Rivkah

Fiz Ciências Sociais, mas gosto mesmo do Estudo Hermético, onde busquei conhecimentos no Bawashakrah, Arquiômetro, Kabalah e em várias Lojas Filosóficas.

Fiz Curso de Linguagem Javascrip, VBS, PSP. Sou Webmaster e Art Designer

Pertenço à Academia Virtual Brasileira de Letras - AVBL e Autores Nota 10.

Três livros virtuais:  Semeando a Paz - Areia e Lágrima - Nossos Caminhos.




UM DIA
 
Um dia,
sorrirei por sorrir.
A alegria não terá nada a ver.
Simplesmente
olharei nos olhos do mundo
e de mim
não haverá cobrança das ilusões,
não aguardarei hora nem minuto
e por minhas decepções
não terei nada a dizer..
 
Um dia,
meu sonho será tão grande
que não me importarei
se deixou de ir adiante
como imaginei viver.
Ah.. um dia,
não sei se serei só espírito,
mas não haverá
mais indignação nem grito
e de onde habitar,
sorrirei p'ra vocês!
 
rivkahcohen

 




SOU PÁSSARO

Sou pássaro que venho de longe,
meio ferido, meio esgotado,
com o que nos céus voa e é cruzado
e o estadalhar não se esconde..

Meio franzino, meio baleado,
mas nem pensem que me sinto sozinho,
uma Ave Mãe
tem sempre me acompanhado.

Não junto a mim,
de forma estampada,
mas dentro, aqui,
óh Mãe amada!

Sou pássaro, por aqui, estranho,
pouco me ouvem cantar
e só precisando
é que volto a voar!!

 



 

QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer,
refarei o caminho das pontes,
assistirei com calma
o sol se apagar no horizonte,
procurarei
meu espírito, minh'alma
e ver em qual praia
deixei..

Quando morrer,
vou feliz,
vou sem medo,
não tive duas medidas, dois pesos,
tanto vi face alegre, como abatida,
abracei,
levei a meu peito,
me doei!

Quando morrer,
não espero sair voando,
minha consciência me diz que não fui anjo
e não preciso da ciência pra compreender!

Mas refarei o caminho das pontes,
assistirei com calma
o sol se apagar no horizonte
e com ele,
eu..

 




Desculpe

Desculpe
os que desejavam me abraçar,
foi mal
aos que franziam o rosto
para me alvejar,
mas vou -
não por gosto -
dizem assim: "até acolá"!
Por mim fico aqui
para receber o abraço,
pegar o inimigo no contra-passo,
é meu jeito, sou assim,
como mudar?!

Vou logo ali, adiante,
onde meu olhar
até sem querer, abrange,
mas como podem notar,
minha mala nem é tão grande!!
Portanto amigos
Ciao,
Lehitraót,
Até já!

 



 

 

NINGUEM SABE..
 
Vamos indo,
muitas vezes chorando,
poucas,
muito poucas sorrindo,
mas vamos arrastando
nossa crença por vários caminhos..
 

Uns
encontramos a porta fechada,
outros,
ficamos de mão dadas
até que a tempestade nos leva
e outros caminhos nos abre
e como loucos
sem receber pedras
vamos,
para onde
é que ninguem sabe..

 

 

Altíssimo!

Como, Altíssimo,

Rompeste

a grossa camada da vida

e pintaste um sorriso

no rosto triste

dessa menina?

Quais

os ventos enviados

que fizeram círculos

e mais círculos

cacheando

seu cabelos dourados

deixando-os tão bonitos?

Com que Força,

Senhor,

Arrancaste

um pedaço dos céus

e colocaste

nos olhos dela

e ao mirá-la, ouça

a canção mais bela

do Maior dos Menestréis?

Meu PAI,

Dê-me a certeza

que a alegria

não morava nos dias

que ficaram para trás!

Apesar de crescida

não tendo

nada mais de criança,

peço-Lhe

PAZ

FELICIDADE

e

ESPERANÇA...

 

 

Guarida


Sei
que nessas horas sem alegrias,
tudo some,
mas
é próprio do bicho-homem
fugir de problemas.
Só não espere
que eu vá embora,
sou de buscar amigo
em campo de guerra
e mesmo que chegue
lanhada, ferida,
pode esperar!
Afinal,
esse é meu lema.
Ah...
se visses meus olhos agora..
Terias a certeza
de um abrigo,
um lugar para pousar.
Verias a firmeza
de um ponto de partida,
de onde impulsionar

Apesar
de tudo escuro,
em algum momento
há de clarear.
E quando
já estiver cansado
das aprontadas
da vida
e precisar de um alento,
onde descansar,
lembra aqui tens guarida
e é só voltar,
mas olha,
vê se volta logo
porque a saudade
já começou a machucar...

 

 

Se duvidar, PREFIRO!


Foram tantos aborrecimentos!
Doeu tão profundo!
Tantas lembranças vieram ao mesmo tempo
que quase me despeço desse mundo!
Tentei tirar
o que jogaram lá dentro,
drenar
o veneno imundo
mas qual vírus peçonhento
foi contaminando tudo..
Cheguei a fazer uma fenda,
um rasgo bem profundo,
mas seus tentáculos ou melenas
me prendiam nesse mundo!

Hoje, com certeza lhe digo,
a palabra lançada
de forma doentiamente pensada
é pior que projétil inimigo!
Arrebenta, sangra, esgarça
em todas as direções e sentidos!

Envie-me uma granada!
Direcione contra mim, um míssil!
Minhas partes pelo chão espalhadas,
Se duvidar, PREFIRO!

 


...me perdoa!

Hoje eu queria
que alguém tivesse pressa
para dar uma notícia boa.
Que viesse correndo
com riso no rosto
e nos cabelos, o vento.
Queria
ver brilho
nos olhos das pessoas.
Queria
ver vidas
saindo das reticências,
se posicionando no parágrafo,
dando ênfase a um fato.
Não!
Não me perguntem o porquê,
mas hoje..
hoje estou com essa urgência!
Queria
ver mãos
desenterrando o Valor.
Retirando lá debaixo
a Sinceridade,
a Amizade,
o Sentimento puro,
o Amor!
Você que está lendo,
me perdoa,
mas hoje estava querendo
essa notícia boa
e aguardei por você...

 

 

Muitas e muitas vidas
 
Quando o olhar se perde
é porque fomos 
            com nossos sonhos
e nada interfere
            onde nós estamos.
Quanto mais visionário,
mais não paramos 
                 em nenhum lugar.
Se pudéssemos
                nos dividíamos,
vários caminhos seguíamos,
tal a vontade de realizar,
de ver chegar..
Quantos momentos
dizias-me te fitar
mas só meu corpo 
estava presente, posso te afirmar,
pois quando me solto, fica absorto 
o meu olhar.
Sorrio e não é de algo daqui,
mas do que fui me lembrar.
Me perguntas
se todo poeta é um louco!
É o que ousam falar,
na verdade 
temos muitas vidas,
umas que sonhamos 
e outras que insistimos despertar,
por isso digo que é mentira 
quando ouço falar
que um poeta está morto.
Até se apagarem todas as vidas,
muito vão se lembrar
dessa alma incompreendida
que tenta deixar
um mundo de alegria
aos que ainda vão chegar...

 

 

CAMINHADA
 
 
Caminhar não é só estar ao lado
É comungar
É ser alado
para voar se precisar.
 
Não é só estar presente
e ter a mão pronta para ajudar
 
Caminhar
é o amparar
em todos os momentos
principalmente
quando entra o sofrimento
para um dos lados.
 
Caminhar
é tão difícil
que já se vê com muito sacrifício
alguém de braços dados.
 
Caminhar...
É não só ver
 seu machucado
É doer em você
o que dói no ser amado.
 
Caminhar...
É saber entender
É saber amar
É saber ceder
 
Caminhar
É saber 
que um dia contei 
e sempre contarei
com você.

 

Perdão, eu me esqueci...!
 
Pediram-me para falar de Paz,
mas meus olhos não estavam em ti!
Não vi o sol incidindo sobre os galhos
e só me lembrei das almas em frangalhos
 que estão longe daqui!
 
Perdão, mas me esqueci
dessa luminosidade,
me esqueci do sol e seus raios
e ao falar, omiti!
Minha memória percorreu
lugares que muito doeu
e não se lembrou de ti!
 
Flor, tu que és testemunha
de quanto D'us
 com o homem comunga
e eu me esqueci!
 
Perdoe a minha ignorância,
essa estúpida falta de lembrança,
mas a Paz existe
e foi te olhando que percebi!

 


Dor exposta
 
Minha dor,
deixo-a exposta..
Pode ser 
que algum desavisado
por pura falta de amor,
por nunca ter sido amado
a queira aumentar,
recrudescer, 
não importa!
Deixo-a no vento,
quarando os momentos
difíceis de soltar..
Tantas guerras,
tanta labuta
que dentro de mim,
não enxuga,
nem vejo amainar.
Precisa ser assim,
colocada lá fora
mesmo 
que a queiram diminuir,
denegrir, ridicularizar.
Corro o risco
porque preciso. 
Ela me entala, me enforca
enclausurada em mim,
já não tem como ficar!

Bronze e Prata 

Quem falou
que o bronze
e a prata não combinam
Não sabe nada de amor,
Não entende de alquimia!
 
Liga de realeza
e magia
Ela na delicadeza
Ele na ousadia
 
Quem lhe assegurou
Desconhecia!
 
Olhe as peças antigas,
Não as de hoje em dia...
Eram arrojadas
e não se desprendiam
 
Ele no centro, 
por ser mais forte
Ela o enlaçava
a parte do contorno
era ela que fazia
 
Até hoje
em escavações são encontrados
objetos que antes reluziam
mas desses eternos namorados
a liga permanecia
 
O que adornava a mulher amada
Só os antigos é que sabiam!

Lua /Yareach


Lua que a tantos encanta
És tão triste, tão solitária...!
Os únicos a te fazerem companhia
são de longe as estrelas
e os que estão com suas amadas.
 
Um dia... lua, te vi chorar!
Deixaste uma lágrima escorrer...
Vi também quem pegou aquela gota rara
Alguém que está muito distante
que conseguiu este feito
Estava tão triste, tão triste
que a colheu
 como quem colhe um orvalho
e agasalhou-a bem dentro do seu peito.

Duplo Silêncio




Quando o corpo cansado dá-se por vencido
É porque já não quer mais ser ferido
Não aguenta mais combates
Soube o gosto da vitória
já teve que aceitar o empate
mas diante do acto indecoroso da traição
se viu sujo e foi ao chão.

TOMBA UM AMIGO...

Ficarás na história
dos que lutaram contigo
dos que tu deste abrigo
dos que estendeste a mão

Olho p'ra mim
Com o olhar perdido num dia
que quiseste me ajudar
e eu disse: Não!

Que petulância a minha
Como pude ser tão mesquinha
que não te respondi com gratidão!

Agora é tarde
já partiu
o meu irmão!

Diante do teu descanso
Talvez vingue teu sangue
Talvez a vida também me engane
e faça um duplo silêncio

Só eu sei!


Chegou aqui um anjo caído
Chegou chorando, sofrido
Feridas e mais feridas, 
mal conseguia falar! 
Olhos fechados... 
Alguém que se recusa a olhar
Como se a vida
fosse uma sucessão de fases sofridas
e não quisesse mais lutar
Dei-lhe amor, dei guarida
mostrei que podia acreditar. 
Que sempre existe um outro lado
por mais que esteja subjugado. 
Hoje... vejo que está mudado, 
em seus olhos, sinto o despertar
não tem mais o olhar assustado
de quem, a vida, só soube machucar. 
Olha p'ra mim meio encabulado
como se quisesse me pagar
pelos meus carinhos, pelos cuidados. 
Por favor...! 
Aqui não existe o toma lá e dá cá! 
Aqui existe o amor! 
Mas ele não entende minha língua
e não sei como lhe explicar! 
Sinto que quando estou muda
e ele está calado
a gente consegue se comunicar
mas amor é língua
que todos aprendem a falar 
e ele também aprenderá
ao saber que é amado
Ah... vida! 
A senhora foi má, foi ferina
e por isso carinho eu dei
porque do jeito aqui chegou, 
Só eu sei!

"MULIER"

Eternamente a renascer qual fenix
Hoje de novo sou viajor terrenus
E como Arthemis rediviva, qual Polux
E Castor, me vi presa em Gêmeos
 
E vou cumprindo, com vigor de Zeus
Destinum meum, de antemão electum
Pois essa busca sem fim que leva a D'us
É o começo e o fim, é o nihil e o totum
 
Pois a meta é o ser completus
É subir, subir, e, finalmente ascensus
Alcançar os limites do Universus
Se limites houver, se limites tiver esse processus.