

 

Enviados em Fev/2011

 

 
 
 
 Meu Acalanto
Maria Luiza Bonini
 
 
Hoje é um dia que tanto teria a te dizer
Hoje é um dia que faria tudo para não te ver sofrer
Hoje seria um dia em que gostaria de poder te acalentar
Aconchegar tua cabeça em meu colo
e acariciar teus cabelos,  como se tu foras,
ainda, um menino  que ,
 diante de tamanha dor,  se enfraquece
 
Eu iria cantarolar bem baixinho em teu ouvido,
suaves canções de ninar
e esperaria que teu sono chegasse
para que um lindo sonho te confortasse
 
E, então, na tua vigília eu te diria:
- Tenta imitar um pássaro e voa...
Mesmo sem direção, chegarás a um paraíso
onde, produzindo um som angelical,
ouvirás o cantar do passaredo,
alegrando a eterna acolhida, de quem tanto amas
 
 Nesse canto irias encontrar a harmonia
do que, para nós, é só mistério
então voltarias deste sonho aliviado,
por ter encontrado a suprema resposta,
num lugar em que, misteriosamente,
ao despertar se torna vivo
 
Onde habitam a serenidade e a paz
Onde o amor sobrevive à morte
Onde toda a dor desaparece
Deixando lugar só para a saudade
 
 
 
Maria Luiza Bonini
SP, 18, out, 07
 
 

criação:denise moura
música:Le Lac de Côme - interpretação Frank Pourcel
imagens: jlp e brooke fasani

 

 

 

 

Enviados em Jan/2011

 

 


POR TER AMADO
Maria Luiza Bonini



Daquele incontido amor, só restou lembranças
De um tempo lindo, que se nos parecia infindo
De tantos desencontros, venceu a desesperança
Tolheu-nos de um supremo viver, tão lindo...


Das coisas, era aquele amor, a maior de todas
Sonho jamais transformado em realidade
Amor de amar por inteiro, como em bodas
D' um viver a dois em imortalidade


Intenso e verdadeiro, tomou-nos por inteiro
Corpo e alma em uníssono cantar
Levou-nos ao paraíso, onde nos encerramos
N'um sublime e impenetrável cativeiro


Por adversos versos sem rimas e sem poesia
Caímos no limbo d'um desamor de desencantar
Encontro-me só, nesta dor que a tudo irradia
Restaram só lembranças_ e esta pérfida nostalgia


****



SP., novembro, 2010



 

www.marialuizabonini.com.br

 

 

 

 


 

 


ENTRE MORDISCOS E AÇUCENAS


(homenagem a Federico Garcia Lorca)
Maria Luiza Bonini



Entre mordiscos e açucenas
Jaz a carta de amor que te escrevi
Intácta, permanece, no lugar onde morri
À espera de teu derradeiro poema


Entre mordiscos e açucenas
A teu lado, adormeci meus sonhos
Pelos dias que se tornaram tão tristonhos
Com tua vida ceifada, por injustas penas

Entre mordiscos e açucenas
Fizeste da morte precoce teu eterno leito
Vítima de puros ideais e negros preconceitos

Entre mordiscos e açucenas
Permaneceste nessa imortalidade serena
Por teu cantar, em versos, que se faz perene


SP. 04.11.2010

***



" Porém, eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura."
(Federico Garcia Lorca)




- Federico Garcia Lorca, nasceu em Fuentevaqueros (Granada) em 5 de junho de 1898 e morreu assassinado em Viznar (Granada), uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola, em 19 de agosto de 1936. Foi dotado de uma personalidade extraordinariamente voltada para a arte. Além de ser um grande poeta, teve também alguns pendores musicais, tendo feito, ainda, alguns desenhos. É Garcia Lorca, com certeza, o poeta espanhol mais conhecido universalmente, só perdendo para Cervantes no número de edições e traduções de suas obra

****

Créditos

 

Tube e Arte 

Auber Fioravante Júnior

Musica Wav

Enya-Angeles

 

 

 

VESTIDA DE ADEUS

 

Vesti-me com a mais triste negritude
Que se usa nas derrareiras partidas
Intencionando abandonar o dom da vida
Naquela madrugada, de soturna solitude

Vesti-me com a coragem que não tinha
Para por fim ao que me era tão caro
Que provia meu ser d' um alimento raro
Com inebriante aroma da mais pura vinha

Vesti-me com o manto das mais lindas flores
Como a primavera, que sempre retorna em cores Para que minha imagem, assim, permenecesse em ti

Vesti-me de adeus para extirpar a insuportável dor
De viver meus dias, na adversa distância do amor
 Ato consumado, só teu lamento de dor, ouvi  Maria Luiza Bonini

 

SP. 29.09.2010

 

   

 

      

 

Enviados em Nov/2010

 

 

A Alma do Poeta

Maria Luiza Bonini

 

A alma do poeta é como ave peregrina
Ao transpor limites, rios e fronteiras
À procura incessante da mais pura seiva 
Para cantar ao mundo o amor em rimas

A alma do poeta é espelho da verdade
Como a transparência da mais pura água
Rindo, chora, disfarçando alguma mágoa
Ao se tornar alvo da tola adversidade

 Na suprema missão que dita a sua sina
É ao poeta que é dada a virtude divina
De  tornar serena, toda a inquietude 

Quando em versos, su' alma descortina
Como a luz do sol, a romper lá nas colinas
    Sem dar conta, de sua rara magnitude     

 

"A alma do poeta verdadeiro
diante do imponderável
observa, sofre e cala..."

Maria Luiza Bonini

SP. 20, Out. 2010

 

 

 

 

 

Enviados em Out/2010

 

 

 

CONVÉM
Maria Luiza Bonini

Convém que olhemos para o futuro
Sem mágoas, sem dores, sem reclamos
Clareando os dias que se nos fazem escuros
Alimentando ideais, sonhos e planos

Convém que estejamos unidos
Numa corrente de amor e  fraternidade
Para que, de amor, o mundo seja ungido
Em pról da tão sonhada igualdade

Convém que sejamos capazes,
Ao versejarmos,  de aspergirmos fé
Naqueles que se sentem sós e inábeis

Convém que sejamos persistentes
Ao evocarmos o amor, para sanar a dor
Dos que sofrem,  por omissos negligentes

***

"Somente pela fraternidade a liberdade será preservada."
(Victor Hugo)

 

   

   www.marialuizabonini.com.br



 

 
POÉTICOS DILEMAS
Maria Luiza Bonini
 
 
Quando a dor do não sentir se faz sentida
E as escolhas se tornam complexos dilemas
Recorro à minha pena, ainda que exaurida
Para decifrar a vida, através de meus poemas
 
 
Quando a alegria,  em meus dias,  me confundem
E os caminhos se tornam complexos dilemas
Recorro à inspiração, quando se faz  silente
E dela trago palavras de vida,  por suaves temas
 
 
Quando a saudade,  impetuosa me invade
E a esperança se confunde,  em complexos dilemas
Recorro à fé,  em busca de minhas verdades
Nela permaneço,   mergulhada  em  nuvens serenas
 
*****
 
 
SP. Julho, 2010
(especialmente para o evento poético AVSPE - JULHO 2010)
 

 

 

Enviados em Set/2010

 

 

 

   DE TANTO AMAR  
Maria Luiza Bonini
 
 

É a hora do silêncio
Todos dormem
Eu não consigo
De tanto amar

É hora do despertar
Todos acordam
Eu não consigo
De tanto amar

É hora dos sonhos
Todos despertam
Eu continuo a sonhar
De tanto amar

É hora de revelar
Todos revelam
Eu não consigo
De tanto amar

É hora do adeus
Todos se despedem
Eu não consigo
De tanto amar

É hora de voltar
Todos retornam
Eu não consigo
De tanto amar

É hora de amar
E o amor é tanto
Que não consigo
De tanto amar

É hora de dizer adeus
Todos dizem
Eu não consigo
De tanto amar

É hora de versejar
Então, te digo:-
-Eu vou morrer
De tanto te amar

****

14.03.08

 

 


 

 
 
RÉU CONFESSO
(Homenagem a Pablo Neruda)
por Maria Luiza Bonini

 
És de um viver intenso, réu confesso
Por teus ideais e amores conflitantes
De corpo e alma te fizeste amante
Coerentes sonhos por ti possessos

Fez de ti um dos mais nobres defensores
Dos direitos do homem, em igualdade
N' uma árdua luta para demover a sociedade
Das cruéis injustiças e seus horrores

 
És o exemplo de que a arma do poeta
É sua pena, a bradar ao mundo, incessante
De forma tão singela, a semente germinante

 
Em tua luta desigual, entregaste o sagrado
N'um derradeiro ato altruísta, à mãe da natureza
Doando a tua valiosa vida_ pr'a morrer_só de tristeza... 
 
***
 
São Paulo/Brasil
Agosto, 2010
 
 
 
 
'Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras'
Pablo Neruda
 
(Premio Nobel de Literatura 1971)
 
 
 
 

 

 

 
 
 
 
 
É ASSIM QUE EU TE AMO ...
 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
 
No conflito do mais puro sentir profano
 
 É assim que eu te amo ...
 
 
  
No diuturno cantar,  que por ti,  reclamo
  
É assim que eu te amo ...
 
 
 
 No toque angelical da sinfonia bachiana
 
É assim que eu te amo ...
 
 
 
Na  poesia em que te proclamo
 
É assim que  eu te amo ...
 
 
 
No incansável divagar constante e insano
 
É assim que eu te amo...
 
 
 
 Mergulhando nas incertezas d'um escuro pântano
 
É assim que eu te amo...
 
 
 
Observando a vida,  em todo o seu encanto
 
É assim que eu te amo...
 
 
 
Nesta alegria, em mim, por sentir-te tanto
 
É assim que eu te amo ...
 
 
 
 
SP. 02.08.10
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
Art/Formatação
Dama Misteriosa
Imagem Recebida de grupos trocas 
 
 

 

 

 

INESQUECÍVEL
Maria Luiza Bonini

 

Intensos momentos de minha mocidade
Ainda os trago comigo, impolutos e nítidos
Com a chancela d' um primeiro amor vivído
Inesquecível prazer do viver só em verdade

Imensos desejos que em mim se eternizam
Beijos e abraços em tantas breves despedidas
Mantidos tímidos,  em silêncio,  escondidos
Pela serena esperança, dos que jamais se realizam

Inesquecível é o que vivi e o que deixei
Em tudo por quanto desta vida levarei
Eternizando o que jamais saiu de mim

Inesquecível é o quanto e tanto amei
Tudo o que,  em sacrilégio,  idolatrei
De minha poesia, à bela rosa do jardim

****
SP. 28.07.10
04:02
                                  

 

 

 

www.marialuizabonini.com.br

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Créditos

Imagem
Tube, Poema e Arte
Auber Fioravante Júnior
Música Wav
Judas Priest - Angel


 

 

 

Enviados em Ago/2010

 

 
 
 
 
 
NAQUELA FLOR QUE O VENTO TROUXE...
 
 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Havia uma certa magia
E, na mais bela poesia
Ao tocá-la, transformou-se
 
Naquela flor que o vento trouxe...
O raro perfume que exalava
Inebriava  por onde passava
Um aroma divinamente doce
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Existia uma tímida mensagem
Escondida n' uma  leve plumagem
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Carregava um pólen de ternura
Difundindo carinhos, em semeadura
 
 
 
São Paulo, 24, Julho, 2010
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

SE SONHOS PARA VENDER HOUVESSE
Maria Luiza Bonini
 
Se sonhos para vender houvesse
a todos eu compraria
Escreveria com eles uma prece
e a ti eu ofereceria
 
Se sonhos para vender houvesse
com todos eles sonharia
Se em todos eles tu não estivesse
aos sonhos todos eu rejeitaria
 
Se sonhos para vender houvesse
Exposto ao mundo meu amor estaria
E meu segredo cantado se fizesse
Num doce canto de amor em harmonia
 
Se sonhos para vender houvesse
Meu brado de amor transformaria
Em realidade, o sonho, que emudece
Ou , de amor, então, eu morreria
 
 
*****
 
04.08.08

 

 

 

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ENTRE UMA LINHA E OUTRA...

Maria Luiza Bonini

 

Entre uma linha e outra
Existe um delicioso segredo

Entre uma linha e outra
 Cada vez mais, aperta a saudade

Entre uma linha e outra 
Um desejo enorme de te amar

Entre uma linha e outra
Um doce cantar de meus sentimentos

Entre uma linha e outra
Revelo o que não pode ser dito

Entre uma linha e outra
Poderás fazer a tua escolha

Entre uma linha e outra
Viver um grande amor

Entre uma linha e outra
Morrer sem nunca ter vivido

 

****

 

agosto de 2007

www.marialuizabonini.com.br

 

 

 

 


Tube: Kaluce Créations
Wav: CD - Love Songs - Baby Blue
Arte e Criação: JoiceGuimarães

 

 

 

 HIPOCRISIA
 
Maria Luiza Bonini
 
 
Soberba e ladina,  silenciosa, tu espreitas
A tua vítima, com a vil frieza d' um algóz
Desprovida de escrúpulos, insensível, te deleitas
Na conquista por um falso e parvo mérito fugáz 
 
 
Pérfida e desleal contigo mesma
Não respeitas sequer tua própria ética
Se é que existe em tua mente enfêrma
Ou habita em teus pensamentos tétricos
 
 
Não poupas esforços para tuas pífias vitórias
 Traiçoeira, como uma cobra, ao rés do chão
 Desvairada, em torpe covardia, contra teu irmão
 
 
 Impostora cruel que emana amargo fel
D' um veneno que mata sem complacência
 Pois és desprovida de pudor e de decência  
 
São Paulo, Junho, 2010
 
 
 
 

 

 

 

 

 

Enviados em Julho/2010

 

 

 
 
 
A MÁSCARA
                         Maria Luiza Bonini
 
Foi escondida por uma máscara
Que tentei disfarçar meus sentimentos
Porém, servidos em uma taça
A ti, distraída, ofereci a sorvos lentos
 
Foi escondida por uma máscara
Que por tempos eu permaneci
Sufocando n' um conflito solitário
A dileta paixão que crescia, em frenesi
 
Foi escondida por uma máscara
Ainda assim, meu segredo, revelado
Meu amor se expôs a ser julgado
 
Foi escondida por uma máscara
Que me surpreendi, com a suprema alegria
Ao sentir que teu amor, sem pudor, a mim, sorria.




Wave: "If you go away" Paul Mauriat

Edição e Arte final: Dea Maia






 
 
RECORDANDO
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Naquelas madrugadas longas e frias
Em que o som do silêncio me sufocava
Tua presença em forma de música, se fazia
E tudo em nosso amor se transformava
 
 
Naquelas tardes quando o por do sol se cumpria
Era tu e eu a sofrermos juntos uma pré saudade
Inexplicável sensação d' uma inacabável agonia 
Que nos transmitia o medo da cruel mortalidade
 
 
Naquelas manhãs azuis com zelo eu te acordava
Poemas de amor em forma de carinho te dedicava
Para que teus dias fossem como a cor  dos céus
 
 
Nos meus sonhos, com ternura, te acarinhava
No teu sono, n' um menino eu te transformava
Sussurrava bem mansinho_ ao adoçar-te em méis
 
 
S.P.,junho,2010
 
 
 
****
 

"O amor é símbolo da eternidade. Elimina todo o sentido do tempo,

destrói toda recordação do princípio, e anula todo o temor de um final." (A.D.)

 
 
 
 
 
 

 

 
 

SIMPLESMENTE, AMOR ...
 
Maria Luiza Bonini
 
 
Sinto meus olhos marejando,  a cada instante
Relembrando nossos eternos bons momentos
Pensando no adeus,  que se fez tão relutante
E meu corpo,  a esmorecer por tais tormentos  
 
 
Sinto um estranho gelar de  minhas entranhas
Arrepios de um supremo e descompassado pulsar  
Misto d' uma  terna dor e d' um prazer tamanho
 Enlouquecendo-me, n' um incontrolado rir-chorar
 
 
Sinto a brisa do mar a chegar lá na montanha
E o azul do céu a  anilar  nossos  caminhos
Como u' a mágica troca de ternos carinhos
 
 
Sinto a água borbulhando em nuvens brancas
Gestando o puro alimento para o renascer da flor
Revelando com seu aroma_ é tudo_ simplesmente, amor...
 
 
São Paulo, 30.05.2010
 
 

 

 

GEPT 

 

 

Enviados em Junho/2010



 

 
 
CÂNTICO DO SILÊNCIO
Maria Luiza Bonini
 
 
Faze  de mim o teu sepulcro
Onde o teu corpo,  ainda quente
Pulsará vivo,  tal fogo ardente
 Afogando-se na escuridão de meu eterno  luto
 
Faze de mim tua paz tão desejada
Onde teu sono não seja jamais interrompido
Para que assim,  possas chegar ao lugar proibido
Realizando meus anseios de mulher amada
 
Faze de mim as tuas asas
Onde livre, voarás ao teu infinito
Para reencontrares o teu elo perdido
 
Faze de mim teu silencioso cântico
Onde ouvirei silente o som do teu sentido  pranto
A  se confundir com o solfejar de minha saudade
 
*****
 
São Paulo, 11. 04.2010
  

 

 
 
 


 

 

 

amor de amar

Maria Luiza Bonini

 

É nesse amor de amar incontido,  que  penetra em meu ser

Onde aqueço meus dias na mais suave de todas as melodias

Sem encontrar em meus versos rimas que traduzam tal prazer

Por mais bela que advenha a inspirar o cantar de minha poesia

 

É por esse amor de amar que respiro um  ar de alegres  verbenas

Que nutrem e transformam o meu viver em dias de plena alegria

E minhas noites de desprendidos  sonhos,  a se completarem , tão serenas

A espera de um límpido e azul  amanhecer,  n' uma doce calmaria

 

É com esse amor de amar que sorvo o néctar da mais doce fantasia

Que alimentam e aquecem num incessante gotejar,  em aconchego

Nos raros momentos que se eternizam  em meu viver,  dia após dia

 

É desse amor de amar que nascem meus incontidos versos

Que insistem em bradar  ao mundo o meu maior  segredo

Ao dizer,  sem escrúpulos e sem medos , que tu  és meu universo

 

 

 

SP. 12.05.2010 

 

 

 


 

Enviados em Maio/2010




 

SURPREENDENTE
 Maria Luiza Bonini
 
 
 Surpreendente será,  diante  do que de mim esperas
Quando,  indefesa,  vier a  sentir a dor da tua ausência
Na certeza de permanecer  sempre comigo,  em minha essência
  Simplesmente  calarei para sempre,  meus  sonhos e quimeras
 
 
 Surpreendente será,  diante do que de mim esperas
Quando o inevitável  passar do tempo,  trouxer saudades
Ouvirás sons  suaves,  que lembrarão meu amor verdade
A  sucumbir rasante,  num vôo d um  leve e frágil etéreo
 
 
 
 Surpreendente será,  diante do que de mim esperas
Quando perceberes  que,  por cautela,  não deixarei rastro
Tentarás,  em vão,  vir ao meu encontro,  orientado pelos astros
Que se esconderão,  por cumplicidade,   em outras  esferas
   
 
 Surpreendente será ,  diante  do que de mim esperas
Pelo amor do amor, que por ti,   em imensidão,  eu dedicara
Ao me ver partir,  antes que cerrem  as cortinas  de nosso utópico cenário
Levando o  sentimento de uma inglória luta  que,   por inerte,  ora  se  encerra
 
 
*****
 
 
www.marialuizabonini.com.br
 
SP. 27.04.2010
    
 
 

 

 

O POEMA QUE SURGIU
Maria Luiza Bonini

Eram lágrimas que escorriam pela janela
Tuas  ou  minhas,  mescladas,  se confundiam
Disfarçavam nosso pranto de forma singela
Pela dor  do apagar de um  sonho findo 

 Descortinar  nosso pesar,  zelosas,  não permitiam
Tais como nossas  cúmplices,  tristonhas
Discretas e silentes,  unidas,  permaneciam
Observando a agonia da  atormentada  insônia

Os vidros embaçados,  tal olhos marejados
Sugeriam, como uma página em branco
Que lá gravássemos a razão de nosso pranto

  Em pena e papel,  aquele vidro turvo,  transformado
Por tremulas  letras,   algo escrito,  deciframos
Um  poema  surgia e propalava_ o quanto nos amamos !

 

São Paulo, 18/04/10


  www.marialuizabonini.com.br

"Um grande amor em segredo é um misto de emoções de paz e medo"
Maria Luiza Bonini

 

 

Enviados em Abril de 2010

 

 
 
poesia
Maria Luiza Bonini
 
 
És do amor a manifestação mais bela
Seja em prosa, versos ou em cantos
Sedução refletida em matizes tantos
Como a variedade  de  uma aquarela 
 
És da forma de dizer a mais singela
Em sons,  na mais perfeita harmonia 
Numa regida em "alegro" sinfonia
Que eleva a alma ao paraíso etéreo 
 
És o reviver do amor em agonia
Gotejando  um raro néctar que extasia
Ternamente,  acalanta e embevece
 
No ritmo tão perfeito,  que beira a utopia
De sonhos  já desfeitos,  desperta a magia
Ao ditar ao  ímpio  a mais linda prece
 
*****
SP. 21.03.2010
 
 
 
 
 
  
 

 

 
 
ALICERCES
 
Maria Luiza Bonini
 
No percurso de minha vida
Em que o amor ínsipido
Fez-me mulher adormecida
No melhor dos sonhos  já perdidos
 
Acatei só e resignada
O silêncio e toda a quietude
Num porvir que vislumbrava o nada
Imersa no tédio de falsas virtudes
 
Sucumbi mergulhada em sentimentos
Tão sombrios quanto  minhas madrugadas
Cercada por fantasmas rodeando a minha mente
Lembrando-me, insistente,  repudiadas  mágoas
 
Abracei-me a esse presente
Que óra desfaz o que se fazia inerte
Como a flor em sua haste viripotente
Descobri no  amor,  o mais  sólido dos alicerces
 
*****
 
SP. 18.03.10
 
 "O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida." Camilo Castelo Branco 
 
 
 
  
 
 
 
 
 

 

 

 
 
sonhos e delírioS
 
 
Era assim, a imagem de meus sonhos
Nossas vidas  estavam apenas começando...
 
Vislumbrávamos  um mundo,  tão risonho... 
Passaríamos sempre juntos,  nos amando
 
Éramos plenos de alegria e juventude
Nada cercearia a tão sonhada liberdade
 
Viveríamos nossa paixão,  em toda  plenitude
Sem temores de gritar  nossas  verdades 
 
 No turbilhão de toda aquela fantasia
Despertei e,  pávida,  abortei meus  sonhos   
 
Na ânsia de ditar mais uma poesia
Gritava,  a inspiração,  sem parcimônia
 
De minha pena,  saíram traços ilegíveis
Não consegui calar meus versos...
 
Trêmulos ,  relutaram ao impossível
Vencidos,  pelo incontido adverso,
 
Tímidamente, revelaram:-
 "Eu te amo - é em ti que me alicerço"
 
Maria Luiza Bonini
 
 S.P., 28.10.09
 
 
"Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis
e caminhar, livremente, em direção aos sonhos". L.Luppi

 

Enviados em Fev/2010

 


O GRITO DA NATUREZA

Maria Luiza Bonini


Ouço teus apelos,  em sons estranhos
Como se um adeus,  dissesse em prantos
Suave,  ressoa,  com uma dor tamanha
Que,  impotente,  silencio em meu canto


Dolorosa e derradeira súplica,  emana
Tal inocente condenada a morrer inerte
Vítima da asquerosa crueldade humana
Nesse flagelo de horrores adversos 

Mãe de toda a beleza do universo
Perdoa o mal de teus filhos perversos
Imbuídos da ignorância,  que avassala

No dia em que,  enfim,  tudo terá se acabado
Não haverá quem conte a triste história
Deste macabro genocídio  e de tua luta inglória


SP. 13.10.09

 

-  Quis  o  destino  que  ela fosse  levada  por  um  grito  de  socorro  da  natureza.

Minhas homenagens à Dra. Zilda Arns e a todos os que se foram  em decorrência da tragédia no Haiti.

Maria Luiza Bonini

 




 

 
 
SOZINHA
 
Era um vazio monótono e silencioso
Que me espreitava ao longe,  tal ladino
 Causava estranhos calafrios em meu dorso
E me tornava refém d'uma estranha sina
 
Era uma dor do não se ter, até morrer
Que me acompanhava noite e dia.
 Em meu medo de não sobreviver
Abracei, como náufraga,  a poesia   
 
Era um sentir de não sentir
Que paralisava meu corpo e minh' alma
Calando meu gritos ,  versos e palavras
 
Era um amor que permanecia latente
 Ao sinal de tua presença,   se fez vida
 Assim permaneci,  sozinha,  no adeus de tua despedida 
 
Maria Luiza Bonini
SP. 06.01.10
 
 
 
 
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“

Rubem Alves
 
 
 
 

 

 

Enviados em Jan/2010

 


APELO DE GAYA
AO ANO QUE SURGE
Maria Luiza Bonini

 

Infiltra-te na poesia
Canta ao mundo com sua paz criança
Para que sintam a tua harmonia
Com os dons que carrega a pura infância

Embrenha-te na memória
Para que nela se perenize gravados
Acertos e erros de nossa história
Apontando os bons caminhos da estrada

Contamina com o vírus do amor
Os corações empedernidos
Que passam, indiferentes, às glórias da dor
De fragilizadas e exauridas vidas

Inunda de paz
A terra seca, pois se faz premente
Para que a harmonia que óra jaz
Impere saudável n' um mundo doente

Desperta em meus filhos a consciência
Da dor pungente que óra sinto
Ao ser destruída em silêncio
Pelos que, ao mundo, foram por mim trazidos

 

****

 

"Jamais haverá ano novo se persistirmos nos erros dos velhos" Luis de Camões





São Paulo, 30, dez, 2009

 

 



 

 
 
 
 
EU VI...
 
Eu vi surgir no horizonte
Uma luz azul que,  ofuscante,
 Refletia,  nítida,  uma fronte
Contornada pelos montes
 
Era tão terno aquele semblante...
Fitei, tentando  traduzir o que seria
Senti ímpetos de mover-me adiante
Imóvel,  permaneci por uns instantes
 
Quando,  naquele cenário,   se desenharia
A mensagem esperada por todos nós viventes
A mim dizia,  a poesia de todas as poesias:-
 - Sou o amor que veio para salvar os homens
 
Eu vi ...
 
 
Maria Luiza Bonini
São Paulo, 2009
 
*****
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 

AMANHECER 

Maria Luiza Bonini

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que acordei de nosso impossível sonho

Que nos produzia amor em calafrios

- Inesquecíveis sensações estranhas -

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que reencontrei-me com o nada

Aquele inimigo tão vazio

 Aproximou-se de mim,  como intruso inderrotado

 

Foi neste amanhecer sombrio

Desnuda de toda  ilusão

Que voltei a sentir frio

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que notei a ausência da paixão

Transformada  no amargor  da desilusão

 

SP. 25.02.09

 

***

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Enviados em Dez/2009

 

 

 
 O CARINHO DAS ROSAS QUE ME DESTE
Maria Luiza Bonini
 
 
O carinho das rosas que me deste
Transformou-se em terno alimento
Que, em minh' alma,  tão feliz,  fizeste
Perpetuando,  assim,  nossos  momentos
 
 
O carinho das rosas que me deste
Revelou encantos que ha muito não sentia
 Instigou-me a agradecer  em uma  prece
 Tão grande era aquele amor que nos unia 
 
 
O carinho das rosas que me deste
Levou-me aos mais belos sonhos e fantasias
Fazendo-me sentir que o amor,  tal como a flor, sobrevivia
 
 
O carinho das rosas que me deste
Trouxeram consigo o calor de um aquecer  eterno
Quando tudo se fazia  frio,  como n'um infindável inverno
 
 
 
SP. 12.10.09
 
****
"Se eu pudesse ser uma rosa,  ao lado de teu leito, me postaria
Para aquecer o teu sono, com minhas pétalas, te cobriria"
Maria Luiza Bonini
 

 


MINHAS MÃOS
*Maria Luiza Bonini*
 
 
De minhas mãos
sairam versos
que irradiaram tuas manhãs
em tempos adversos
 
De minhas mãos
postei as preces
para que promessas vãs
de ti,  jamais viessem
 
De minhas mãos
tracei teus rumos
quando teu coração vagava sem direção 
acompanhando-te ao encontro de teus prumos
 
De minhas mãos
sairam acenos de despedidas
afogando a dor da emoção 
no desenlace de entrelaçadas vidas
 
De minhas mãos
cruzadas,  ao fitar a morte
irei bendizer, então
por te fazer feliz, ao driblar a sorte
 

 

 
 
 
E ENTÃO, O AMOR SE FEZ VERBO
 
Maria Luiza Bonini
 
 
Então, o amor se fez verbo
Em desconexas palavras, na sua euforia
Crendo no que lhe parecia eterno
Passou a dizer ao mundo, o que sentia
 
 
Então, o amor se fez verbo
Em meio a toda a sua alegria
Cantou seus segredos em prosa e verso
Sem censuras,  fez-se todo poesia
 
 
Então, o amor se fez verbo
Conjugou em todos os tempos, a sua fantasia
 Sem perceber que a vida, sua  algóz,  o trairia
 
 
Então, o amor que se fez verbo
Ofereceu,  em sacrifício,  a sua  agonia
Calou para sempre, o amor,  que,  de amor, então,  morria
 
 
SP. 05.11.09
 
"O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu" Michelangelo
 

 

 

Enviados em Nov/2009

 

 
 
HIPNOTIZANTE VERSEJAR
Maria Luiza Bonini
 
 
 
És poeta do mundo
Despertas dos sentimentos
Os mais profundos
Ler teu poema é alimento
 
Saber-me tua dona
Seria egoismo fortuíto
Possues o estígma heterônimo
Embora este não seja teu intuíto
 
 Amor  em poesia,  tentaculado
Aspergindo amor por onde passa
És por todas amantes desejado
 
Sugeres um duetar irresistível
Poesia e música se confundem
Em teu hipnotizante verserjar inesquecível
 
****
SP, julho, 2008
 
"Minha homenagem aos poetas que, com seu romântico versejar,  hipnotizam e levam a composição  dos mais sublimes versos de amor"
Maria Luiza Bonini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

desculpa à minha poesia 

Maria Luiza Bonini

 

Desculpa à minha poesia

A te dizer, sem medos e sem brios
Neste jeito de amar em forma de magia
Provocando consciente, ternos calafrios
 
Desculpa à minha poesia
Que chega à tua casa,  sem pedir licença
Ignorando o tempo,  seja ele noite ou dia
Levando aroma de amor,  em sua essência
 
Desculpa à minha poesia
Ela é a paixão versejada em rimas
É o sentir da alma que é só minha
 
Desculpa à minha poesia
Por tudo o que tem escrito
 Desvendando segredos, que eu jamais teria dito
 
****
 
SP.09.10.09
às 3:00 h
 
"A poesia é a mais profunda e filosófica do que a história" - Aristóteles
 
 
 
 

 

 

 MIO OMBRA MAI FU

 Maria Luiza Bonini

 
Estou grávida de amor
 Fruto de um sonho que se faz sombrio
 Devo aborta-lo, apesar da dor, a sangue frio
 Ainda que sentindo todo pavor que trazem medos
Para que o mundo se desfaça em seus falsos brios
 
 
Estou grávida de amor
Gesto em meu ventre o filho do impossível
Condenado a morrer, sem direito ao derradeiro grito
Solução imposta pela vida indócil
Mesmo antes de ter nascido
 
 
Estou grávida de amor
E, tal qual,  os que transgridem regras
Em favor dos sentimentos desarticulados
Verdadeiros,  puros,  irrestritos 
Pago pelo mais cruel de todos pecados
 
 
Estou grávida de amor
Aquele,  de amar,  sem ter motivos
Sem o uso da razão,  embriagada de emoção
Neste inferno  em que mergulhei cativa 
N'um não existir de meu ilusório mundo 
 
Simplesmente calo e,
  impotente,  morro junto...
 
 
*****
 
SP. 06.10.09
 
 
 
 
 
 

 

 

Enviados em Out/2009


 
REVELAÇÃO
Maria Luiza Bonini



Se eu tivesse toda a juventude
Que o tempo implacável já levou
Entregar-te-ia em toda plenitude
A ti, que me dedicas tanto amor

Se eu tivesse toda a beleza
Que um dia existiu e se esvaiu
Entregar-te-ia com presteza
Para ser sugada por tua paixão viril

Se eu tivesse da flor o seu perfume
Entregar-te-ia com todo enlevo
Eternizaria esta lembrança que nos une

Se eu tivesse o dom da infinitude
Construiria um espaço eterno
Encerraria com muito amor a nossa solitude


27.06.08
São Paulo
Brasil



NO DIA EM QUE EU PARTIR
Maria Luiza Bonini


No dia em que eu partir haverá um certo perfume
Que exalará das rosas que tanto amei
Aquelas que me deste para alentar o meu ciume
Quando vibrando de amor te revelei

No dia em que eu partir haverá uma suave música
Que surgirá de meu derradeiro suspiro
Como um canto de um cisne a disfarçar a sua angústia
Ao retornar à sua morada partindo em solitário retiro

No dia em que eu partir haverá dor e alegria
Nas das ternas lembranças que em ti deixarei
Em toda a poesia que comigo não levarei

No dia em que eu partir haverá no céu em alegoria
Uma nova estrela que se dirigirá somente a ti
Para dizer-te: - ainda te espero, agora estou aqui

SP. 25.09.09

***

 


PRECISO ESCREVER UM POEMA
Maria Luiza Bonini

Preciso escrever um poema
Busco rimas, palavras e inspiração
Incessante procura de um tema
Sinto-me  sufocar por palavras de emoção

Rondam-me e incitam-me
Como espumas borbulhantes
De um vinho raro à espera  de ser sorvido
Expectam, ansiosas, que eu as torne
 Amantes versejantes
De um poema que sente-se
Incapaz de ainda ser dito

 

São verbos a conjugar
Adjetivos e simples substantivos
Clamando para serem ditos
Cirandando e cantando
Para serem ouvidos
E eu, aqui, inerte  
Observo e reflito

Decido o que fazer desse momento
Silencio e peço trégua
Mantenho as palavras e o que sinto
Guardadas,  silentes
Aconchegadas  em meu pensamento

 

***



 

ALFORRIA
Maria Luiza Bonini

És prisioneiro de ti mesmo
Perceba que a masmorra não é de ferro
Foi construída em volátil etéreo
Evapóra ao menor contágio
Com o calor da paixão, que te faz tão frágil
Reversível pena, em um só segundo, apenas

Diga à intrusa visão que o reclusa
Da paixão que te espera e que é tão bela
Diga dos devaneios que a tua mente presenteia
Do deslumbramento quando te imaginas
A vivenciar tua paixão
Sem mais amarras

Sem temor  e sem rancor do que deixaras
Entrega tua carta de alforria
Que a torne pública !
  Pois nada mais é  impecilho
Para que vivas, intensamente,
 Teu tão sonhado idílio

*******
SP. 10.03.08

 

 


 

 

QUE O VENTO ME TRAGA
Maria Luiza Bonini
 
Que o vento me traga a harmonia
Da tão sonhada paz entre os homens
Em forma de canção ou poesia
Noticie que exterminou-se a fome
 
Que o vento me traga a verdade
Sem máscaras e sem tropeços
Exterminando da Terra, toda a iniquidade
Que atinge os humildes se nenhum apreço
 
Que o vento me  traga a bondade
Para ser aspergida de uns aos outros
Na realidade de uma fraternidade
 
Que o vento me  traga a lucidez
Para mim e toda a humanidade
Derrotarmos de vez, toda a desigualdade
 

SP. 31.05.09

 

 



 

ODI*o à pedofilia
Maria Luiza Bonini
 
És de todas, a maior maldade
Fazes uso de anjos para teu deleite
Ingnossímel verme da sociedade
Oculto na máscara que espreita
Pronto para o covarde ataque
 
És irracional daninho repugnante
Ser que rouba da inocência
Gatuno de inescrúpulo rapinante
Desprovido de dó e complacência
Asqueiroso fétido delitante
 
És desprovido de temores
Feres sem escrúpulo o sagrado
Despertas sensações de horrores
Por sacrilégios com ares recatados
Pária imperdoável de atos devastadores

 
******

SP.05.05.09
19:51

 



 

CONJUGANDO SENTIR NO PASSADO
MARIA LUIZA BONINI

EU SENTI minh' alma anelada à tua
quando tudo o mais se fez deserto
noites e madrugadas, numa solidão soturna
alegrava-me, só de saber que estavas perto

 
TU SENTISTE o amor, que de mim exalava
num aroma suave de carinho e ternura                       
nos gestos em que eu te impregnava
como a cópula em sua semeadura

 
ELE SENTIU-se à margem e preterido
aquele que, devaneios, per si, criara
imbuído de uma vingança torpe, o inimigo
provou que realmente, jamais amara

NÓS SENTIMOS que era chegada a hora
ao rompermos nossos laços, cedi e calei
quão difícil esperado momento, então, se torna
de adeus em adeus, a Deus roguei

 
VÓS SENTISTES que nos poderiam causar danos
pleiade daninha de amor,  carentes
arquitetaram planos e executaram, sem enganos
diabólicos, possuidos pela ira dos dementes

 
ELES SENTIRAM o sabor de uma vitória amarga
num profundo desamor, lutaram sem dar tréguas
a eles ofereço meu perdão, por tanta farsa
permanecerei longe de tudo, a distantes léguas
 

                                

Junho, 2009

                                


QUANDO EU CHEGAR
 
Quando eu chegar, o sol estará a pino
Do ar, sentirás um refrigério
Será lilás, a luz que te ilumina
Terás a leveza de um sentir etéreo
 
Quando eu chegar, os sons se farão suaves
De uma música em plena harmonia
Sentirás um deleite flutuável
Terás a plenitude de toda a fantasia
 
Quando eu chegar,  a água se fará cristalina
Numa chuva que o levará ao êxtase
Como um levitar sobre as colinas
 
Quando eu  chegar,  tudo se fará magia
Adentrarei no âmago de teu cerne
E tudo o mais se fará poesia
 

Maria Luiza Bonini
SP. 31.05.09