Sercial & Malvasia na Casa da Madeira

 

 

Este foi o item inserido em Agenda da Varanda das Estrelícias:

25 Set - 19:00 - Lisboa - Lançt.º: "Sercial & Malvasia", de Joaquim Evónio, apresentação de José Verdasca (Clicar)

 

 

 

A sessão começou com palavras de apresentação e boas-vindas do Cor. Virgílio Varela, representando a Direcção da Casa da Madeira em Lisboa.

A Mesa estava assim constituída:

 

 

      

Da esq. para a dirt.ª: José Verdasca, Virgílio Varela e Joaquim Evónio

 

Devo sublinhar e pedir desculpa pelo facto de não ter integrado a Mesa o representante da Temas Originais, Lda. (http://www.temas-originais.pt/), Poeta Paulo Ramos, que estava presente e a quem, só por enorme e indesculpável lapso da minha parte, não foi dado o realce protocolar que lhe era devido.

Seguiu-se a intervenção do Presidente da Ordem Nacional dos Escritores (ONE) do Brasil,  José Verdasca , que proferiu as palavras amigas que se encontram abaixo:

 

LANÇAMENTO DA OBRA DE JOAQUIM EVÓNIO "SERCIAL & MALVASIA"

 

José Verdasca - Lisboa, 25-09-09

 

Senhor Presidente, autoridades presentes, gentis senhoras, nobres cavalheiros, boa noite.

 

Joaquim Evónio – Vasconcelos para os camaradas da Academia Militar – honrou-me com um convite para – aqui e agora –  fazer uma breve apresentação deste seu novo e interessante livro, tarefa de que Luís Dantas já em parte se desincumbiu, na brilhante Introdução da obra.

 

Mas, como separar o prestigiado autor dos mais de uma vintena de enternecedores, belos e pedagógicos contos, entremeados de quase outros tantos pequenos-grandes textos poético-filosóficos onde avulta a poesia prosaica – versos brancos em que a expressão rítmica e ou a rima foram vantajosamente substituídas pela "brancura" da sua pureza, pela sofisticação da sua filosofia, pelo arrebatador deslumbramento do seu profundo conteúdo

Aliás – se bem analisada a obra de Joaquim Evónio – esses são os atributos deste autor de belíssimos poemas, em cuja poética sobressai a singularidade castiça da sua amada Madeira, quando Evónio faz brotar e germinar a poesia da extasiante beleza da paisagem física, da riqueza da paisagem humana e da singularidade da cultura local, características que a sua sensibilidade de idealista-humanista eleva ao nível da grandeza da Natureza, que o mesmo é dizer do sobre-humano, do transcendente, do místico!!!

 

Entretanto, o pensador Evónio talvez discorde desta concepção, para não admitir que suas construções prosaico-poéticas também lhe brotam da alma, para poder afirmar que não tem alma ou mesmo para continuar afirmando – com alguma ironia – ser um anarquista independente.

 

Vivi pouco mais de dois anos numa ilha do tamanho da Madeira, e foi lá que aprendi a sentir e dar valor aos pequenos espaços físicos, onde a dimensão das almas – normalmente – lhes é inversamente proporcional, e o isolamento convida à meditação, que aprimora e enriquece o Espírito, contribuindo decisivamente para moldar e lapidar o carácter, para valorizar e humanizar a Moral e os bons costumes, para melhor e mais humanisticamente viver em sociedade, deste modo engrandecendo o que a convivência humana tem de mais precioso, como a Fraternidade, a Solidariedade, a Dignidade.

 

A vida e a obra de Evónio espelham – na sua plenitude – o que acabo de afirmar, para alegria e satisfação das muitas amigas e amigos que a ele se vêm juntando para engrandecer e dar mais brilho à Varanda das Estrelícias, honra - logo glória – da lusofonia pelo mundo semeada. Por isso – e para isso – aqui nos reunimos nesta acolhedora Casa da Ilha, que o é também de todos nós, do Continente e do Mundo.

 


O  P O E T A

 

O poeta é um sonhador
Sempre a sonhar acordado
Construindo a poesia 
Não será um fingidor
Seu carácter bem formado
É sempre farol e guia

O poeta é um sonhador 
Que sonha em qualquer lado 
Seja de noite ou de dia 
E por ser um pensador 
Tudo interpreta calado 
Enaltecendo a poesia 

O poeta é um sonhador
Que vai dando o seu recado
Com a maior fidalguia
Ele tem uma visão maior
Do objecto sonhado
Onde cria a poesia

 

 

 

 

Seguiu-se a intervenção do Autor, a quem competiu apresentar-se a si próprio.

Fê-lo de forma mais ou menos anárquica e desordenada, num improviso em que recorreu a vários documentos elaborados para outra finalidade e de que sublinhou alguns extractos.

Começou por agradecer a hospitalidade da Casa da Madeira, ao Amigo Virgílio Varela, que intermediou os contactos para que o evento fosse possível, à Temas Originais, por ter viabilizado a edição em termos de garantir a data anteriormente marcada para o lançamento, à Isabel Fontes, Agente Editorial que assumiu todos os contactos com a Editora, à Bé Cabrita, que organizou o evento em contacto com o IVBAM e a Imprensa da Região e a todos quantos trouxeram calor à Sala tão agradável quanto informal, quer Familiares, Colegas do Liceu e da Academia Militar e um punhado de Amigos de peito ou companheiros de Letras e Artes.

 

Dados biográficos

A Pedagogia do Amor

Memórias serôdias de Mota de Vasconcelos (1902 - 1976)

Neguentropia, Altermundialismo e Direitos Humanos

Para salvar Portugal

 

Havia cinco dezenas de Estrelícias vindas da Madeira, oferecidas a todos os presentes, e foi servido um Madeira de Honra, bem como oferecidas cinquenta miniaturas de Sercial e Malvasia, (Gentileza  do IVBAM)

Foi dada ainda a palavra a Isabel Fontes, na sua qualidade de Agente literária e editorial que intermediou a publicação e lançamento do livro na data e local previamente definidos e anunciados (Tire os seus Livros da Gaveta).

Interveio depois, numa agradável e emocionante surpresa, o Amigo Cor. Roberto Durão, grande Poeta da Sensibilidade e do Humanismo, que dedicou ao Autor e declamou de forma superior o “Cântico Negro”, de José Régio.

Indo avançada a hora, o Músico e Cantor Manuel Antunes, embora dispondo de vasto reportório, apenas interpretou “Ser Poeta”, de Joaquim Evónio, que também musicou.

A sessão foi encerrada pelo Cor. Virgílio Varela, tendo-se seguido o beberete animado com Sercial & Malvasia, a que não faltaram o Bolo de Mel e diversas Broas, especialidade regional:

 

Funchal - Madeira -  Bolos de mel e Broas por entre Primícias

Passeio de Domingo na Madeira - Fanal e Chão da Ribeira

 

Referências na Imprensa:

 
  

 

Galeria de Fotos

 (Gentileza de Bé CabritaMaria Pakika, Susana Custódio e Teresa David)

 

        

        

        

        

        

        

        

        

        

        




 

 
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