Jardim Botânico
Vânia Moreira Diniz
Jardim Botânico, bem distante,
Lá no bairro da primeira infância,
Lindo,verde, majestoso, gigante,
Manso e suavemente lembrado,
No encanto daquele instante.
Nunca mais voltarei no tempo,
Nunca mais serei aquela menina,
Nunca mais lembrarei pequenina,
Das brincadeiras gentis do momento.
Nunca mais... Nunca mais...
Nunca mais verei Maria Amélia,
Babá acolhedora e carinhosa,
Que enfeitava a garota manhosa,
Trançava seus cabelos e sorria
Com a ternura de todo dia.
Nunca mais...
Nunca mais serei descomprometida,
De deveres e responsabilidades,
Ou olharei a vida cheia de facilidades
Época distante, existência partida,
Pedaços confusos e diferentes.
Nunca mais...
Nunca mais, os amigos distantes,
A volta gostosa nos patins ligeiros,
As bicicletas com pequenos passageiros,
Cantigas de roda, pares constantes,
Ecos de gritaria infantil e retumbante.
Nunca mais...
Nunca mais o querido jardim Botânico,
Proporcionará momentos de tanto encanto,
Contexto extremamente feliz e mágico,
Tempo inesquecível, doce e magnífico,
Conduzindo ao incrível passado fantástico.
Nunca mais...
Nunca mais brincarei na areia,
Acreditando no bondoso papai noel
Em histórias sussurradas de sereia,
Ou pedirei para comprar pão de mel,
De mãos dadas com a boa Maria Amélia.
Maria Amélia Cheia de graça, brejeirice e poesia.
Nunca mais... Meu jardim Botânico...
Nunca mais...
Vânia Moreira Diniz
16-03-2010