Susana Custódio

Recanto das Letras

e-book: SENTIMENTOS PROFUNDOS

http://erasmodeoliveira.wordpress.com

SUSANA CUSTÓDIO nasceu em Lisboa em Maio de 1949, reside em Sintra desde os 18 anos.
A ausência de carinhos e afectos por parte de um dos progenitores levou-a desde muito cedo (aos 14 anos) a escrever alguns “rabiscos” a que ela chama “ESTADOS DE ALMA”.
Estudou em Lisboa e em Londres, mais tarde viajou para África mais propriamente Moçambique, País pelo qual viria a ter uma “Grande Paixão” que ainda hoje perdura.
Aos 27 anos ganhou um prémio de literatura oferecido pelo Inspector Varatojo na RTP, ao escrever um conto inédito sobre a grande escritora inglesa de ficção policial AGATHA CHRISTIE.
Tem vários poemas escritos e alguns contos.

 

 
 
 
 
 
 

ODE PARA JOAQUIM EVÓNIO

  

Teus gestos são sinais de liberdade

Envoltos em força, mestria e saber

Transpiras de emoção e verdade

És eterno Amigo do querer viver

 

Com a tua amizade nos delicias

Sabes ser amigo em todas as horas

Presenteias-nos com as notícias

És para todos a nossa aurora

 

Nesse gracioso espaço de tantos artistas

Animado, muitos companheiros conquistas

Regalo é para nós a Varanda das Estrelícias

 

Lugar onde habitamos como carriças

À bolina por todos os Continentes

Feliz Aniversário! Cantamos com vozes potentes

 
 
 
 
  Autores:

Luis da Mota Filipe

&
Susana Custódio
 
 

 

 


Nós dois – Poemeto

 

Por oceanos de verdes águas
Navegamos à bolina do esquecimento
Lá longe no cais deixámos as mágoas
Agora buscamos a paz tão apetecida
 

 

Susana Custódio
Sintra – 10 de Julho de 2010

 

 

 

 

A ÚLTIMA ROSA ( Poetrix)

 

Era branca como a neve
E o meu coração triste gemeu
Ao deixá-la junto ao teu corpo frio

 

Susana Custódio
2 de Setembro de 2010

 

 

 

 


LETRAS – (Ciranda Da Clara de Sousa)

 

Letras…
Somente o que resta
Do sentimento que nos tomou
Naquele Verão que há muito findou

 

Susana Custódio
Sintra – 4 de Agosto de 2010

 

 

 

 

 

Enviados em Set/2010

 

 
 
Luis da Mota Filipe
Portugal - Sintra - 7 de Agosto de 2010

Sintra - Vila de Montelavar está em festa!!! 

 

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/2423364

 

 

 

 

 

 

 

ODE PARA O LUIS DA MOTA FILIPE

 

 

 

“ Se fosses uma ave, serias uma Gaivota “

 

  

A nossa querida Lisboa viu-te nascer

Ali deste o primo grito para o mundo

Entretanto para Montelavar foste viver

De menino tornaste-te um jovem fecundo

 

Da bela Vila de Sintra bebeste os ares

Entre paisagens e palácios de encantar

Nas praias daqui divagaste por mares

À bolina da tua voz nos fazes navegar

 

Junto ao mar a tua alma esvoaça

Qual gaivota livre endoidecida

Buscando o teu rumo com graça

 

A mesma com que escreves poemas

Essa mestria em ti, destemida

Qual orquestra que reges sem dilemas

 

Autora: Susana Custódio

 

Portugal - Sintra - 7 de Agosto de 2010

 

Meu amigo
Desejo-te um dia maravilhoso!!!
 
 
 
Formatado por: Susana Custódio
 
       

          

 

 

 


ESSA BOCA __ CIRANDA DA MAYSA

 

Essa boca por mim clama
Ela na minha é a chama
Acesa desta paixão
Que queima,
E que tão bem ama
Em beijos ardentes
Com que vai tatuando
Todo meu corpo
Ah! Essa boca
Que me deixa assim louca
Me faz pelo espaço viajar
E ao Mundo gritar já em voz rouca,
Só quero essa a boca a me beijar

 

 Susana Custódio

 

 

 

 


Poetrix

Nas entrelinhas do poema – (Ciranda da Clara de Sousa)

 

Estão os sons das palavras
Impostas pela emoção
E que a razão não permitiu dizer

 

Susana Custódio

 

 

 

 

          

Na tristeza de uma alma (Poetrix)

 

Fios de luz rodeavam meu ser

De uma alma solitária

Ignorada triste sem rumo.

 

 

Pedro Valdoy

29 de Novembro de 2009

 

***************

 Na minha alma triste

(subliminar)

 

Fios amarelos e gastos

De mim escorriam na

Luz da tua voz, os teus olhos

Rodeavam as cercanias do

Meu coração magoado, que passou a

Ser o alvo das desilusões e

De tanta mentira torpe, hoje sou

Uma pessoa traída, tenho a

Alma rasgada, sofrida, perdida,

Solitária, e dos meus próprios sonhos

Ignorada, agora jazo na terra molhada

Triste, sozinha,

Sem norte, sem

Rumo, esperando somente a morte

 

 

Susana Custódio

 

29 de Novembro de 2009

 

 

Formatação: Susana Custódio

 

 

 

 

 

 

Enviados em Ago/2010

 


Perdoa-me, amor

    (em anadiplose) 

Susana Custódio

   

Foram tempos muito lindos,

Muito lindos os tempos que juntos nos amámos;

Juntos nos amámos em completa loucura,

Em completa loucura, vivemos a nossa paixão...

 

Vivemos a nossa paixão como a fúria de um vulcão,

Como a fúria do vulcão que expeliu a lava,

A lava esfriou e transformou-se em pedras,

Em pedras, se tornou o meu coração...

 

O meu coração, agora, está frio

Acabou-se a emoção, perdoa-me, amor!

Amor, perdoa-me por não arder em mim a chama,

Em mim a chama se apagou,

Perdoa-me, amor!

 

 

 

PortugalSintra – 24 de Novembro de 2009

 

Sem perdão

   (em anadiplose)

 

 Edson Gonçalves Ferreira

 

 

 

Tu eras pedra e não pérola,

Por ser humano demais, confesso, não vi pedra.

Sem o fogo do meu amor, não és mais perola, não brilhas mais...

Tu eras pedra e desperdicei perfumes contigo.

Era pedra e não pérola, e mil pés e mãos morriam por um gesto meu,

Perdi finas sedas contigo,

E milhares de corpos esperam, aflitos, ó pedra maldita!

O toque vigoroso do meu...

Fui sacrílego, entregando-me a ti, eras pedra e não pérola.

Nem Judas és, nem nome tens,

Nem o nome de qualquer pedra,

Essa digna é, mesmo não sendo pérola,

Calça uma casa, um muro,

E tu não serves para nada, não és pedra nem pérola.

És o que Deus esqueceu e o que, imprudente, tentei criar.

 

 Do poema "Sem Adeus", de Edson Gonçalves Ferreira, publicado no livro "Beija-me em Paz", em 1987).

http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1932820

 

Brasil - Divinópolis, 24 de Novembro de 2009
 
Perdoa-me amor
(Em Anadiplose)
 
Pelos lírios do campo meio perdido
meio perdido sentia-me só triste
só triste por te ter esquecido
ter esquecido numa noite
numa noite coberto de sombras
coberto de sombras por aquilo que não via
que não via porque pensava noutra
pensava noutra por uma belesa falsa
belesa falsa por estar cego
por estar cego e tonto mas despertei novamente
derpertei novamente somente para ti.
 
Pedro Valdoy
 
Novembro 2009

 

 

 


 

Voltei ao Ribatejo
Susana Custódio


 

Que beleza é montar um lusitano

Um puro sangue Alter de nobre porte

Com a leveza da espora a dar-lhe o norte

Dar-lhe o calor do amor de um ser humano

 

Como é bela a Lezíria assim vivida

Nas margens desse tempo adocicado

Correr pelo Ribatejo engalanado

À cadência do trote desta vida

 

Há cheiros de torricado pelo ar

Que bons são esses dons para cheirar

São aromas da vida dos campinos

 

Há casarios branquinhos a brilhar

Coloridos fandangos a vibrar

E há fé nas igrejas e nos sinos

 

Poema in " Sentimentos Profundos "

 

 

 

 

 




A seta

(Susana Custódio)

 

Vieste até mim e pousaste, terno
Ouvi-te então confessar, dengoso
Que o teu amor por mim seria eterno
E o selaste com um beijo gostoso


Nesse instante foste o Cupido
Como ele encarnavas o amor e a paixão
E o meu coração logo foi atingido
Mesmo em cheio pelo teu aguilhão

Serviste-te do arco lançando uma seta
No Olimpo, Vénus e Marte de mim tiveram dó
Sanares a minha ferida, não era a tua meta


Sou de ti a vítima, mas já não vivo só
Pois, tal como aconteceu a Psiquê
Vivo agora no teu palácio e sei porquê

 

 

 

Portugal - Sintra, 14 de Fevereiro de 2010 

 

Fundo musical " En Aranjuez con tu amor "

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enviados em Julho/2010

 


 

 

 

ODE PARA 

 Edson Gonçalves Ferreira

 

“ Se Fosses um pássaro, serias um…

 

 

 

Meu querido poeta pardal

Praticamente passou um ano

Que te conheci aqui em Portugal

Depois de teres cruzado o oceano

 

Aqui passámos belos momentos

Tão bem descritos no poema Imperial

Desse tempo restam belos sentimentos

Contigo o convívio foi muito especial

 

Que mais posso contar desta aventura

A não ser a saudade que me invade

Do amigo que és e da tua ternura

 

Por isso meu querido confrade

É imperioso e necessário

Que te deseje um feliz aniversário

 

 

Com muitos amigos

Também tem 2 salas de festas aqui

http://recantodasletras.uol.com.br/mensagensdeaniversario/2312816

 
 
 
Com votos de um dia maravilhoso
Sua amiga
 
 
PORTUGAL - SINTRA - 11 DE JUNHO DE 2010
 
Fundo musical: " Parabéns pra você "



 

 


Mulheres comuns

de Edson Gonçalves Ferreira
para Susana Custódio

Quão belo é um bouquet de flores
Nele existem: rosas, orquídeas, margaridas, violetas, damas-da-noite
A profusão de odores e de formas encanta
E quanto mais diferente são mais belas se tornam
Separadas cada uma tem o seu encanto
E são tão naturais como o respirar ofegante de quem as contempla, apaixonado
Deus e suas criações felizes
Assim são as mulheres que encantam os nossos dias
Simples como uma margarida, delicadas como uma violeta e esplendorosa como uma rosa
Mais que isso só no Paraiso.


Divinópolis, 04.06.2010

 

 

 



Tristeza

(Susana Custódio)

Esta tristeza que rói e que definha!
 É como fogo que arde e me consome,
É como querer comer e não ter fome!
Ela é a dor que ao coração se aninha

Quisera eu qu’ela não fosse minha,
Quisera enjeitá-la e esperar
Que ao menos me deixasse descansar
Que me deixasse enfim, ficar sozinha...

Sozinha com a saudade de outra boca
Que há muito tempo me deixava louca
Arrancando-me a alma p’lo caminho

Com o desespero de uma dor tão forte,
Que me vai sufocando até à morte
Toda a má sorte daquele descaminho

 

 Portugal – Sintra – 1978



 


Quero confessar! S. João

Meu querido São João
Nesta noite de arraial
Deixa entrar no coração
Um amor especial
Canto-te esta canção
Para te alegrar meu santinho
No entanto chamo a tua atenção
Por favor não me envies um diabinho

 

Susana Custódio

01 de Junho de 2010



 


SURICATAS TOCAM MÚSICA PARA O PEDRINHO ORTEGA


As suricatas são simpáticas
Têm um ar meiguinho
São astutas, sem preguiça
Sempre alerta, vigiam o Pedrinho

Com elas sempre por perto
Está tudo muito sossegado
Aqui estão a tocar música
No dia do seu aniversário

Venha ao mundo imaginário
Onde se brinca com alegria
Dançar com as suricatas
Neste mundo de fantasia

 

Susana Custódio

Portugal – Sintra – 11 de Novembro de 2009



 

 

Enviados em Junho/2010

 
  

 

NUM LUGAR CHAMADO PARAISO (Poetrix)

Abro as minhas mãos para as estrelas
Há asas de esperança em mim
Luz cravada na alma

 

De: Susana Custódio

http://recantodasletras.uol.com.br/sonetos/1992457

 

 

 

 

NUM LUGAR CHAMADO PARAISO  

 

Poema Sublimado

 

por

 

(Luis da Mota Filipe)

 

Abro meu ser à grandiosidade da plenitude
As vezes sem conta que desmedido me entrego à magia
Minhas preces voam teimosamente em busca do infinito
Mãos erguidas esquecem dores e cansaços
Para numa ânsia chegarem mais além
As vontades são mais fortes, mais velozes
Estrelas me aguardam lá no céu do mistério
Há em mim a liberdade rebelde
Asas mil de multicores
De tons pintados pela suavidade do vento
Esperança…companheira, amiga, irmã
Em permanente morada de …
Mim! Ontem, hoje e sempre
Luz que em mim acendes alento
Cravada ficarás assim
No meu ser autentico
Alma minha que solta…esvoaça e perdura no tempo.

 
 
 
Sintra - 9 de Maio de 2010
 

Fundo musical: “ No final do Arco-íris – Tema da mesma canção de Marina Mota”

 

Formatação: Susana Custódio

 
 
 
 

Dia 2 de Maio de 2010
 

 

 

ENCÓMIO À MINHA MÃE

  

(Susana Custódio)

 

 

Mãe minha amiga e companheira,

Professora do meu difícil caminhar,

Frágil vigor sem mostrar canseira,

Soubeste bem ensinar o verbo amar!

 

Noites longas sempre à cabeceira,

Tendo esta débil saúde para zelar,

Cuidados mil! A melhor enfermeira,

A tua grande vitória foi me salvar!

 

Presto da minha vida partiste!

Eu, de olhar imenso, vago e triste…

Sozinha fiz as jornadas da mocidade,

 

Vês o amor que habita em mim?

Vagueio só, na lembrança do teu jardim

E nele habito quando a saudade invade

 
Poema dedicado à minha mãe
 
 
Fundo musical: Handel " Gloria in Excelsis Deo "
 
Portugal - Sintra - 02 de Maio de 2010
 
Formatação: Susana Custódio
 
 

 
 

Enviados em Maio/2010




Dia 19 de Março - Dia do pai

FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS AMIGOS

Amor que não morre 

(Susana Custódio)  

 

A Primavera da minha infância
És tu meu grande e único amor
Alegre, cuidavas desta criança
Enchendo os dias frios de calor

De mão dada minuías a distância
Com beijos mitigavas a ânsia
Dos desamores foste domador
Matando-me os medos com ardor

Pai! Meu único amor, meu querido
Que saudades sinto do teu regaço
Em noites de trovoada o forte abraço

 Na tua voz encontrava a calma
Ah! Como te sinto em minh’alma!...
Na lembrança! O nosso amor vivido…

 

Portugal - Sintra, 19 de Março de 2010

Formatação: Susana Custódio


 


A Felicidade

Linda, como cristais de raios azuis-doirados
Leves, plenos de pureza,
Enriquecendo os nossos momentos,
Invadindo o nosso quotidiano,
Esse fausto com que sonhamos,
Todos a queremos na nossa vida,
Está realmente ao nosso alcance
Existe onde a pomos, e por insatisfação
Geralmente nunca a pomos
Onde estamos…

 

Susana Custódio



 

 





AH! O AMOR

Sempre despertou o meu desejo
Esperado por mim a cada alvorada
Na minha alma já nascida apaixonada
Em tudo o que me rodeia o vejo

 

Esperei encontrá-lo em meu caminho
O meu coração seria o seu ninho
Queria degustá-lo como um bom vinho
Nos seus braços sentir-me aconchegada

Chegou! Em mim se instalou como furacão
Numa louca e desenfreada paixão
Ocupou todo o meu corpo e coração

 

Ah! O amor foi para ele que nasci
É ele o meu verdadeiro alimento
Morrerei de fome…porque o perdi…



Susana Custódio


 

 

Enviados em Abril/2010

 



A TODAS AS AMIGAS
FELIZ DIA DAS MULHERES

Sou Mulher
 

 
Tenho a essência meiga e delicada da flor
Sou fera para proteger todos os meus amores
Posso também ser dura como uma rocha
Consigo iluminar o deserto com uma tocha
Carrego comigo a alegria e o sorriso
Vou buscar forças onde for preciso
Mesmo quando me apetece gritar
Deixo no meu peito o amor morar
Sou capaz de chorar quando estou feliz
Pois do amor sou a imperatriz
E de cantar só para não chorar
Mesmo quando alguém me quer magoar
Pareço fraca e sei que sou forte
Pois só me deterei perante a morte
Derramando alegria
Eu também sou poesia
O meu amor é incondicional
Eu sou tudo isto e muito especial
Pois eu sou mulher!!!

 

Susana Custódio

Portugal - Sintra, 07 de Março de 2010

 

 


T1491458

Recanto da Letras

       
 
 
 
           
 
       
 




TANGO

Na noite pejada de magia
Os dois rodopiando no salão
Os olhos sorrindo d’alegria
Transmitíamos pura emoção
Enlaçados com elegância
Em compasso de dois por quatro
Das tuas mãos o meu corpo pendia
Espargindo do amor a fragrância
Por todo aquele anfiteatro
Os aplausos foram-se propagando
Já da noite despontava o dia
E após o ultimo passo condutor
A vénia em plena sedução
Não era ser somente um tango
No leito continuaríamos
A performance do nosso amor

 

Susana Custódio


 



 

NASCIDA PARA SER LIVRE

Viagem longínqua e atribulada
Quando cheguei, o espectáculo de sempre
A baía da Lunga, com as suas águas serenas
Bordejada de lindas palmeiras
E exóticas verduras mais rasteiras
Depois daquele pôr-do-sol extraordinário
O rotineiro jogo da canasta
Na casa do Chefe de Posto!
Lá estavas tu tão bonita, tão pequenina
Os meus olhos postos em ti estavam
Queria segurar-te nos meus braços
Acariciar-te e beijar-te
Parecias tão desprotegida
Decidi de imediato trazer-te comigo
Seria eu a mãe que tinhas perdido
Já em casa, era delicioso alimentar-te
Naquela minha juventude
Eras a minha filha
Crescias a olhos vistos, e resolvi
Fazer como no filme que tinha visto
Dar-te um nome…e dei!
Serias a minha Elsa querida
Seis meses se passaram, e eu
Só tinha arranhões nos meus braços
E nas minhas mãos…
Mas amava-te muito.
Depois já não podia contigo
Tive de tomar uma decisão
Devolver-te minha querida
Aos teus…à tua vida
Lá na selva esperei e deixei
Que os teus te viessem buscar
Olhaste para mim e caminhaste em frente
Eu com as lágrimas a correrem face abaixo
Ainda me voltei para trás
Um grito saiu da minha garganta
Elsa…meu amor; sê feliz!
Tinha de ser assim
Tal como no filme “Born free”
Tu nasceste para ser livre
Dei-te a liberdade
E até hoje o meu coração ficou preso a ti!



 



SE A VIDA É UMA BATALHA  (POETRIX)

 

De tanto ter pelejado
Então as minhas cicatrizes interiores
São medalhas de coragem e amor

 

Susana Custódio



 

 

Enviados em Mar/2010

 


 

COMEÇAR TUDO OUTRA VEZ

 

Como bruma pelas ruas vagueio
São ais de memórias a caírem do peito
O nosso grande amor ficou a meio
Tu foste e todavia serás o meu eleito
 

Ah! Aquela manhã como a odeio…
De ti recordações deitado no último leito
Tanta a vontade de te apertar ao meu seio
Eternamente este coração chorará desfeito

Seguirei adjacente com a minha tristeza
Na memória levo este amor, com a certeza
De num lugar etéreo, outra galáxia talvez…

Onde um dia semeámos a promessa
Aí nesse lugar que é só nosso, e sem pressa
- Iremos começar tudo outra vez!...

 

Susana Custódio

Fevereiro de 2009



 


 

EU TENHO MEDO

(Susana Custódio)

Leve, levemente
Oiço chamar por mim
“Não é gente, certamente”
Só o amor chama assim
Em sussurros nesta cadência
Com perfumes de jasmim
E chama assim perdidamente
Que me põe em frenesim

Renego ouvir este piedoso chamar
“O amor é um fogo que arde sem se ver”
Temo nesse fogo me queimar
O meu coração não quer voltar a sofrer
Mas ele chega manso, como que a acariciar
Teima, teima no meu coração escavar
Sinto-me sem norte, à espera de morrer
E sei que lá no infinito me espera em algum lugar

 

Portugal – Sintra – 09 de Outubro de 2009

 

 


 

 

CIRANDA DO CARNAVAL – (Para o Recanto das Letras)

 

São três dias de pura alegria
Livres vamos todos sambar
Em tudo o que vemos há magia
Admirar os lindos carros em alegoria
Pois esta festa é toda de fantasia
Com disfarces de encantar
Serpentinas e confetis de várias cores
Onde todos somos dançarinos e cantores
Por detrás de cada máscara
Talvez uma tristeza disfarçada
Um Pierrot buscando a sua Columbina amada
Esqueçamos a tristeza pois agora é Carnaval
Vamos todos dançar e brincar
Nesta festa ancestral!!!

 

Susana Custódio

Fevereiro de 2010

 

 

Enviados em Fev/2010

 


DOCE REENCONTRO
(OUT OF AFRICA)

 

Ali estava eu olhando quem passava
De repente apareceste diante dos meus olhos
Algo me fez um doce recordar
Via aquelas vastas planícies,
Culturas de sisal, algodoeiro, cafezal
Velhos ibondeiros, frondosas mangueiras
O cheiro quente emanado das terras vermelhas
Aquele sol escaldante,
De repente as chuvas quentes
Raios de luz desenhando no céu
O meu medo das enormes trovoadas
O cheiro emanado daquelas
Terras molhadas…
Tantos e tantos anos se passaram
Eu era o teu amor e tu eras o meu.
Perdemo-nos no meio da confusão
Tantos foram os anos desencontrados
Mas não foram em vão
Neste momento foram reencontrados
Agora tu já com os cabelos
Iguais a raios de luar cor de prata
Nos atirámos nos braços um do outro
Estaríamos a sonhar?
- Deixa-me olhar-te -, dizia eu…-
- Quero olhar-te -, dizias tu…-
Num abraço apertado de amor antigo
Beijo molhado imenso…!
Pleno de amor d’outrora e de hoje
Eu, feliz abraçada na tua alta e esbelta figura
Jurámos nunca mais nos separar
Já não há guerra que mal nos possa causar
Vamos viver e satisfazer
Esta paixão há tantos anos desencadeada
Misturados nos odores e nas cores
Da nossa África encantada

 

SUSANA CUSTÓDIO

(02-2008)

 

 



A TI, LENA

Nesta tua precoce partida

Estamos aqui reunidos

Nossa querida amiga.

Helena, foste colega e companheira

A alegria que naquele espaço de trabalho

Muito bem sabias transformar em brincadeira

Agora que partiste

Vimos todos nós nesta singela poesia

Dizer com muita nostalgia e saudade

Sempre por nós serás recordada!

Nesta nossa irmandade!

É este o nosso adeus!

Adeus! Querida colega e amiga

É esta a nossa homenagem de despedida

Repousa em paz! Estaremos sempre contigo!


****************


05 de Janeiro de 2008

Susana Custódio

 

 

 

E AS CHUVAS VIERAM (Poetrix)

Alagando as ruas

Correndo velozes qual rio

Deixaram lamentos na foz do meu coração

 

Susana Custódio

 

 

Enviados em Jan/2010

 

Para todos os meus amigos
com votos de
FELIZ NATAL!!!
Cliquem no link, espero que gostem
 
 
Beijinhos

 

 

 

 

(ESCRAVATURA DE MENINOS NO GANA)

INFÂNCIA ROUBADA (Indriso)

Traficados para trabalharem na pesca
Mergulham no mar catorze horas por dia
Morrem de exaustão! Os Homens deste planeta onde estão?

 

No Gana não há direito a ser criança
Os meninos são vendidos pelos pais e traficados pelos demais
Sem brinquedos, escolas e afectos…São crianças de infância roubada

 

                                            O Natal é quando um Homem quiser
                                                          
                                                   Ou será que é quando um Homem deixar?

 

                                                                         Susana Custódio

                                                                       Dezembro de 2008

 

 



ESCREVER OU NÃO ESCREVER UM POEMA DE NATAL



Que se poderá escrever num poema de Natal
Que outros poetas já não tenham escrito
São sempre as mesmas palavras
Que jorram no mesmo caudal
Papel brilhante, laços coloridos
Ruas enfeitadas, luzes multicores que piscam
Musicas de grandes compositores
Que aos meus ouvidos soam como um grito
Mas afinal que se poderá escrever num poema de Natal?
Que outros poetas já não tenham escrito?
Os ricos têm mesa farta, nada lá falta
Os pobres têm o que podem
E outros nem têm um abrigo,
Também existem os que estão doentes
Lembrando Natais de tempos já idos
Mas afinal que se poderá escrever de novo num poema de Natal?
Vamos então celebrar a data de nascimento
Deste Menino que afinal só queria ensinar-nos
O verbo Amar em todos os seus tempos
E não só agora neste dia mas em todos os dias
Por isso vos proponho que na mesa
Onde todos nos reunimos
Comemos, bebemos e rimos
Nos lembremos d ’Ele
Que esta festa é em sua memória
Para isso vos convido a colocarmos
Nessa mesa uma cadeira vazia
E se alguém nessa noite tocar na nossa porta
A convidemos a entrar e à mesa se sentar
Nunca saberemos se por acaso
Jesus nos virá visitar
E connosco quererá o seu aniversário celebrar


                       _________________
                           Dezembro 2007

 

 

 

MEU PINHEIRO DE NATAL

 

Meu pinheiro de verde majestoso
Este ano decorado de modo diferente
Afirmo que ficaste muito formoso
Com os nomes de todos os amigos na frente

 

A humanidade te admira com um ar carinhoso
No Natal és símbolo comovente
Meu pinheiro de verde majestoso
Este ano decorado de modo diferente

Os teus ramos abraçam os pobres em tom afectuoso
Que em Jesus têm a esperança sempre presente
Neste Natal, juntos clamamos p’la PAZ …é imperioso
Ajuda-nos a sermos ouvidos por toda a gente
Meu pinheiro de verde majestoso

 

SUSANA CUSTÓDIO

10 De Novembro de 2008

 

 

Enviados em Dez/2009

 

 


AMOR SACIADO

Encontrei-te no regaço da lua,

De rosto afundado, olhar infinito!

Senti que o nosso amor tão antigo,

Continua como outrora e agora,

No meu e no teu peito inscrito!

Pela estrada de luar caminhei…

Para os teus cabelos prata acariciar

Por cima de pedras e flores saltei,

Elegante e cheia de graça,

Mais parecia um bailado,

Todo este tempo te esperei…

Só queria depressa junto de ti chegar,

Para nos meus braços te mimar,

Tua boca com ardor beijar!

Despir-me das minhas roupas,

Sob o céu cheio de estrelas,

Entregar-me assim a ti nua,

Para no teu corpo me perder,

E tu no meu beberes.

Os perfumes que dele emanam,

E ébrio de mim,

Jazendo comigo na erva molhada,

Os dois soltando suspiros e gemidos sem fim…

Semelhante a um vulcão a rebentar!

Lançando para a luz do luar,

As nossas lavas de amor,

Acabado de saciar!

 

SUSANA CUSTÓDIO

 

 

 

 APREGOADOR DE ILUSÕES

 

Vendes ilusões! Fazes disso uma rotina...
Pessoa leviana, mentes em surdina
Escrevendo e falando
Habilmente desencadeias
Amores virtuais através da tua teia.

Mostras-te meigo e dócil na oração,
Assim lhes vais falando ao coração.

Tentas moldá-las com a tua fantasia
Atropelas, tudo e todas com heresia
Desenvolvendo o teu (des)gosto.?
Mentiroso, sempre alerta no teu posto,
Caminhas …Imparável! Assediando...
Mas acabas, sempre! Faltando
Ao que tu próprio tinhas proposto.

Logo portanto não há quem satisfaça
Os teus impuros actos e pensamentos
Porque tu és a própria desgraça
Que se ri dos teus sentimentos

 

Susana Custódio
02-01-2008

 

 

 

SER POETA

(Susana Custódio)

É querer estar com todos no tempo
É escrever o que está dentro de si
Sem medo, num completo encantamento
Juntando letras e voando como o colibri

É querer com as mãos a todos acariciar
É ser divino e por muitos incompreendido
Dando o livre arbítrio de amar ou odiar
Nos seus delírios muitas vezes esquecido

É escrever palavras com espinhos ou em flor
É soltar à bolina as palavras do momento
É aliviar corações e ficar na sua própria dor

É viver com alegria, amargura e ardor
É ter alma dorida por todo o sofrimento
Ser poeta é ser louco, sublime e do amor sedento

 

(Inspirado no poema II e III “Ser Poeta” de Edson Gonçalves Ferreira)

 

 

Enviados em Nov/2009

 

 
 
NA ILHA DOS AMORES
 
São d’um longínquo amor
Estes lamentos que caiem do peito
Neste mar de emoções
Lágrimas agridoces pela fonte
Num remoinho de amor
Qual rio de margens comprimidas
 Prestes a rebentar
Numa saída louca para o mar
Nestas lágrimas incontidas
É dor que ainda choro
Esta saudade que de ti me mata
Fazem transbordar a taça
Da qual escorrem lindas flores
Na minha carne a ausência
Das tuas mãos
A recordação me invade
Do que vivemos lá longe
Hoje chama-se saudade
A imensa troca de carinho
De eu e tu no nosso ninho
Na misteriosa Ilha dos Amores

 
*********

Susana Custódio    



Sintra, 18 de Outubro de 2008
SUSANA CUSTÓDIO
Publicado no Recanto das Letras em 18/10/2008
Código do texto: T1234864
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Enviados em Out2009

 

 

TRILOGIA II

(Susana Custódio)

Tu me chamaste p'las ruas das quimeras,
E o teu olhar terno me envolveu,
Alegrou-se o meu coração, estremeci, foi...

AMOR

O meu corpo ficou ao abandono
Tomaste-o em horas infindas
Entre gemidos, carícias e beijos cheios de

CALOR

Ainda hoje fecho docemente os olhos
Crepúsculos sucedem-se sem te ver!
Rios de flores correm p'la minha face, lágrimas de

DESILUSÃO

 



 


MOMENTOS DE AMOR

E nesse lugar lá tão distante
M undo pleno de cores e cheiros
A lmas as nossas de paixão exuberante
N esse sol abrasador em nós qual guerreiro
U m grito desesperado, angustiante
E cheio de amor verdadeiro
L eva-nos a esta loucura sufocante

M omentos estes em nós gravados
O s esqueceremos jamais
R apsódias líricas a nós sonegadas
E ncontros sempre mágicos e imortais
I maginados numa tela antiga pintada
R etratando-os em cores ancestrais
A mor revivido com o som da nossa risada

 

Susana Custódio

 




 

 

NA ILHA DOS AMORES

São d’um longínquo amor
Estes lamentos que caiem do peito
Neste mar de emoções
Lágrimas agridoces pela fonte
Num remoinho de amor
Qual rio de margens comprimidas
Prestes a rebentar
Numa saída louca para o mar
Nestas lágrimas incontidas
É dor que ainda choro
Esta saudade que de ti me mata
Fazem transbordar a taça
Da qual escorrem lindas flores
Na minha carne a ausência
Das tuas mãos
A recordação me invade
Do que vivemos lá longe
Hoje chama-se saudade
A imensa troca de carinho
De eu e tu no nosso ninho
Na misteriosa Ilha dos Amores

Susana Custódio

 




 


O doce & o Seco

(Susana Custódio)

Naquele bar, sentado na mesa do canto
Com uma garrafa de Sercial e um cálice
Ele digeria extractos de solidão sem pranto
E mil fragmentos de pensamentos em vórtice

Chegou aquela mulher de fogo nos olhos
Sobre a mesa uma garrafa e um cálice de Malvasia
Curioso olhou-a e franziu os sobrolhos
O seu coração entrou em arritmia

Ambos brindaram à tristeza e solidão
Ele com o doce, ela com o seco
Cada um afogando a sua paixão

Aquela noite findou sem glória
O destino tinha tecido a mesma trajectória
Num encontro sem fim e sem começo

 

(Poema inspirado no Conto Sercial & Malvasia de Joaquim Evónio)

www.joaquimevonio.com

     




 

VERBO PENSAR

 

EU penso
TU pensas
ELE(A) pensa – Que EU e TU comemos juntos
NÓS pensamos – Que ELE(A) pensa que EU e TU comemos juntos
VÓS pensais – Que NÓS comemos juntos
ELES(AS) pensam – Que EU e TU comemos juntos

 

Susana Custódio

     

(2008)      

     

     



 

VERÃO

 

O Verão chegou, está aqui!
Deixámos o frio para trás,
O bom tempo chegou e entra-nos na alma,
Inundando os nossos corpos de Sol,
De alegria, de vida nova!
Abrimos os corações para o brilhante Sol de Verão,
Esperando que nos aqueça com uma fogosa paixão!
Pois um grande amor
Quase sempre chega sempre no Verão,
E gosta de se espraiar à beira-mar!
E à noite quando chega o luar,
São sussurros de amor, beijos cheios de calor
Corpos juntos, suados a fazerem amor,
Misturados no marulhar das ondas!
Mas o Verão não é eterno!
Vem o frio! Chega o Inverno!
Gela-se-nos os corações!...

 



 

AMOR ENCONTREI-TE

 

Por ti eu esperava…
Andava a procurar-te!
Rutila esperança eu aguardava!
A de encontrar-te!!!
Reveste-me um novo sentimento,
Ocupando agora a minha vida!
Mundo de amor ou sofrimento?
Um rumor de palavras nunca antes ouvidas!!!
Levam-me a um mar de amor violento!
Onde me sinto perdida…
Angústia de não te ter sempre ao pé mim,
Saudade louca!
Pudesse eu acabar com esta dor, esta amargura…
Olvidando o passado,
Sentindo os teus beijos na minha boca!
Louca! Eu sou louca por bem querer a esta aventura!!!
Oásis és tu! Meu amor!
Nesta minha vida que deixou de ser oca!
Dás-me o teu amor! Com ele sairei desta agonia…
E juntos ardentes de amor
Viveremos esta fantasia!
São os teus braços me envolvendo com amor,
Universos de entendimentos que tracei,
Sonhando contigo de mãos dadas tentando alcançar,
O Amor, um amor que ainda a ninguém dei,
Numa imensa espera de te encontrar!
Amor encontrei-te… Quero-te!
E juntos vamos nos amar!

 

Susana Custódio
(1980)

 



 

ADEUS POR ENQUANTO


O meu amor é como o vermelho,

D’uma rosa vermelha recém-nascida em Junho

O meu amor é como a melodia

Que é docemente tocado em sintonia

Meu amor, aqui eu testemunho

Então, em profundo amor estou eu:

Continuarei amar-te ainda,

Até que todos os mares sequem:

Até que as rochas derretam com o Sol

O meu amor é assim profundo e lindo

Continuarei amar-te ainda a ti querido,

Enquanto as areias da vida vão caindo,

Por agora,

Digo-te adeus meu único amor!

Adeus, só por enquanto!

Um dia, eu voltarei de novo, meu amor

Mesmo que leve esta minha vida rindo

Em completo pranto

Susana Custódio

(2008)

 



AMIGOS DE OIRO OU DE LATÃO

 

P’ela vida vamos caminhando
E com tanto caminhar
Pessoas vamos encontrando
Que afectos nos querem dar,

Com o passar do tempo vamos amando,
Esses antes que eram desconhecidos
E sem sabermos ainda se são oiro ou latão
Temos o costume de chamar de amigos.

Passamos o tempo
Sempre com eles no coração
Damos e recebemos mimos
Contudo os falsos se mostram
Na primeira discussão,
E verificamos que foi uma grande ilusão
Pois cegos de amizade estávamos
E não soubemos destrinçar
Que esses não eram oiro
Afinal eram de vulgar latão

È assim com bofetadas
Sejam elas dadas com palavras
Ou até mesmo com a mão
Que vamos destrinçando
Os falsos dos verdadeiros amigos
E aprendemos esta grande lição

 

Susana Custódio

(2008)



APOLÓGO DE AMOR

 

Luz que no alto mostras em fulgor

A força do nosso reencontro

Tudo conserva o nosso perfume

Rumor de vozes gemendo amor

Alvorecer prateado sem queixume

Vivemos este apólogo ao pormenor

Incomensurável brasido crepita sem lume

Andamos através do rubro corredor

Tardes de enlaces divinos são o cume

Amor em nós! É o mavioso trovador…

 

SUSANA CUSTÓDIO

2008



 

GATINHO PRETO DE OLHOS GRANDES, AMARELOS

(POETRIX)

 

Mútuo amor e ódio
Não tragaste o voo do amo
No pó unidos… na mesma pousada


Susana Custódio
Julho De 2008

 



 

 

DESAPEGO

 

É este não saber o que quero, que me amargura,
Que me dá este desassossego
Que me persegue e em mim perdura
A vontade de tudo querer, e logo este desapego!

Esta vontade não sei de quê, é dura!
Sinto o meu peito em chaga…
Eu queria tanto um amor doçura,
Esta falta que sinto me esmaga…

Todo o meu ser é confusão,
Quero pensar e não me compreendo…
Toda esta vida é uma ilusão
Só eu sei como estou sofrendo!

Ah! Seu eu tivesse alguém a quem beijar,
Que me tirasse este desejo,
Esta ânsia de amar!
Eu daria a minha vida por esse beijo

 

Autor: Susana Custódio
Ano: 1980

 



 

 

O TELEMÓVEL __ POEMA EM ACRÓSTICO

 

O rganiza na perfeição

T udo o que necessita de gestão
E
mite a nossa ideia em voz
L
evando mensagens em cadeia
E
dificando toda a sua utilidade
M
ontada pela grande necessidade
O
uve-se a todo e qualquer o momento
V
iajando no nosso sentimento
E
xtasiando-nos por vezes com muito ruído
L
eva-se a efeito, basta encostá-lo ao ouvido

 

 

 Susana Custódio                   

Janeiro de 2009

 



 

CONTO MINIMALISTA NR.º.1

 

 

A VERDADE DA MENTIRA

 

 

Naquele dia ela estava especialmente feliz, esboçava um alegre sorriso, enquanto ali em casa sozinha com as suas recordações, pensava como tinha sido a sua vida.

Já tinham passados tantos anos desde o dia em que o tinha encontrado, apaixonaram-se de imediato, ela não teve culpa, coisas do destino, ele homem estrangeiro com outras crenças, outra religião, mas nada os deteve, nem o facto de lá longe ele ser casado.

Juntos engendraram uma história que iam contando aos conhecidos, mudaram de cidade variadíssimas vezes, Ah! As casas, umas tinham sido grandes outras pequenas, mas o amor de ambos era maior.

Entretanto ao relembrar com emoção, sentiu sede, levantou-se e foi à cozinha buscar um copo de água que ia sorvendo em grandes goles.

Agora ela estava de semblante triste… como pudera aquilo acontecer, tantos anos depois e ele teria que voltar de vez para o seu País, uma história tão linda e perto do fim, e o que dizer aos amigos? Impossível contar a verdade, depois começou a rir a bom rir:

 

                                - Matei-o

Pronunciou em voz alta a respeitada e inconsolável viúva!!!

 

 

SUSANA CUSTÓDIO

 

24 De Fevereiro de 2009

 



 

Inspirado no olhar triste de uma jovem poeta que conheci

 

 

GRITA JOVEM POETA!!! (INDRISO II)

 

 

És uma menina presa numa alma espigada

No teu olhar vago, triste sem expressão, adivinho-te desfolhada

De onde vem a amargura que lemos na tua confrangida escrita?

 

 

Quem fez de ti a menina ausente de sorriso?

Quem te tira as pétalas como a um malmequer?

Quem é que te obriga a seres uma sofrida mulher?

 

Acorda jovem poeta, grita ao mundo a tua verdade

Solta-te das amarras e voa em direcção à liberdade

 

 

 

Susana Custódio

 



 

 

HAIKAY 6


Inverno tão triste
Entre árvores caídas
Manhã submersa

 

 

Susana Custódio

 



 

Voltei ao Ribatejo

Susana Custódio

 

Que beleza é montar um lusitano

Um puro sangue Alter de nobre porte

Com a leveza da espora a dar-lhe o norte

Dar-lhe o calor do amor de um ser humano

 

Como é bela a Lezíria assim vivida

Nas margens desse tempo adocicado

Correr pelo Ribatejo engalanado

À cadência do trote desta vida

 

Há cheiros de torricado pelo ar

Que bons são esses dons para cheirar

São aromas da vida dos campinos

 

Há casarios branquinhos a brilhar

Coloridos fandangos a vibrar

E há fé nas igrejas e nos sinos

 

 



 

        TRISTEZA

 

Esta tristeza que me definha!
É como fogo que me consome,
É como ter vontade de comer e não ter fome!
Esta tristeza é dor que no coração se aninha…
Quisera eu que ela não fosse minha,
Para este mal não há remédio que eu tome!
E que me deixe escrever nestas linhas,
Que a mágoa que sinto é enorme…
Tristeza de não sentir uma boca na minha,
Esmagando-a até à morte,
Arrancando-me a alma p’lo caminho,
Com o desespero louco de dor forte,
Vai-me elevando aos ares como avezinha
Ferida!
Só!
Sem rumo!
Sem norte!
Esperando a morte!!!

 

                   SUSANA CUSTÓDIO

                            Ano: 1978

 



 

 

CORAÇÃO SEM TIL (INDRISO)

Este amor por ti é tão louco
Estou tola já nem sei escrever
Resultado do meu grande desejo de te ver

Ansiosa, faço a mala para a grande viagem
Para absorver as horas que nos separam
Penso em ti e a culpa me esmaga

                            Dos meus olhos agora tristes caem águas mil

                                Esqueci-me de no teu coração ter colocado o til

 

                       ***************

 

SUSANA CUSTÓDIO

 



 

 

 

  • Glosando Fernando Pessoa

 

Se eu te pudesse dizer

O que nunca te direi

Tu terias que entender

Aquilo que nem eu sei

 

OBS: Glosa do evento da Poetisa
Teka Nascimento
GLOSANDO FERNANDO PESSOA

 

          ___________

 

Se eu te pudesse dizer

Hoje o quanto te amei

Eterna Musa da minha vida

Meu coração saudoso acalmaria

 

A ti, minha geradora querida

O que nunca te direi

Pois partiste desta vida

Durante a mocidade perdida

 

Hoje tudo seria diferente

Num etéreo encontro…

Tu terias que entender

As palavras que ficaram por dizer

 

Tanta saudade! Mas tanta!

Com rios de tinta azul celeste

Em sonhos escreverei

Aquilo que nem eu sei

 

 

AUTORA: SUSANA CUSTÓDIO

 



 

ENCÓMIO À MINHA MÃE
 

Mãe minha amiga e companheira,
Professora do meu difícil caminhar,
Frágil saúde sem mostrar canseira,
Soubeste bem ensinar o verbo amar!
 
Noites longas sempre à cabeceira,
Tendo a minha frágil saúde para zelar,
Cuidados mil – a melhor enfermeira,
A tua grande vitória foi me salvar!
 
Muito cedo da minha vida partiste!
Eu com o olhar imenso, vago e triste…
Sozinha fiz os caminhos da mocidade,
 
Nem imaginas o amor que habita em mim
Vagueio só, na lembrança do teu jardim
E nele habito quando a saudade me invade

 

***********
 

Susana Custódio

 



 

A FIGUEIRA

Em casa do meu avô havia um quintal
Tinha lá uma maravilhosa Figueira
Uma árvore de folhas verdes já ancestral
Seus figos eram uma autêntica petisqueira

Esta Figueira era para todos muito especial
Todos nós reunidos em alegre cavaqueira
Sob a sombra desta Figueira sentimental
E é esta uma homenagem feita à minha maneira

 

***************

CIRANDA DA (MERIAM LAZARO)

( 22 DE MARÇO DE 2008)
SUSANA CUSTÓDIO

 



 


PRIMAVERA

Tempestades! Foram-se do meu regaço,
Foi-se da minha boca o sabor antigo,
Céu azul ao alcance do meu braço!
Agora nos meus olhos um sorriso amigo…

P’ra chegar junto de ti só um passo,
Tempo cinzento já foi meu inimigo!
Agora só quero dar-te um abraço,
E poder gritar a todos isto que digo!

Primavera que enche vazios corações,
Chegou enfim a linda e amena estação,
Foi-se embora o tempo da solidão!

É tempo de tomar muitas decisões,
Decorar a vida com variadas flores,
E encher o peito com novos amores!

 

***************


SUSANA CUSTÓDIO
(12-02-2008)

 




QUANDO

Quando
Naquele jardim, te afastaste
E já longe gritaste!
Corre para mim...
Eu, louca fui correndo,
Abriste os teus braços...me agarraste...
Rodopiando num louco frenesim!

Quando
Naquele barco
Que lento ia cortando as águas do Sado,
Com a tua viola...
Dedilhando nas cordas "Les feuilles Mortes”
E a tua voz grave cantava a doce melodia!!!
Esquecemo-nos de tudo e de todos,
E de olhos nos olhos eu te ouvia...
Amando-te cada vez mais!!!

Quando
Nas dunas da praia nos deitámos
E nos amámos,
Entre beijos, carícias e gemidos!!!

Quando
Hoje olho para ti...
A saudade me invade...
EU continuo a ser EU!
E TU já não és TU!
És a sombra daquele,

Quando
No jardim...
No barco...
Nas dunas...
Me amaste!!!

 

POEMA ESCRITO NO ANO DE: 1995
AUTOR: SUSANA CUSTÓDIO

 



 

VOA PÁSSARO FERIDO

Oiço o lamento do teu canto com emoção
Dentro do meu peito mágoas de penas
Vivem agarradas a este meu coração
Solto angustias em forma de novenas

Peço por ti e por mim em cada oração
Caída de joelhos em tardes azuis serenas
A dor é tanta! Já nem ouço a tua canção
Contigo sofrido vivo em completa aflição

Qual o teu rumo? Para onde voaste pássaro ferido?
Quero alar-te com as minhas silenciosas penas
Não voes triste nesse bosque de brumas perdido

Escuta! Em cada canto da árvore o rádio toca
Entre a folhagem vislumbrarás o meu rosto
Voa pássaro! Solta o teu canto oprimido

 

SUSANA CUSTÓDIO
29 De Julho de 2008

 



 

              A ESPERA

Estava ali na areia, junto ao mar,
Olhando embevecida o pôr-do-sol!
Escutando as ondas no seu marulhar

A chuva caiu todo o dia sem parar!
Senti-a fria no coração! Eu estava só…
Todo o dia foi maior o meu penar!

Agora olhando o Sol a desaparecer
Eu sabia que tu haverias de chegar…
E abri os braços para te receber!
Tu chegaste! Abraçamo-nos a chorar…

Nesse instante finaram-se os tormentos,
E tu dizias – Meu amor, minha alegria –!
Ah! Como são puros estes sentimentos…
Quando estou só morro de melancolia!

 

              **************

         SUSANA CUSTÓDIO

                     (1980)

 



 

A_FINAL QUEM PERDEU FOSTE TU  (POETRIX)

 

Quiseste ser o actor central
Mentiste, acabou o drama
Fim! O papel agora é meu…

 

    **********

 

SUSANA CUSTÓDIO
PORTUGAL – SINTRA – 06 De Fevereiro de 2009

 



 

           BEIJOS

 

Se a caneta que tenho na mão
Escrevesse o meu sentir…
Mas que ilusão!
Quantos anos perdidos em vão!
A esta inércia tu me votaste,
Fizeste de mim um ser sem sentir!
Nem imaginaste!

Que os beijos que me não deste,
Levaram-nos os anjos ao céu azul celeste!
E para os lá ir buscar, é longe…
E não consigo voar!
As asas do amor estão quebradas,
Não consigo sair do chão!
Dói-me a alma rasgada de ilusão,
A boca desfigurada de emoção!

Os beijos que me não deste,
São o sonho do desespero arrastado p’las ruas
Frias e nuas de amor ardente!

Os beijos que me não deste
São dor! Dor na alma, no coração que apodrece…

Os beijos que me não deste
São como estrelas cadentes,
Que meus olhos olharam!
E na minha boca não poisaram…
São dor afiada,
Batendo a esta morada
Despertando dores alucinantes,
No meu corpo de ninfa encantada!
Que num momento me leva ao fim de tudo,
E me lembra o esquecimento,

Dos beijos que me não deste!
Como o sofrimento
Da dor que não sei onde dói!...

 

        *****************

      Autor: Susana Custódio
        Escrita no  Ano: 1979

 



 

TRILOGIA (1)

 

Perscrutando na escuridão
A imensidão do Mundo, sem fim…
Não vêem o que de verdade há em si.
Assim estão os meus OLHOS

Tristes, meigos e lindos…
Virados para esta paisagem infinda
Não sabem a tristeza disfarçar!
Mesmo assim são belos estes OLHARES

Que exprimem dor!...
Milhentas vezes, desilusões
Existem para me atormentar o coração
Como telas pintadas de amor, serão VISÕES…

 

                                             ************

 

SUSANA CUSTÓDIO
PORTUGAL -  SINTRA

 



 

       ATÉ AMANHECER

O tempo está cinzento, negro e triste o vejo!
Por densas e escuras nuvens estou cercada
Céu rasgado de raios, dos meus olhos lacrimejo!
Tempestade que sinto no coração anunciada

Contigo, aqui abraçado a mim, eu não teria pejo!
Fundido o meu no teu corpo estaria abrigada,
Os dois muito juntos em qualquer lugarejo,
A tua boca beijando a minha de medo fechada!

O mau tempo está a passar é para esquecer…
Novamente no céu, lento o sol vai surgindo,
Com as tuas carícias o meu corpo está aquecer!

Com este teu bem-querer já não me sinto perdida,
Foram-se os temores e as trevas da minha vida,
Assim, amando-nos ficaremos até amanhecer!

 

              *********************

 SUSANA CUSTÓDIO
PORTUGAL -  SINTRA

 



 

EU POESIA

Essa dança imensa de letras
Que anda na minha mente a bailar
Faz-me pegar em canetas
Escrevendo saudades e o verbo amar

Do meu estado de ansiedade
Versos nascem num instante
A inspiração é o meu diamante
O que sai da caneta é a verdade

Transmito aos outros um estado de apatia
A escrita vai surgindo como magia
Tudo em perfeita sincronia
Fim d’uma peça de teatro de bela coreografia

Entre risos e aplausos, pergunto
Afinal o que sou eu?
Vozes respondem em perfeita harmonia
Tu és poesia!

              

 ******************                              

SUSANA CUSTÓDIO
(04 de Maio de 2008)

 



 

        MIL E UM POEMAS

Com min’alma cheia de inspiração
Mil e um poemas cheios de amor
Para ti escrevi com grande emoção
Palavras escritas com todo o ardor

Descrever o amor era a minha intenção
Mil e um poemas com cheiros de flor
Eu só queria conquistar o teu coração
E arrancar p’ra sempre esta minha dor

Muito depressa eu te peço que venhas
Com teus olhos regar este meu jardim
Poderás ver do cimo destas montanhas…

Descrito o meu grande e doce amor por ti
Ouvirás a minha meiga voz até adormecer
Mas antes, beijarás meus lábios de cetim!

 

            
**************** 

 

Susana Custódio
Sintra – Portugal

                                 



 

         PERDIDA DE TI

Tento ver-te entre a multidão
Procuro-te no meio das ruas
Dentro daquela linda canção

Mas não te encontro

Procuro no horizonte onde
O céu fica mais perto de mim
Encontrar os teus olhos cor de alecrim

Mas não te encontro

Na beira-mar vigio as ondas
Tiro a roupa e nelas mergulho
No fundo das areias vasculho
Emirjo com mãos vazias de ti
As lágrimas correm com pena de mim

Mas não te encontro

Corro pelos campos verdes em flor
Pensando atenuar esta imensa dor
Quero voar com as borboletas
Na direcção dos cometas

Mas não te encontro

Neste louco caminhar
Continuarei a te procurar
Para o meu amor te dar

Por agora digo-te:
Já que não posso ver o teu rosto
Tocar a tua mão
Entrar dentro do teu coração
Apertar-te nos meus braços
Envio-te a minha alma através
Do tempo e do espaço

 

         ***********

Susana Custódio
Sintra – Portugal