Maria Luiza Bonini

Maria Luiza Bonini
nascida em São Paulo - Capital
Brasil
formação: - humanista
 
Minha relação com a arte pode ser confundida com o meu nascimento.
Talvez por uma influência genético/cultural, de meus ancestrais fiorentinos... (Itália)
Sou paulistana, descendente de italianos, por parte de pai, oriundos Di Lucca, na Toscana, vizinha de Firenze, berço das artes.
Muito precocemente, precisamente aos cinco anos de idade, já iniciava meus estudos de piano, o que me levou a desenvolver uma grande sensibilidade para com a relação  à música, durante toda a minha vida.
 Em momentos que a superação de algum problema
se fazia premente, sempre recorri a alguma forma de arte.
. Foi, justamente, em um desses períodos que comecei a pintar.
Meus óleos sobre tela me levavam a outra dimensão.
Quando me deparei com mais uma pedra no caminho, mergulhei na poesia, nos contos e nas crônicas.
O que era para ser mais um escape se avolumou de tal maneira, que não consegui parar.
Amo a poesia;  adoro escrever, pois foi a maneira que encontrei para ser feliz

 

 

 
 
 
 
 
NAQUELA FLOR QUE O VENTO TROUXE...
 
 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Havia uma certa magia
E, na mais bela poesia
Ao tocá-la, transformou-se
 
Naquela flor que o vento trouxe...
O raro perfume que exalava
Inebriava  por onde passava
Um aroma divinamente doce
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Existia uma tímida mensagem
Escondida n' uma  leve plumagem
 
 
Naquela flor que o vento trouxe...
Carregava um pólen de ternura
Difundindo carinhos, em semeadura
 
 
 
São Paulo, 24, Julho, 2010
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

SE SONHOS PARA VENDER, HOUVESSE

Maria Luiza Bonini

 
Se sonhos para vender houvesse
a todos eu compraria
Escreveria com eles uma prece
e a tí eu ofereceria
 
Se sonhos para vender houvesse
com todos eles sonharia
Se em todos eles tu não estivesse
aos sonhos todos eu rejeitaria
 
Se sonhos para vender houvesse
Exposto ao mundo meu amor estaria
E meu segredo cantado se fizesse
Num doce canto de amor em harmonia
 
Se sonhos para vender houvesse
Meu brado de amor transformaria
Em realidade, o sonho, que emudesse 
Ou , de amor, então, eu morreria
 
 
*****
sp.04.08.08
 
 
 
 
 
 

 

 

 

::.. Stationary by Jaqueline Argentin® ..::
Se deseja receber minhas criações, acesse o grupo:
Artesanet Stationarys
Tag by Jaque Argentin
Tube by Luz Cristina
Tube de fundo by Sheila
Esse papel encontra-se disponível nos arquivos do grupo.
Visite meus sites:
| Artesanet PSP | Vitrine Artesanet | Artesanet Mensagens |
|
Artesanet Gifs | Artesanet Tags | Scrapbook Digital |
* Não apague os créditos da mensagem ao repassar *

 

 

ENTRE UMA LINHA E OUTRA...

Maria Luiza Bonini

 

Entre uma linha e outra
Existe um delicioso segredo

Entre uma linha e outra
 Cada vez mais, aperta a saudade

Entre uma linha e outra 
Um desejo enorme de te amar

Entre uma linha e outra
Um doce cantar de meus sentimentos

Entre uma linha e outra
Revelo o que não pode ser dito

Entre uma linha e outra
Poderás fazer a tua escolha

Entre uma linha e outra
Viver um grande amor

Entre uma linha e outra
Morrer sem nunca ter vivido

 

****

 

agosto de 2007

www.marialuizabonini.com.br

 

 

 

 


Tube: Kaluce Créations
Wav: CD - Love Songs - Baby Blue
Arte e Criação: JoiceGuimarães

 

 

 

HIPOCRISIA

 

Maria Luiza Bonini

 

Soberba e ladina, em silêncio espreitas
A tua vítima, com a frieza d' um algóz
Sem escrúpulos e sem ética, te deleitas
Na conquista por parvo demérito fugáz 

 

Pérfida e desleal contigo mesma
Não respeitas sequer tua própria ética
Se é que existe em tua mente enfêrma
Ou habita em teus pensamentos tétricos

 

Não poupa esforços para tuas pífias vitórias
Traiçoeira, como uma cobra, ao rés do chão
Desvairada, em torpe covardia, contra teu irmão

 

Impostora cruel que emana amargo fel
D' um veneno que mata sem complacência
Pois és desprovida de pudor e de decência 

 

São Paulo, Junho, 2010

 

 

 

www.marialuizabonini.com.br

 

 

 

 

Enviados em Julho/2010

 

 
 
 
 
A MÁSCARA 
Maria Luiza Bonini
 
 
 
 
Foi escondida por uma máscara
Que tentei disfarçar meus sentimentos
Porem,  servidos em uma taça
A ti, distraída,  ofereci a  sorvos lentos 
 
 
 
Foi escondida por uma máscara
Que esquecida no tempo, permanecia
Sufocada n' um conflito solitário
O que nutria,  verbalizar,  não poderia
 
 
 
Foi escondida por uma máscara
Ainda assim,  meu  segredo,  revelado
Meu amor  expôs a ser julgado
 
 
 
Foi escondida por uma máscara
Que me surpreendi,  com suprema alegria
Ao  saber, que o mesmo amor,  por mim sentias
 
 
 
SP. 10.10.2009
 
 
 
"Há um amor que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê..".
 (C. Drummond de Andrade)
 
 
 
 
****
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 


 
 
RECORDANDO
Maria Luiza Bonini
 
 
 
Naquelas madrugadas longas e frias
Em que o som do silêncio me sufocava
Tua presença em forma de música, se fazia
E tudo em nosso amor se transformava
 
 
Naquelas tardes quando o por do sol se cumpria
Era tu e eu a sofrermos juntos uma pré saudade
Inexplicável sensação d' uma inacabável agonia 
Que nos transmitia o medo da cruel mortalidade
 
 
Naquelas manhãs azuis com zelo eu te acordava
Poemas de amor em forma de carinho te dedicava
Para que teus dias fossem como a cor  dos céus
 
 
Nos meus sonhos, com ternura, te acarinhava
No teu sono, n' um menino eu te transformava
Sussurrava bem mansinho_ ao adoçar-te em méis
 
 
S.P.,junho,2010
 
 
 
****
 

"O amor é símbolo da eternidade. Elimina todo o sentido do tempo,

destrói toda recordação do princípio, e anula todo o temor de um final." (A.D.)

 
 
 
 
 
 

 

 
 

SIMPLESMENTE, AMOR ...
 
Maria Luiza Bonini
 
 
Sinto meus olhos marejando,  a cada instante
Relembrando nossos eternos bons momentos
Pensando no adeus,  que se fez tão relutante
E meu corpo,  a esmorecer por tais tormentos  
 
 
Sinto um estranho gelar de  minhas entranhas
Arrepios de um supremo e descompassado pulsar  
Misto d' uma  terna dor e d' um prazer tamanho
 Enlouquecendo-me, n' um incontrolado rir-chorar
 
 
Sinto a brisa do mar a chegar lá na montanha
E o azul do céu a  anilar  nossos  caminhos
Como u' a mágica troca de ternos carinhos
 
 
Sinto a água borbulhando em nuvens brancas
Gestando o puro alimento para o renascer da flor
Revelando com seu aroma_ é tudo_ simplesmente, amor...
 
 
São Paulo, 30.05.2010
 
 

 

 

GEPT 

 

 

Enviados em Junho/2010



 

 
 
CÂNTICO DO SILÊNCIO
Maria Luiza Bonini
 
 
Faze  de mim o teu sepulcro
Onde o teu corpo,  ainda quente
Pulsará vivo,  tal fogo ardente
 Afogando-se na escuridão de meu eterno  luto
 
Faze de mim tua paz tão desejada
Onde teu sono não seja jamais interrompido
Para que assim,  possas chegar ao lugar proibido
Realizando meus anseios de mulher amada
 
Faze de mim as tuas asas
Onde livre, voarás ao teu infinito
Para reencontrares o teu elo perdido
 
Faze de mim teu silencioso cântico
Onde ouvirei silente o som do teu sentido  pranto
A  se confundir com o solfejar de minha saudade
 
*****
 
São Paulo, 11. 04.2010
  

 
 
 


 

 

amor de amar

Maria Luiza Bonini

 

É nesse amor de amar incontido,  que  penetra em meu ser

Onde aqueço meus dias na mais suave de todas as melodias

Sem encontrar em meus versos rimas que traduzam tal prazer

Por mais bela que advenha a inspirar o cantar de minha poesia

 

É por esse amor de amar que respiro um  ar de alegres  verbenas

Que nutrem e transformam o meu viver em dias de plena alegria

E minhas noites de desprendidos  sonhos,  a se completarem , tão serenas

A espera de um límpido e azul  amanhecer,  n' uma doce calmaria

 

É com esse amor de amar que sorvo o néctar da mais doce fantasia

Que alimentam e aquecem num incessante gotejar,  em aconchego

Nos raros momentos que se eternizam  em meu viver,  dia após dia

 

É desse amor de amar que nascem meus incontidos versos

Que insistem em bradar  ao mundo o meu maior  segredo

Ao dizer,  sem escrúpulos e sem medos , que tu  és meu universo

 

 

 

SP. 12.05.2010 

 

 

 


 

Enviados em Maio/2010




 

SURPREENDENTE
 Maria Luiza Bonini
 
 
 Surpreendente será,  diante  do que de mim esperas
Quando,  indefesa,  vier a  sentir a dor da tua ausência
Na certeza de permanecer  sempre comigo,  em minha essência
  Simplesmente  calarei para sempre,  meus  sonhos e quimeras
 
 
 Surpreendente será,  diante do que de mim esperas
Quando o inevitável  passar do tempo,  trouxer saudades
Ouvirás sons  suaves,  que lembrarão meu amor verdade
A  sucumbir rasante,  num vôo d um  leve e frágil etéreo
 
 
 
 Surpreendente será,  diante do que de mim esperas
Quando perceberes  que,  por cautela,  não deixarei rastro
Tentarás,  em vão,  vir ao meu encontro,  orientado pelos astros
Que se esconderão,  por cumplicidade,   em outras  esferas
   
 
 Surpreendente será ,  diante  do que de mim esperas
Pelo amor do amor, que por ti,   em imensidão,  eu dedicara
Ao me ver partir,  antes que cerrem  as cortinas  de nosso utópico cenário
Levando o  sentimento de uma inglória luta  que,   por inerte,  ora  se  encerra
 
 
*****
 
 
www.marialuizabonini.com.br
 
SP. 27.04.2010
    
 
 

 

 

O POEMA QUE SURGIU
Maria Luiza Bonini

Eram lágrimas que escorriam pela janela
Tuas  ou  minhas,  mescladas,  se confundiam
Disfarçavam nosso pranto de forma singela
Pela dor  do apagar de um  sonho findo 

 Descortinar  nosso pesar,  zelosas,  não permitiam
Tais como nossas  cúmplices,  tristonhas
Discretas e silentes,  unidas,  permaneciam
Observando a agonia da  atormentada  insônia

Os vidros embaçados,  tal olhos marejados
Sugeriam, como uma página em branco
Que lá gravássemos a razão de nosso pranto

  Em pena e papel,  aquele vidro turvo,  transformado
Por tremulas  letras,   algo escrito,  deciframos
Um  poema  surgia e propalava_ o quanto nos amamos !

 

São Paulo, 18/04/10


  www.marialuizabonini.com.br

"Um grande amor em segredo é um misto de emoções de paz e medo"
Maria Luiza Bonini

 

 

Enviados em Abril de 2010

 

 
 
poesia
Maria Luiza Bonini
 
 
És do amor a manifestação mais bela
Seja em prosa, versos ou em cantos
Sedução refletida em matizes tantos
Como a variedade  de  uma aquarela 
 
És da forma de dizer a mais singela
Em sons,  na mais perfeita harmonia 
Numa regida em "alegro" sinfonia
Que eleva a alma ao paraíso etéreo 
 
És o reviver do amor em agonia
Gotejando  um raro néctar que extasia
Ternamente,  acalanta e embevece
 
No ritmo tão perfeito,  que beira a utopia
De sonhos  já desfeitos,  desperta a magia
Ao ditar ao  ímpio  a mais linda prece
 
*****
SP. 21.03.2010
 
 
 
 
 
  
 

 

 
 
ALICERCES
 
Maria Luiza Bonini
 
No percurso de minha vida
Em que o amor ínsipido
Fez-me mulher adormecida
No melhor dos sonhos  já perdidos
 
Acatei só e resignada
O silêncio e toda a quietude
Num porvir que vislumbrava o nada
Imersa no tédio de falsas virtudes
 
Sucumbi mergulhada em sentimentos
Tão sombrios quanto  minhas madrugadas
Cercada por fantasmas rodeando a minha mente
Lembrando-me, insistente,  repudiadas  mágoas
 
Abracei-me a esse presente
Que óra desfaz o que se fazia inerte
Como a flor em sua haste viripotente
Descobri no  amor,  o mais  sólido dos alicerces
 
*****
 
SP. 18.03.10
 
 "O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida." Camilo Castelo Branco 
 
 
 
  
 
 
 
 
 

 

 

 
 
sonhos e delírioS
 
 
Era assim, a imagem de meus sonhos
Nossas vidas  estavam apenas começando...
 
Vislumbrávamos  um mundo,  tão risonho... 
Passaríamos sempre juntos,  nos amando
 
Éramos plenos de alegria e juventude
Nada cercearia a tão sonhada liberdade
 
Viveríamos nossa paixão,  em toda  plenitude
Sem temores de gritar  nossas  verdades 
 
 No turbilhão de toda aquela fantasia
Despertei e,  pávida,  abortei meus  sonhos   
 
Na ânsia de ditar mais uma poesia
Gritava,  a inspiração,  sem parcimônia
 
De minha pena,  saíram traços ilegíveis
Não consegui calar meus versos...
 
Trêmulos ,  relutaram ao impossível
Vencidos,  pelo incontido adverso,
 
Tímidamente, revelaram:-
 "Eu te amo - é em ti que me alicerço"
 
Maria Luiza Bonini
 
 S.P., 28.10.09
 
 
"Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis
e caminhar, livremente, em direção aos sonhos". L.Luppi

 

Enviados em Fev/2010

 


O GRITO DA NATUREZA

Maria Luiza Bonini


Ouço teus apelos,  em sons estranhos
Como se um adeus,  dissesse em prantos
Suave,  ressoa,  com uma dor tamanha
Que,  impotente,  silencio em meu canto


Dolorosa e derradeira súplica,  emana
Tal inocente condenada a morrer inerte
Vítima da asquerosa crueldade humana
Nesse flagelo de horrores adversos 

Mãe de toda a beleza do universo
Perdoa o mal de teus filhos perversos
Imbuídos da ignorância,  que avassala

No dia em que,  enfim,  tudo terá se acabado
Não haverá quem conte a triste história
Deste macabro genocídio  e de tua luta inglória


SP. 13.10.09

 

-  Quis  o  destino  que  ela fosse  levada  por  um  grito  de  socorro  da  natureza.

Minhas homenagens à Dra. Zilda Arns e a todos os que se foram  em decorrência da tragédia no Haiti.

Maria Luiza Bonini

 




 

 
 
SOZINHA
 
Era um vazio monótono e silencioso
Que me espreitava ao longe,  tal ladino
 Causava estranhos calafrios em meu dorso
E me tornava refém d'uma estranha sina
 
Era uma dor do não se ter, até morrer
Que me acompanhava noite e dia.
 Em meu medo de não sobreviver
Abracei, como náufraga,  a poesia   
 
Era um sentir de não sentir
Que paralisava meu corpo e minh' alma
Calando meu gritos ,  versos e palavras
 
Era um amor que permanecia latente
 Ao sinal de tua presença,   se fez vida
 Assim permaneci,  sozinha,  no adeus de tua despedida 
 
Maria Luiza Bonini
SP. 06.01.10
 
 
 
 
“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“

Rubem Alves
 
 
 
 

 

 

Enviados em Jan/2010

 


APELO DE GAYA

AO ANO QUE SURGE

Maria Luiza Bonini

 

Infiltra-te na poesia

Canta ao mundo a tua paz criança

Para que sintam a harmonia

Com os dons que carrega a pura infância

 

Embrenha-te na memória

Para que nela se perenize gravados

Acertos e erros de nossa história

Apontando os bons caminhos da estrada 

 

Contamina com o vírus do amor

Os corações empedernidos

Que passam, indiferentes, às glórias da dor

De fragilizadas e exauridas vidas

 

Inunda de paz

A terra seca, pois se faz premente

Para que a harmonia que óra jaz

Impere saudável n' um mundo doente

 

Desperta em meus filhos a consciência

Da dor pungente que óra sinto

Ao ser destruída em silêncio

Pelos que, ao mundo, foram por mim trazidos

 

****

 

"Jamais haverá ano novo se persistirmos nos erros dos velhos" Luis de Camões





São Paulo, 30, dez, 2009

 

 
 
 
 
EU VI...
 
Eu vi surgir no horizonte
Uma luz azul que,  ofuscante,
 Refletia,  nítida,  uma fronte
Contornada pelos montes
 
Era tão terno aquele semblante...
Fitei, tentando  traduzir o que seria
Senti ímpetos de mover-me adiante
Imóvel,  permaneci por uns instantes
 
Quando,  naquele cenário,   se desenharia
A mensagem esperada por todos nós viventes
A mim dizia,  a poesia de todas as poesias:-
 - Sou o amor que veio para salvar os homens
 
Eu vi ...
 
 
Maria Luiza Bonini
São Paulo, 2009
 
*****
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 

AMANHECER 

Maria Luiza Bonini

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que acordei de nosso impossível sonho

Que nos produzia amor em calafrios

- Inesquecíveis sensações estranhas -

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que reencontrei-me com o nada

Aquele inimigo tão vazio

 Aproximou-se de mim,  como intruso inderrotado

 

Foi neste amanhecer sombrio

Desnuda de toda  ilusão

Que voltei a sentir frio

 

Foi neste amanhecer sombrio

Que notei a ausência da paixão

Transformada  no amargor  da desilusão

 

SP. 25.02.09

 

***

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Enviados em Dez/2009

 

 
 O CARINHO DAS ROSAS QUE ME DESTE
Maria Luiza Bonini
 
 
O carinho das rosas que me deste
Transformou-se em terno alimento
Que, em minh' alma,  tão feliz,  fizeste
Perpetuando,  assim,  nossos  momentos
 
 
O carinho das rosas que me deste
Revelou encantos que ha muito não sentia
 Instigou-me a agradecer  em uma  prece
 Tão grande era aquele amor que nos unia 
 
 
O carinho das rosas que me deste
Levou-me aos mais belos sonhos e fantasias
Fazendo-me sentir que o amor,  tal como a flor, sobrevivia
 
 
O carinho das rosas que me deste
Trouxeram consigo o calor de um aquecer  eterno
Quando tudo se fazia  frio,  como n'um infindável inverno
 
 
 
SP. 12.10.09
 
****
"Se eu pudesse ser uma rosa,  ao lado de teu leito, me postaria
Para aquecer o teu sono, com minhas pétalas, te cobriria"
Maria Luiza Bonini
 

 


MINHAS MÃOS
*Maria Luiza Bonini*
 
 
De minhas mãos
sairam versos
que irradiaram tuas manhãs
em tempos adversos
 
De minhas mãos
postei as preces
para que promessas vãs
de ti,  jamais viessem
 
De minhas mãos
tracei teus rumos
quando teu coração vagava sem direção 
acompanhando-te ao encontro de teus prumos
 
De minhas mãos
sairam acenos de despedidas
afogando a dor da emoção 
no desenlace de entrelaçadas vidas
 
De minhas mãos
cruzadas,  ao fitar a morte
irei bendizer, então
por te fazer feliz, ao driblar a sorte
 

 

 
 
 
E ENTÃO, O AMOR SE FEZ VERBO
 
Maria Luiza Bonini
 
 
Então, o amor se fez verbo
Em desconexas palavras, na sua euforia
Crendo no que lhe parecia eterno
Passou a dizer ao mundo, o que sentia
 
 
Então, o amor se fez verbo
Em meio a toda a sua alegria
Cantou seus segredos em prosa e verso
Sem censuras,  fez-se todo poesia
 
 
Então, o amor se fez verbo
Conjugou em todos os tempos, a sua fantasia
 Sem perceber que a vida, sua  algóz,  o trairia
 
 
Então, o amor que se fez verbo
Ofereceu,  em sacrifício,  a sua  agonia
Calou para sempre, o amor,  que,  de amor, então,  morria
 
 
SP. 05.11.09
 
"O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu" Michelangelo
 

 

 

Enviados em Nov/2009

 

 
 
HIPNOTIZANTE VERSEJAR
Maria Luiza Bonini
 
 
 
És poeta do mundo
Despertas dos sentimentos
Os mais profundos
Ler teu poema é alimento
 
Saber-me tua dona
Seria egoismo fortuíto
Possues o estígma heterônimo
Embora este não seja teu intuíto
 
 Amor  em poesia,  tentaculado
Aspergindo amor por onde passa
És por todas amantes desejado
 
Sugeres um duetar irresistível
Poesia e música se confundem
Em teu hipnotizante verserjar inesquecível
 
****
SP, julho, 2008
 
"Minha homenagem aos poetas que, com seu romântico versejar,  hipnotizam e levam a composição  dos mais sublimes versos de amor"
Maria Luiza Bonini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

desculpa à minha poesia 

Maria Luiza Bonini

 

Desculpa à minha poesia

A te dizer, sem medos e sem brios
Neste jeito de amar em forma de magia
Provocando consciente, ternos calafrios
 
Desculpa à minha poesia
Que chega à tua casa,  sem pedir licença
Ignorando o tempo,  seja ele noite ou dia
Levando aroma de amor,  em sua essência
 
Desculpa à minha poesia
Ela é a paixão versejada em rimas
É o sentir da alma que é só minha
 
Desculpa à minha poesia
Por tudo o que tem escrito
 Desvendando segredos, que eu jamais teria dito
 
****
 
SP.09.10.09
às 3:00 h
 
"A poesia é a mais profunda e filosófica do que a história" - Aristóteles
 
 
 
 

 

 

 MIO OMBRA MAI FU

 Maria Luiza Bonini

 
Estou grávida de amor
 Fruto de um sonho que se faz sombrio
 Devo aborta-lo, apesar da dor, a sangue frio
 Ainda que sentindo todo pavor que trazem medos
Para que o mundo se desfaça em seus falsos brios
 
 
Estou grávida de amor
Gesto em meu ventre o filho do impossível
Condenado a morrer, sem direito ao derradeiro grito
Solução imposta pela vida indócil
Mesmo antes de ter nascido
 
 
Estou grávida de amor
E, tal qual,  os que transgridem regras
Em favor dos sentimentos desarticulados
Verdadeiros,  puros,  irrestritos 
Pago pelo mais cruel de todos pecados
 
 
Estou grávida de amor
Aquele,  de amar,  sem ter motivos
Sem o uso da razão,  embriagada de emoção
Neste inferno  em que mergulhei cativa 
N'um não existir de meu ilusório mundo 
 
Simplesmente calo e,
  impotente,  morro junto...
 
 
*****
 
SP. 06.10.09
 
 
 
 
 
 

 

 

Enviados em Out/2009


 
REVELAÇÃO
Maria Luiza Bonini



Se eu tivesse toda a juventude
Que o tempo implacável já levou
Entregar-te-ia em toda plenitude
A ti, que me dedicas tanto amor

Se eu tivesse toda a beleza
Que um dia existiu e se esvaiu
Entregar-te-ia com presteza
Para ser sugada por tua paixão viril

Se eu tivesse da flor o seu perfume
Entregar-te-ia com todo enlevo
Eternizaria esta lembrança que nos une

Se eu tivesse o dom da infinitude
Construiria um espaço eterno
Encerraria com muito amor a nossa solitude


27.06.08
São Paulo
Brasil



NO DIA EM QUE EU PARTIR
Maria Luiza Bonini


No dia em que eu partir haverá um certo perfume
Que exalará das rosas que tanto amei
Aquelas que me deste para alentar o meu ciume
Quando vibrando de amor te revelei

No dia em que eu partir haverá uma suave música
Que surgirá de meu derradeiro suspiro
Como um canto de um cisne a disfarçar a sua angústia
Ao retornar à sua morada partindo em solitário retiro

No dia em que eu partir haverá dor e alegria
Nas das ternas lembranças que em ti deixarei
Em toda a poesia que comigo não levarei

No dia em que eu partir haverá no céu em alegoria
Uma nova estrela que se dirigirá somente a ti
Para dizer-te: - ainda te espero, agora estou aqui

SP. 25.09.09

***

 


PRECISO ESCREVER UM POEMA
Maria Luiza Bonini

Preciso escrever um poema
Busco rimas, palavras e inspiração
Incessante procura de um tema
Sinto-me  sufocar por palavras de emoção

Rondam-me e incitam-me
Como espumas borbulhantes
De um vinho raro à espera  de ser sorvido
Expectam, ansiosas, que eu as torne
 Amantes versejantes
De um poema que sente-se
Incapaz de ainda ser dito

 

São verbos a conjugar
Adjetivos e simples substantivos
Clamando para serem ditos
Cirandando e cantando
Para serem ouvidos
E eu, aqui, inerte  
Observo e reflito

Decido o que fazer desse momento
Silencio e peço trégua
Mantenho as palavras e o que sinto
Guardadas,  silentes
Aconchegadas  em meu pensamento

 

***



 

ALFORRIA
Maria Luiza Bonini

És prisioneiro de ti mesmo
Perceba que a masmorra não é de ferro
Foi construída em volátil etéreo
Evapóra ao menor contágio
Com o calor da paixão, que te faz tão frágil
Reversível pena, em um só segundo, apenas

Diga à intrusa visão que o reclusa
Da paixão que te espera e que é tão bela
Diga dos devaneios que a tua mente presenteia
Do deslumbramento quando te imaginas
A vivenciar tua paixão
Sem mais amarras

Sem temor  e sem rancor do que deixaras
Entrega tua carta de alforria
Que a torne pública !
  Pois nada mais é  impecilho
Para que vivas, intensamente,
 Teu tão sonhado idílio

*******
SP. 10.03.08

 

 


 

 

QUE O VENTO ME TRAGA
Maria Luiza Bonini
 
Que o vento me traga a harmonia
Da tão sonhada paz entre os homens
Em forma de canção ou poesia
Noticie que exterminou-se a fome
 
Que o vento me traga a verdade
Sem máscaras e sem tropeços
Exterminando da Terra, toda a iniquidade
Que atinge os humildes se nenhum apreço
 
Que o vento me  traga a bondade
Para ser aspergida de uns aos outros
Na realidade de uma fraternidade
 
Que o vento me  traga a lucidez
Para mim e toda a humanidade
Derrotarmos de vez, toda a desigualdade
 

SP. 31.05.09

 

 



 

ODI*o à pedofilia
Maria Luiza Bonini
 
És de todas, a maior maldade
Fazes uso de anjos para teu deleite
Ingnossímel verme da sociedade
Oculto na máscara que espreita
Pronto para o covarde ataque
 
És irracional daninho repugnante
Ser que rouba da inocência
Gatuno de inescrúpulo rapinante
Desprovido de dó e complacência
Asqueiroso fétido delitante
 
És desprovido de temores
Feres sem escrúpulo o sagrado
Despertas sensações de horrores
Por sacrilégios com ares recatados
Pária imperdoável de atos devastadores

 
******

SP.05.05.09
19:51

 



 

CONJUGANDO SENTIR NO PASSADO
MARIA LUIZA BONINI

EU SENTI minh' alma anelada à tua
quando tudo o mais se fez deserto
noites e madrugadas, numa solidão soturna
alegrava-me, só de saber que estavas perto

 
TU SENTISTE o amor, que de mim exalava
num aroma suave de carinho e ternura                       
nos gestos em que eu te impregnava
como a cópula em sua semeadura

 
ELE SENTIU-se à margem e preterido
aquele que, devaneios, per si, criara
imbuído de uma vingança torpe, o inimigo
provou que realmente, jamais amara

NÓS SENTIMOS que era chegada a hora
ao rompermos nossos laços, cedi e calei
quão difícil esperado momento, então, se torna
de adeus em adeus, a Deus roguei

 
VÓS SENTISTES que nos poderiam causar danos
pleiade daninha de amor,  carentes
arquitetaram planos e executaram, sem enganos
diabólicos, possuidos pela ira dos dementes

 
ELES SENTIRAM o sabor de uma vitória amarga
num profundo desamor, lutaram sem dar tréguas
a eles ofereço meu perdão, por tanta farsa
permanecerei longe de tudo, a distantes léguas
 

                                

Junho, 2009

                                


QUANDO EU CHEGAR
 
Quando eu chegar, o sol estará a pino
Do ar, sentirás um refrigério
Será lilás, a luz que te ilumina
Terás a leveza de um sentir etéreo
 
Quando eu chegar, os sons se farão suaves
De uma música em plena harmonia
Sentirás um deleite flutuável
Terás a plenitude de toda a fantasia
 
Quando eu chegar,  a água se fará cristalina
Numa chuva que o levará ao êxtase
Como um levitar sobre as colinas
 
Quando eu  chegar,  tudo se fará magia
Adentrarei no âmago de teu cerne
E tudo o mais se fará poesia
 

Maria Luiza Bonini
SP. 31.05.09